Mostrar mensagens com a etiqueta Doçaria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Doçaria. Mostrar todas as mensagens

04 janeiro 2014

Uma pessoa de família falou nisto por acaso, e lá fui eu à net pesquisar o doce de pimentos vermelhos. Várias receitas, de ambos os lados do Atlântico, convenceram-me que valia a pena experimentar. Várias receitas sugerem o uso de pectina líquida como espessante, mas é mais simples numa cozinha portuguesa encontrarmos maçãs ou marmelos do que pectina, e por isso segui as receitas que usavam maçãs. Provei a meio da fervura e achei que precisava de umas cascas de limão, que não vêm em receita nenhuma… resisti por alguns minutos, porque tenho a mania de meter limão em tudo, mas lá cedi e juntei as cascas de limão, que além do sabor também ajudam a espessar. No fim, o sabor é muito interessante. Primeiro vem o sabor de pimento, e o cérebro parece ficar em alerta como que a dizer “isto vai correr tão mal!...” mas depois surgem as notas doces do açúcar e este doce de pimentos vermelhos fica definitivamente aprovado! O cérebro fica baralhado com os sabores a pimento e a doce, tão contrastantes e inesperados em conjunto. Muito bom.

Ingredientes para 2 frascos médios de doce:
  • 700 g de pimentos cortados grosseiramente
  • 150 g de maçã (1 grande maçã reineta, por exemplo)
  •  550 g de açúcar (pode juntar mais se for guloso – aviso que eu cortei um pouco no açúcar)
  • 100 ml de vinagre de sidra
  • 2 cascas de limão


Preparação

Corte os pimentos (cerca de 4) em cubos de 1 a 2 cms, sem sementes e sem as partes brancas. Leve a um copo misturador e triture com o vinagre e com a maçã já cortada em cubos também. Triture pouco, deixando uma consistência grossa.

Leve a ferver numa panela e junte o açúcar e as cascas de limão. Deixe fervilhar enquanto mