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16 maio 2013


aqui falei em tempos do livro "The Family Meal - Home Cooking With Ferran Adriá", que reúne as receitas das refeições que eram feitas para a equipa do El Bulli. É um dos meus livros preferidos - reúne várias receitas simples, organizadas em menus completos, mas sempre com um aspecto óptimo - apetece comer directamente das fotos! Até hoje, tudo o que fiz do livro saiu bem, o que me faz ter plena confiança nas receitas. Quando apetece cozinhar alguma coisa e não temos ideias nenhumas, pegar neste livro resulta sempre bem.
Esta receita é um bom exemplo. Embora com alterações (a receita original era com borrego, eu usei entrecosto), saiu um prato delicioso e que, embora seja demorado, não é nada complicado de fazer.


Ingredientes (4 pessoas):
1,5 kg de entrecosto de porco
1 molho de hortelã
3 colheres de sopa de mostarda com grão
3 colheres de sopa de molho de soja
3 colheres de sopa de molho inglês
cerca de 400ml de água (a receita fala em litro e meio, mas parece-me claramente um exagero - a carne ficaria completamente submersa, o que não bate certo sequer com as fotos da preparação que vêm no livro!)
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Aqueça o forno a 180º. De seguida, arranque as folhas de hortelã dos caules e reserve-as. Tempere o entrecosto com sal e pimenta. Leve uma frigideira a lume forte com um fio de azeite e frite o entrecosto até ficar dourado de ambos os lados. Retire a carne para um tabuleiro de forno. De seguida tempere a carne com a mostarda, o molho de soja e o molho inglês. Deite a água no tabuleiro (não é suposto submergir a carne; se for caso disso, reduza a quantidade de água). Finalmente, espalhe metade das folhas de hortelã sobre o entrecosto, cubra o tabuleiro com película aderente e leve ao forno.

Mantenha no forno durante 3 horas. De vez em quando vire a carne. A cerca de 40 minutos do final (fiz isto a olho, é um passo que não está na receita original) retire a folha de alumínio. A carne ficará mais tostada e o líquido reduzirá.

Após retirar o entrecosto do forno, pique muito finamente a hortelã que sobrou e espalhe sobre o entrecosto. Sirva, de preferência no tabuleiro (se passar a carne para um prato de servir, aproveite o molho do tabuleiro, que deverá estar bem saboroso após as 3 horas de forno!).

02 fevereiro 2013

Imaginei primeiro esta receita a pensar nos meus filhos, tentando que eles comessem mais feijão. Olhei para o frasco de feijão branco cozido, pensei em como o tornar mais guloso, mais próximo dos gostos de uma criança. Um olhar rápido para a cesta da fruta deu a inspiração necessária e soube logo o que ia fazer – cozer fruta e fazer um puré com o feijão. Para tornar tudo mais interessante, uma estrela de anis haveria de dar um pequeno toque exótico que também iria apelar aos adultos. Lamentavelmente os miúdos não gostaram… comemos nós, os adultos, com muito gosto!

Ingredientes para 4 pessoas:

4 alheiras
400 g de feijão branco cozido escorrido
2 maçãs golden
1 pêra rocha
1 estrela de anis
2 c. sopa de azeite
1 dente de alho
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Corte a fruta em pedaços e leve a cozer num tacho pequeno em pouca água com a estrela de anis. Escorra e reserve. No tacho aqueça o azeite com o dente de alho esmagado. Retire o alho e adicione os feijões com a fruta por cima, aquecendo-os por alguns minutos. Triture tudo com a varinha mágica e para ficar mais cremoso e sem fibras passe tudo por um coador de arame. Tempere a gosto com sal e pimenta.

Entretanto, pique as alheiras com um palito de ambos os lados e leve-as a uma frigideira quente até ficarem bem alouradas de ambos os lados. Sirva as alheiras por cima do puré.

Este puré tem toda a aparência de um puré de batata, mas um pouco mais fluido. Contudo, o sabor é muito mais interessante e presta-se seguramente a acompanhar outros pratos.

14 julho 2012

O livro "The Family Meal - Home Cooking With Ferran Adriá" é uma pequena jóia. É um livro de cozinha do grande cozinheiro espanhol, é um livro de receitas do seu restaurante El Bulli, mas ao mesmo tempo... não é bem. O que Adriá reúne neste volume são as receitas da cozinha do El Bulli para as refeições da equipa do restaurante. Ou seja, comida simples, organizada em menus completos, mas com grandes ideias e pratos bastante saborosos. Tudo acessível mas com algumas surpresas pelo meio.
Adoro o livro. E esta receita é um bom exemplo - asas de frango e cogumelos. Nada mais simples. E no entanto, sai um prato ótimo, saboroso, e ideal para qualquer almoço de fim-de-semana. Experimentem e verão.


Ingredientes (2 pessoas):
6 asas de frango
120g de cogumelos shimeji (costumo encontrá-los com alguma facilidade no Continente aqui perto de casa; se não encontrarem substituam por outros)
10 dentes de alho
1 folha de louro
1 ramo de tomilho fresco
4 colheres de sopa de vinho branco
50 ml de água
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Corte as pontas das asas (deite-as fora), e corte novamente pela articulação, separando cada asa em dois pedaços. Tempere com sal e pimenta.

Leve uma frigideira a lume médio com azeite e, assim que este estiver quente, deite-lhe as asas. Deixe-as cozinhar, virando-as de vez em quando. Entretanto aproveite para cortar a base dos cogumelos (os shimeji têm geralmente uma base única a partir da qual saem os vários cogumelos - corte a base e descarte-a, separando os cogumelos). Descasque os alhos e corte-os em fatias.

Assim que as asas estiverem douradas (cerca de 30 minutos), junte-lhes o alho e cozinhe por mais cerca de cinco minutos. Nessa altura junte o louro, o tomilho e o vinho branco. Por esta altura já deve ter um aroma óptimo a encher a cozinha! Levante o lume para que o vinho reduza um pouco, e junte os cogumelos. Cozinhe por mais cerca de dois minutos. Finalmente, deite a água, cozinhe mais cinco minutos e estará pronto a servir!

05 fevereiro 2012


O Cassoulet é um prato típico do sul de França, à base de feijão e carne, e cozinhado numa caçarola de barro, a cassole, que lhe dá o nome. Encontrei esta receita num livro curioso de Jamie Oliver, "Jamie's 30 Minute Meals", em que o chef inglês prepara refeições inteiras em cerca de 30 minutos. Para tal é necessário haver concessões, obviamente, e por isso fica um aviso aos puristas: este cassoulet não é propriamente a versão mais fiel às origens do prato francês. Mas é rápido de fazer, e fica muito saboroso. E para além do mais é uma óptima opção para estes dias mais frios.


Ingredientes:
4 tiras de bacon
1,5 cebolas vermelhas
rosmaninho
salva
3 folhas de louro
2 alhos-franceses
400g de salsicha frescas de porco preto (ou outras, mas as de porco preto dão um óptimo sabor ao prato)
3 a 4 fatias grossas de pão
2 dentes de alho
680g de tomate triturado (em frasco)
390g de feijão-manteiga
390g de feijão-branco
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Comece por preparar os ingredientes: corte o bacon em tirinhas, pique as cebolas, lave e corte em rodelas finas o alho-francês.

De seguida, leve uma sertã a lume alto, deite-lhe um fio generoso de azeite e, quando estiver quente, coloque o bacon a fritar. Deite de seguida as folhas: do rosmaninho, da salva (guarde algumas folhas desta planta para mais tarde) e do louro. Vá mexendo, para os sabores se misturarem. Junte o alho-francês e a cebola, deite um pouquinho de água quente (para não queimar e pegar ao fundo), mexa e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando.

Entretanto coloque as salsichas num recipiente de forno, envolva-as bem num pouco de azeite e leve ao grill do forno durante cerca de 8 minutos.

Enquanto as salsichas grelham e os legumes cozinham, esfarele o pão para um robot de cozinha, junte sal e pimenta, algumas folhas de salva (não gaste todas!), o alho e azeite. Triture no robot até ficar completamente misturado.

Volte aos legumes - deite-lhes o tomate e os feijões, mexendo bem todos os ingredientes. Prove e ajuste temperos, se necessário.

Quando as salsichas estiverem prontas, os legumes deverão também estar no ponto. Passe os legumes para um recipiente grande de ir ao forno. Espalhe por cima metade do pão ralado. Pegue de seguida nas salsichas e deite-as sobre o pão ralado, com o lado mais tostado para baixo. Cubra com o restante pão. Finalmente, espalhe por cima as folhas de salva que restaram, deite um fio de azeite por cima e leve novamente ao grill, por cerca de 4 minutos.

Retire do forno e está pronto a servir.

14 fevereiro 2011

Saudades de escrever no blog! Primeiro foi a falta de inspiração, depois a máquina fotográfica em off, e finalmente o trabalho diário que foram cortando a presença regular no blog. A ver se é desta que consigo retomar em força, e começo com uma receita cuja foto tirei ainda com o telemóvel e à noite – não está um primor mas não destoa assim tanto que não possa ser publicada. Ora sobre os lombinhos propriamente ditos – é a minha parte preferida do porco – suculentos, saborosos, são praticamente “carne de vaca” e até podem ficar levemente rosados por dentro. As migas de tomate fazem um excelente acompanhamento. Ando cansado de batatas, massas e arroz, e estas migas souberam-me muito bem, e a compor o prato, os canónigos, folhas de sabor suave mas que são boas para variar. Se não encontrar, use agrião ou rúcula.

Para 6 pessoas

Ingredientes:

Para os lombinhos:
2 lombinhos de porco
Azeite q.b.
Sal e pimenta q.b.

Para as migas de tomates:
200 g de pão alentejano
200 g de tomate inteiro em lata
1 cebola média
1 dente de alho
1 folha de louro
2 conchas de caldo de legumes
Azeite q.b.
Sal e pimenta q.b.

Para a salada de canónigos:
200 g de canónigos (ou agrião, ou rúcula)
1 dente de alho, picado muito finamente
Azeite de muito baixa acidez (0,2%)
1 golpe de vinagre balsâmico
Sumo de meio limão
Sal e pimenta q.b.


Prepare primeiro as migas, que a carne é rápida. Aqueça algum azeite no fundo de uma panela com a cebola e o alho picados.  Junte o tomate, esmagando com a colher de pau, e adicione a folha de louro. Deixe fervilhar levemente por uns minutos. Desfaça o pão alentejano e junte ao tomate. Em simultâneo, estava eu a preparar uma sopa, pelo que aproveitei o caldo de legumes que estava a fazer para deitar algum líquido deixando ensopadas as migas. Temperado com sal e pimenta, foi altura de afinar as migas, com mais algum pão, ou azeite, ou caldo. Reservar.

Levar os lombinhos ao lume numa frigideira quente com azeite e já temperados de sal e pimenta. Deixe-os bem louros de todos os lados.

Para a salada, tempere os canónigos com os ingredientes referidos.

Sirva os lombinhos com a salada de canónigos e com as migas, em fomato de quenele (como para os pastéis de bacalhau, mas sem fritar, claro!).

05 fevereiro 2011


Adaptei esta receita do "The Photo Cookbook - Quick & Easy 4.0", uma publicação electrónica muito interessante, com oitenta receitas diversas e bem apresentadas. Esta chamou-me a atenção pelo uso do molho hoisin, até porque tinha um frasco em casa a precisar de ser usado. O hoisin encontra-se em supermercados asiáticos, mas já se vai vendo uma vez por outra em hipermercados, embora seja preciso ter alguma sorte...


Ingredientes (4 pessoas):
500g de lombinho de porco
2 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de vinagre de arroz
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sopa de molho hoisin
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de farinha maisena (amido de milho)
175ml de caldo de galinha
pimenta preta em grão


Preparação:
Faça uma marinada misturando o mel, o vinagre, o açúcar, os molhos hoisin e de soja e a pimenta. Cubra o lombinho com a marinada e leve ao frigorífico de um dia para o outro. No dia seguinte, escorra a carne (reserve a marinada!) e coloque-a numa grelha sobre um tabuleiro de forno com cerca de 2,5 cm de água a ferver. Leve a forno a 200º por cerca de 20 minutos. Após esse tempo, vire a carne, pincelando-a com a marinada e cozinhe por igual tempo, até ficar bem cozinhada.

Agora o molho: num tachinho misture bem a marinada com o caldo de galinha e a maisena. Leve ao lume, deixe ferver e fervilhar durante cerca de minutos, mexendo sempre. O molho engrossará - deite sobre a carne e sirva acompanhando com vegetais salteados num wok.

23 maio 2010


Uma receita simples, muito saborosa e leve - ideal para os dias quentes!


Ingredientes (2 pessoas):
2 peitos de frango
500g de tomates-cereja
125g de queijo halloumi
2 limas
manjericão
rúcula
hortelã
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Esmague os tomates-cereja para um recipiente - não com demasiada força, apenas a necessária para que soltem o sumo e as grainhas, que ficarão no recipiente; à medida que o faz, vá deixando os tomates num recipiente de ir ao forno. Quando terminar, passe o sumo e as grainhas por um passador, por forma a ficar apenas com o sumo. Junte-lhe o sumo e a raspa de ambas as limas, algumas folhas de hortelã picadas grosseiramente, sal e pimenta. Deite sobre os peitos de frango e deixe-os a marinar durante algum tempo.

Entretanto, junte aos tomates o queijo halloumi desfeito em pedaços, regue com um fio de azeite, tempere com um pouco de pimenta (não é necessário sal - o halloumi já é salgado) e cubra com algumas folhas de manjericão picadas. Leve ao forno previamente aquecido a 180º durante 15 ou 20 minutos. Retire do forno, junte a rúcula e misture bem.

Depois da marinados, grelhe os peitos de frango até ficarem no ponto. Se necessário corrija temperos. Sirva acompanhados dos tomates-cereja com halloumi.

17 maio 2010

Esta é uma receita do chefe Guerrieri, que o Expresso publicou há dois anos. Guardei-a na altura, para experimentar na época das nêsperas. O ano passado ficou esquecida e, por sorte, dei com ela há dias, mesmo no tempo certo.

É um prato agradável, com o pato a combinar bem com o adocicado do molho e com a frescura do gengibre.


Ingredientes (2 pessoas):
2 peitos de pato com pele
8 a 10 nêsperas
1/2 limão
1 colher de chá de manteiga
1 colher de chá de gengibre fresco
1 copo de ginja
1 colher de sopa de mel
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Prepare as nêsperas, descascando-as, tirando-lhes os caroços e cortando-as em cubos pequenos. Cubra-as com sumo do limão, misturando bem. Reserve.

Tempere o pato com sal e pimenta. De seguida, aqueça um fio de azeite numa frigideira, em lume médio, e deite-lhe os peitos de pato, com a pele para baixo. Deixe fritar até a pele ficar estaladiça; vire e frite do outro lado. Retire da frigideira, deixe arrefecer e corte em fatias finas (deverão estar mal passadas por dentro; se não gostar do pato mal passado - faz mal!! - deite as fatias na frigideira e cozinhe de ambos os lados até perder o tom rosado). Retire e reserve.

Escorra a gordura da frigideira e volte a colocar ao lume. Deite-lhe a manteiga, o gengibre picado, o mel e a ginja, e deixe cozinhar até o líquido reduzir para metade. Nessa altura junte as nêsperas e deixe ao lume até engrossar, formando um molho.

Emprate e sirva.

27 janeiro 2010


A receita foi retirada de um livro de que já cá falámos, mas que vale sempre a pena referir de novo - "A Cozinha Italiana de Augusto Gemelli", do chef Gemelli; fi-la há pouco, para o jantar de hoje, e foi muito bem recebida. É um prato interessante, saboroso, com os pinhões a dar uma textura inesperada à vitela. O puré resulta muito bem - e a ideia do louro é pouco comum, pelo menos nas versões que conheço do puré de maçã. Vale a pena experimentar!

Ingredientes (2 pessoas):
300g de lombo de vitela
100g de pinhões
2 maçãs reinetas
vinho branco
farinha
louro
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Prepare primeiro o puré, dando alguns golpes nas maçãs e introduzindo nos mesmos algumas folhas de louro. Coloque num recipiente de ir ao forno, regue com um pouco de vinho branco, tape com folha de alumínio e leve ao forno a 200º até a maçã estar cozida. Retire do forno, separe a casca, os caroços e o louro, ficando apenas com a polpa das maçãs. Triture bem com a varinha mágica e tempere com sal e pimenta. Reserve.

Corte o lombo em fatias com cerca de 1cm de espessura e tempere-as com sal e pimenta. Faça um polme juntando farinha (2 ou 3 colheres de sopa) com um pouco de água - se estiver demasiado líquido junte mais farinha, se estiver demasiado empapado deite mais água. Entretanto triture os pinhões grosseiramente (num almofariz, por exemplo) e espalhe-os num prato. Leve uma frigideira com azeite ao lume, deixe o azeite ficar quente e reduza para lume médio. Passe as fatias de lombo pela polme, depois pelos pinhões e frite no azeite até os pinhões estarem tostados. Retire e absorva o excesso de gordura em papel absorvente.

Sirva de imediato, acompanhado pelo puré (aqueça-o antes de servir ou, em alternativa, sirva-o frio).

25 novembro 2009


Ter um vaso de manjericão em casa é um bom incentivo para fazer pesto caseiro. O pesto é uma das grandes invenções italianas, e não fica bem apenas em pizzas ou na pasta - um bom exemplo é esta receita, do livro "One Perfect Ingredient", do chef Marcus Wareing. O sabor do pesto entranha-se no frango e combina perfeitamente com o bacon, formando um prato muito agradável.


Ingredientes (4 pessoas):
4 peitos de frango grandes
8 fatias de bacon, sem pele
1 ramo grande de manjericão
50g de pinhões
1 dente de alho esmagado
50g de queijo parmesão ralado
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Comece por preparar o pesto, deitando as folhas de manjericão, os pinhões, o alho, o parmesão e cerca de 50ml de azeite num copo triturador. Misture até ficar homogéneo. Prove, tempere com sal e pimenta e corrija algum dos ingredientes, se achar necessário.

Pegue nos peitos de frango e faça-lhes um golpe lateral (como se estivesse a fazer uma sandes). Recheie com o pesto, dividindo-o pelos quatro peitos. Feche-os, envolva cada um em duas tiras de bacon e use palitos para manter tudo no lugar.

Deite um fio de azeite numa frigideira e leve a lume alto. Coloque os peitos na frigideira e deixe-os corar bem de ambos os lados. Passe os peitos para uma assadeira e leve a forno pré-aquecido a 200º. Asse durante 10 minutos ou até estarem cozinhados, virando-os de vez em quando para ficarem uniformes. Quando estiverem prontos, retire e sirva.

04 novembro 2009


A ideia veio-me há dias, enquanto fazia compras no supermercado - porque não cannelloni de alheira? Adaptei a receita normal do recheio desta massa italiana, e saiu este prato, bem saboroso e mais português.

Ingredientes:
12 cannelloni
2 alheiras
100g de polpa de tomate
1 cebola
1 dente de alho
1/2 copo de vinho tinto
1 ovo
algumas folhas de manjericão
100g de queijo parmesão ralado
azeite
molho béchamel


Preparação:
Comece por retirar a pele às alheiras e reserve-as. Triture a cebola e o alho e deite-os num tacho, juntamente com um pouco de azeite. Deixe refogar até a cebola ficar translúcida e junte a carne das alheiras. Deite o vinho tinto e misture, aproveitando para desfazer a carne com a ajuda da colher de pau. ASsim que o vinho evaporar, junte a polpa de tomate e mexa bem. Baixe para lume brando e deixe cozinhar durante cerca de 40 minutos. Se durante a cozedura o recheio ficar demasiado seco ou começar a pegar ao fundo, deite um pouco de água e mexa bem.

Entretanto, aproveite para levar outro tacho a lume forte, com água e sal. Assim que a água estiver a ferver, coza os cannelloni no tempo indicado, retirando-os de seguida e deixando arrefecer. Pode também aproveitar para fazer o molho béchamel, caso não esteja a usar molho já feito (de pacote) - encontrará a receita aqui.

No final da cozedura do molho, junte as folhas de manjericão, desligue o lume e junte o ovo e cerca de metade do queijo parmesão, mexendo tudo muito bem. Prepare um pirex, deitando-lhe um pouco do béchamel no fundo. Recheie os cannelloni com o molho de alheira e coloque-os no pirex. Se sobrar recheio, deite-o por cima dos cannelloni e termine com o restante béchamel e com o parmesão ralado. Leve ao forno a 180º durante 15 a 20 minutos. Está pronto a servir.

01 novembro 2009

Adoro pato. Um arroz de pato é sempre uma perdição e andei agora a tentar acertar com o ponto de cocção do magret (peito) de pato – o providencial livro “The complete Robuchon” deu as instruções e consegui que toda a família gostasse de peito de pato – um feito notável!

Os minutos serão forçosamente aproximados – de fogões e frigideiras, cada um sabe o que tem em casa, mas experimentem até terem uma carne muito rosada, mas sem estar crua. Não pode de forma alguma ficar seca – seria a ruína de um belo naco de carne.

Ingredientes:

Para o magret de pato:
1 peito de pato
Sal fino
Pimenta

Para o porto de especiarias:
75 cl de vinho do porto
Sumo e zestos de uma laranja
1 colher de sopa de mel
4 bagos de pimenta de cayenne (use pimenta preta em alternativa)
Meia estrela de anis

Preparação:
Leve o vinho do porto ao lume com o sumo de laranja, zestos, mel e especiarias. Levante fervura e deixe apurar em lume brando por 10 minutos. Reserve.

Com uma faca grande faça cortes diagonais no lado gordo, espaçados 2 cm, e repita os cortes noutro ângulo para fazer um padrão de losangos. Tempere generosamente com sal e pimenta de ambos os lados do magret.

Aqueça no fogão uma grelha ou frigideira em lume forte por uns minutos. Faça uma “caixa” de papel de alumínio pouco maior que o magret e com paredes de 2 dedos de altura, e ponha na frigideira. Deite o magret na caixa de papel de alumínio, lado da gordura para baixo. Baixe para lume médio por 10 minutos – verá a gordura a derreter. Com umas pinças levante a carne para ver se está bem tostada – quando estiver vire a peça de carne e deixe agora por 6 a 7 minutos em lume brando. Desligue e deixe repousar ainda na frigideira por mais 5 minutos, aproveitando o calor remanescente.

Faça um puré de batata para acompanhar, onde deitará alguma da gordura do pato.

Sirva o pato aos comensais trinchado em fatias finas, com mais um toque de sal fino e pimenta.

30 agosto 2009


Devo a minha primeira incursão séria pela cozinha indiana a um livro de receitas antigo, tradicional, que uma amiga nos emprestou. Esta receita, não muito complicada e bastante saborosa, para quem gosta dos condimentados sabores indianos, é uma adaptação minha, mas ainda assim bastante fiel. Fiquei com vontade de experimentar mais, pode ser que em breve apareçam mais pratos por aqui.


Ingredientes (2 pessoas):
650g de peito de frango
1/2 lata de leite de coco
1/2 colher de chá de cominhos
1/2 colher de chá de chili em pó (ou malagueta)
1/2 colher de chá de açafrão-das-índias
1/2 colher de chá de garam masala (já se encontra com alguma facilidade nas secções de especiarias - ou secções internacionais - dos hipermercados)
25g de amêndoas moídas
1 iogurte natural não açucarado
25g de manteiga
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de puré de tomate
1 cebola média, picada
1 colher de chá de alho picado
1 colher de chá de gengibre picado
1 limão
coentros
sal


Preparação:
Corte o frango aos cubos e deite-o num tacho. Junte um copo de água, o alho e o gengibre, e tempere com sal. Leve a lume brando até o frango estar meio cozido. Reserve.

De seguida, misture numa taça os cominhos, o chili, o açafrão-das-índias e as amêndoas moídas, juntando um pouco de água até obter uma pasta. Reserve também.

Leve uma sertã a lume médio e deite-lhe a manteiga e a colher de azeite. Assim que a manteiga derreter, junte a cebola picada e deixe alourar. Misture a pasta de amêndoas e frite uns minutos, mexendo para não deixar pegar (se necessário, junte um pouco de água, mas não muita!). Junte o garam masala e deixe cozinhar mais um pouco. De seguida, deite o tomate, misture bem, e junte a água de cozinhar o frango. Cozinhe mais uns 3 a 4 minutos, mexendo sempre.

Junte então o leite de coco e cozinhe por cerca de 10 minutos. Finalmente, junte o frango e o iogurte, mexa bem e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Para terminar, esprema o limão para a sertã, junte alguns coentros picados e deixe apenas alguns minutos em lume brando, para apurar.

Sirva acompanhado de arroz basmati.

23 abril 2009

Cá por casa nem todos apreciam pato. Para dizer a verdade, sou eu o apreciador. Lembrei-me então de dar ao pato um sabor diferente, algo que ajudasse a vencer o pouco interesse da família e ao mesmo tempo deixar-me a mim deliciar-me.
Tendo um pato inteiro em mãos, decidi inventar. Não é a famosa receita de Pato com molho de laranja, mas não deixa de ser saborosa. Queria o sabor oriental, e fui buscar isso à lima, e o resultado surpreendeu-me. Exótico.

Serve 6 pessoas

Ingredientes:

1 pato inteiro (2.5 kg)
1 laranja grande
1 lima
3 dentes de alho, finamente picados
3 colheres de sopa de azeite
Sal e pimenta q.b.

2 cenouras
1 cebola
100 ml de água


Preparação:
Corte uma parte da carne do rabo do pato e reserve para aromatizar um arroz de acompanhamento. Remova os zestos (a casca sem a parte branca) da laranja e da lima, e corte em juliana fina. Misture os zestos dos citrinos e algum do seu sumo com os alhos, sal, pimenta moída e azeite. Com a ajuda de uma faca, levante um pouco a pele do pato e insira os zestos em juliana entre a carne a pele do pato.

Num tabuleiro médio, junte as cenouras e a cebola, em rodelas, e adicione a água. Tempere o pato com sal e pimenta. Leve ao forno na parte baixa, a 240 ºC, por 20 a 25 minutos (até dourar muito bem). A alta temperatura ajuda a derreter a gordura do pato. Não se importe se a pele queimar ligeiramente – não a irá comer. Remova do forno, vire o pato com o peito para cima, tempere com sal e pimenta, e volte a colocar no forno, por mais 15 a 20 minutos, ou até ganhar um dourado escuro. Sirva com arroz, com algum do molho do tabuleiro – pouco, que é um molho muito gorduroso.

A lima funcionou muito bem e a família aprovou. Não coloquei zestos nas coxas – fiquei assim com alguma carne com o sabor mais típico. De qualquer forma, prometo para breve o pato com laranja, mas sem a lima, porque a receita “clássica” de pato com laranja é muito diferente desta.

15 março 2009


A vantagem dos ravioli caseiros face aos de supermercado é a possibilidade de inventar qualquer recheio que nos apeteça, até porque infelizmente os de supermercado parecem estar eternamente limitados aos recheios de ricotta e espinafres ou carne... No caso desta receita fiz um recheio muito simples, de alheira e espinafres, mas que resulta muito bem. É um prato fácil, mas nem por isso menos saboroso.


Ingredientes:
300g farinha
4 ovos
2 alheiras
150g espinafres
3 dentes alho
azeite (p/ massa e p/ espinafres)
50g manteiga
queijo parmesão


Preparação:
Comece por colocar as alheiras num pirex e leve-as ao forno a 200º durante 20 a 30 minutos, até estarem assadas (o meu truque é esperar que rebentem - nessa altura costumam estar no ponto!...). Entretanto, coza também os espinafres num tacho com água, sal, os dentes de alho laminados e um fio de azeite.

Enquanto espera, prepare a massa: faça um monte com a farinha numa bancada limpa e abra uma 'cratera' no topo. Deite três dos ovos na 'cratera', junte um fio de azeite, e comece a misturar, misturando a farinha com os ovos de fora para dentro. Continue sempre a misturar - de início parece que nada está a ligar, mas passado algum tempo a massa começará a ficar com um belo aspecto. Caso comece a pegar à bancada, junte um pouco mais de farinha. Amasse até ficar com uma bola.

Prepare a máquina de estender massa (caso não a tenha, pode estender com um rolo da massa, mas aconselho vivamente a máquina - é bem mais prática e menos trabalhosa do que o rolo...). Parta a bola de massa em duas metades, estenda uma das metades com a mão, até ficar suficientemente fina para passar nos rolos da máquina. Enfarinhe-a e passe pelos rolos com a abertura máxima. Mude para a abertura seguinte e volte a passar a massa. Repita esta operação mais umas 4 ou 5 vezes, para que a massa fique mais fácil de trabalhar. Agora passe-a por cada uma das aberturas da máquina, fechando sempre uma abertura de cada vez, até à abertura mínima. No final obterá uma comprida folha fina de massa. Corte-a ao meio e deixe as metades a repousar. Repita todo o processo com a outra metade da massa, obtendo assim quatro tiras de massa.

Assim que as alheiras estiverem prontas, retire-as do forno. Retire-lhes a pele e deite o recheio para dentro de uma picadora. Junte os espinafres cozidos e triture tudo até obter uma pasta homogénea. Estenda uma das folhas de massa sobre a bancada (enfarinhe bem a bancada!!) e, com a ajuda de uma colher ou de um saco de pasteleiro (pode usar um saco de plástico de congelar com a ponta cortada) faça montinhos de recheio espaçados na folha. Bata o ovo que restou e use-o para pincelar a folha de massa. Pegue noutra folha e coloque sobre a primeira, ajustando bem a massa em torno dos montinhos de recheio, por forma a não ficarem bolhas de ar. Corte os raviolli com uma faca ou um corta-massa. Reserve-os e repita a operação com as restantes duas folhas de massa.

Leve uma panela grande com água e sal a lume bem forte e espere até que esteja a ferver. Deite os raviolli e coza por 2 a 3 minutos. Retire-os da panela, escorrendo bem e reserve. Entretanto leve uma frigideira ao lume com a manteiga. Assim que esta esteja derretida, deite-lhe alguns raviolli (tente não sobrepô-los) e polvilhe com o parmesão ralado. Não deixe ficar mais que alguns segundos - passe os raviolli para um prato de servir. Repita com os restantes e leve à mesa imediatamente.

12 março 2009

Descobri um faisão congelado numa grande superfície. Nunca tinha provado, pelo que decidi investir naqueles 600 gramas de ave depenada. Ansioso, deixei descongelar de manhã decidido a fazer valer toda uma tarde de tempo dedicada a tamanha iguaria. Sentia o pulsar da expectativa elevada, e o medo de estragar tudo e perder os aromas do faisão no meio dos temperos e acompanhamentos. Optei por uma preparação muito lenta, como podem ler.

Ingredientes para 4 pessoas:
50 ml de azeite
2 dentes de alho
1 cebola média
2 talos de aipo
1 cenoura
300 ml de vinho branco
8 bagas de pimenta de cayenne
200 g de cogumelos frescos
1 faisão de 600 g
Sal q.b.

Preparação:

Na boca mais pequena do fogão, e usando um tacho alto, puxe o azeite com os alhos esmagados com faca. Leve o faisão inteiro a alourar por 7 a 8 minutos. Retire o faisão e os alhos. Leve a cebola picada a alourar. Junte o aipo e a cenoura, ambos em rodelas finas. Junte o sal. Acrescente os cogumelos fatiados e deixe estufar algum tempo em lume brando. Deite as bagas de pimenta, esmagadas com a faca, e metade do vinho branco. Suba o lume até ter uma leve fervura e junte o faisão, inteiro. Baixe para o mínimo e deixe tapado. Vigie de meia em meia hora, e junte o resto do vinho quando lhe parecer que está a ficar mais seco. Puxe fervura e reduza novamente para o mínimo, deixando tapado.

Ao fim de 3 a 4 horas (depende do fogão) acerte os temperos e terá um faisão completamente tenro, a carne a despegar dos ossos. Separei a carne, que envolvi no molho do fundo do tacho e servi. Eu adicionei alguma manteiga ao molho, mas não vale a pena. Deixei assim aquela gordura que se vê na foto, sem necessidade.

Para minha grande tristeza, o faisão sabia a… frango de aviário. Estes faisões devem comer da mesma farinha de engorda. E no entanto, estava saboroso – não que a carne tenha ajudado, mas a preparação lenta assim o permitiu. Sendo tudo de aviário, experimentem com frango, que é muito mais barato e sabe ao mesmo.

23 fevereiro 2009

Estive para chamar bruschetta a este pequeno divertimento, mas não segui os preceitos oficiais de uma bruschetta, e portanto é apenas uma torrada. De sabores fortes, que borrego, hortelã e queijo da ilha não são para todos. A ideia nasceu de um improviso, estava eu a fazer um caldo de carne. A trilogia de alho francês, cenoura e cebola já estava a cozer, temperada de azeite, sal, pimenta esmagada e louro, e eu queria juntar-lhe uns ossos para apaladar. O pedaço de perna de borrego que estava no frigorífico vinha a jeito mas tinha de me livrar da carne… nasceu esta ideia.

Ingredientes para 4 pessoas:
200 a 300 g de carne de borrego
6 a 10 folhas de hortelã
6 grãos de pimenta preta
1/2 colher de café de sal
2 colheres de sopa de azeite
Queijo da ilha ralado ou em raspas

Preparação:


Fatie finamente a carne de borrego, como que para um carpaccio. Num almofariz, pise a hortelã com o sal e a pimenta. Junte o azeite e a carne e vá pisando suavemente, misturando bem os temperos.

Faça 4 torradas de pão alentejano, no forno, para terminarem de torrar em simultâneo. Barre com manteiga.

Leve um wok a lume forte. Quando estiver bem quente, deite a carne de borrego e cozinhe mexendo energicamente por 1 minuto, até a carne parte da cor rosácea. Deite a carne por cima das torradas e raspe ou rale o queijo da ilha generosamente, para fundir na carne.

Sirva de imediato, como entrada. Deixo o alerta que o borrego e a hortelã casam muito bem, mas apenas para quem gosta destes sabores…

07 janeiro 2009

Uma preparação mais elaborada, mas a vinagreta liga bem os sabores intensos da carne com o adocicado da batata e da canela. Vale o esforço para variar dos sabores mais comuns. A batata-doce é facílima de preparar e a vinagreta exige apenas alguma paciência e atenção enquanto o borrego assa no forno.

Para 4 pessoas

Quantidades
Para o borrego: ver receita anterior
2 batatas doces grandes (cerca de 700 gramas ao todo)
200 ml vinho moscatel
50 ml vinho do Porto
1 pau de canela
1 colher de sopa de vinagre
Pimenta q.b.
Azeite a gosto (cerca de 30 ml pelo menos)

Preparação

Borrego no forno:
Siga a preparação desta receita anterior.

Cubos de batata-doce:
Corte a batata ao meio no sentido longitudinal, cubra de canela, e leve ao forno por 1 hora, enquanto assa o borrego. Retire do forno, remova a pele e corte em cubos grandes.

Vinagreta de Moscatel:
Leve o Moscatel e o Porto a levantar fervura e deixe reduzir a metade em lume brando, juntamente com o pau de canela. Adicione o vinagre e a pimenta e deixe reduzir novamente a metade. Prove para afinar sabores. Com uma varinha mágica, emulsione a redução de vinho com o azeite.

Sirva o borrego às fatias ou tranches, com os cubos de batata-doce e regue com a vinagreta.

09 novembro 2008


Um dos mais famosos pratos italianos, a Lasagna no forno é fácil de fazer e muito saborosa. Esta receita é adaptada (muito ligeiramente) de um óptimo livro que comprei em Itália no início do ano - o Grande Libro Della Cucina Per Tutti I Giorni.

Ingredientes (4 pessoas)

Para a lasagna:
250g de folhas de lasagna
150g de carne de vaca picada
1/2 cebola
1 cenoura pequena
1/2 talo de aipo
1 dente de alho
50g de presunto em fatias
50g de chouriço
1/2 copo de vinho tinto
600g polpa de tomate
louro
1 cravinho
canela
algumas folhas de manjericão
2 queijos mozarela
queijo parmesão ralado
azeite
sal
pimenta
manteiga

Para o molho bechamel:
50g de manteiga
50g de farinha branca
1/2l de leite
noz moscada
sal
pimenta


Prepare o molho da lasagna começando por picar a cebola, a cenoura, o aipo, o dente de alho, o manjericão e o presunto. Pique também o chouriço e deite-o numa panela com um pouco de azeite, deixando ganhar cor. Junte a mistura de cebola, cenoura, aipo, alho, manjericão e presunto, mexendo bem. Antes de alourar junte a carne picada e deixe-a ganhar cor. Deite o vinho e cozinhe até este evaporar. Finalmente, junte o tomate, o louro, um pouco de canela, o cravinho e um pouco de sal e pimenta. Tape a panela e deixe cozinhar em lume brando/médio por cerca de 10 minutos. Prove - se estiver no ponto, tire do lume.

Entretanto vá preparando o molho bechamel - não é difícil, se for feito com cuidado (pode sempre comprá-lo já pronto, mas tem menos piada...). Comece por aquecer o leite, sem deixar ferver. Num outro tacho derreta a manteiga em lume brando, e junte a farinha a pouco e pouco, mexendo bem com uma colher de pau. Vá juntando o leite, pouco de cada vez, mexendo sempre para que não crie grumos. Continue sempre a mexer até sentir que o molho começa a engrossar. Quando se começarem a formar as primeiras bolhas da fervura, páre de mexer e deixe cozinhar durante 10 minutos. Pouco antes de terminar o tempo junte sal, pimenta e um pouco de noz moscada. Está feito.

Agora é altura de preparar a lasagna. Ligue o forno a 200º para ir aquecendo. Num recipiente largo coloque uma folha de lasagna. Sobre a folha deite pedaços de mozarella e parmesão ralado. Cubra com outra folha de lasagna - sobre esta deite o molho de carne e o bechamel. Continue a alternar as folhas, terminando com uma camada com molho e béchamel. Cubra com queijo ralado, coloque algumas nozes de manteiga e leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até estar pronto.

05 agosto 2008


Esta receita é uma adaptação minha de um prato típico da cozinha italiana, os pappardelle al sugo di lepre (pappardelle com molho de lebre). Como a lebre não é uma carne fácil de encontrar, resolvi mudar a receita - fui para as bochechas de porco por ser uma carne saborosa e muito tenra, e por isso se adaptar bem a um molho deste género. Não será a mais 'italiana' das carnes, mas não importa: fica uma espécie de prato de fusão.


Ingredientes (4 pessoas)
Para a massa:
400g de farinha
4 ovos

Para o molho:
500g de bochechas de porco
1 cebola
2 talos de aipo
2 cenouras
2 folhas de louro
2 dentes de alho
1 litro de vinho tinto
150g de tomates
50g de toucinho
1 colher de sopa de farinha
caldo de carne
azeite
queijo parmesão


Preparação:
Prepare a carne de véspera, tirando-lhe todas as gorduras com a ajuda de uma faca. Coloque-a num recipiente e junte 1/2 cebola picada, 1 talo de aipo em pedaços, 1 cenoura também em pedaços, 1 folha de louro, 1 alho picado e um pouco de azeite. Regue abundantemente com o vinho tinto (não precisa de usar exactamente um litro, mas deve colocar bastante, para que a carne o absorva), tape com papel-alumínio e leve ao frigorífico até ao dia seguinte.

No meu caso, resolvi fazer pappardelle caseiros (se preferir comprar massa já feita, então passe esta secção à frente). A receita não é difícil, mas exije algum tempode volta do rolo da massa (a menos que se tenha uma máquina de estender massa, o que não é o meu caso). Começa-se então por colocar a farinha em monte numa bancada (é necessário ter bastante espaço!), faz-se uma cavidade no meio (como a cratera de um vulcão) e deitam-se os quatro ovos. Começa a misturar-se com as mãos e vai-se insistindo até que, passado algum tempo, a massa começa a ganhar cor e consistência. Vá amassando até obter uma bola no ponto certo - amarelada e elástica. Espalhe farinha na bancada, corte um pedaço da massa e comece a esticá-lo com o rolo (se começar a pegar ao rolo ou à bancada, polvilhe com mais farinha). A ideia é obter uma tira comprida e bem fina (a massa cresce quando é cozida, por isso convém que esteja mesmo bem fina). Quando conseguir, polvilhe com farinha e dobre-a ao meio. Polvilhe novamente e dobre mais uma vez. Repita mais umas vezes, pegue numa faca e corte a massa em tiras - desenrole-as e terá os seus primeiros pappardelle. Agora é só repetir com o resto da massa.

Agora o molho. Antes de mais, retire a marinada do frigorífico. Passe as bochechas para outro recipiente e corte-as em pedaços mais pequenos. Coe o líquido da marinada num passador, descartando os pedaços de vegetais mas reservando o líquido.

Nesta altura, se não o fez já, prepare o caldo de carne - cerca de 1 litro a 1 litro e meio. Reserve-o e prepare outra panela - deite-lhe 1/2 cebola picada, 1 aipo cortado em pedaços, 1 cenoura também em pedaços, 1 folha de louro, 1 dente de alho, o toucinho e um pouco de azeite. Leve a lume médio e deixe alourar. Junte os pedaços de carne e tempere com sal e pimenta. Vá cozinhando até a carne ganhar cor. Nessa altura salpique com a colher de farinha, junte o líquido da marinada e deixe cozinhar por uns 3 a 4 minutos. Nessa altura baixe para lume brando e deixe cozinhar lentamente durante duas horas. De vez em quando vá mexendo e juntando colheres do caldo de carne, para evitar que pegue ao fundo. Vá provando e rectifique o sal, se necessário.

Aproveite entretanto para pelar e cortar em pedaços os tomates. Após as duas horas de cozedura, junte-os ao molho e deixe cozer por mais 20 minutos. Após este tempo, deverá ter um belo molho de carne. Se quiser, pode usar uma colher de pau para ajudar a desfazer alguns pedaços maiores de carne que possam ter restado. No final, deite o molho para o recipiente que usará para servir.

Para terminar, numa nova panela, leve água com algum sal ao lume e, assim que estiver a ferver, deite-lhe os pappardelle. Deixe cozer até estarem al dente. Escorra-os e deite-os por cima do molho. Misture bem, polvilhe com algum parmesão ralado e está pronto a servir!
 
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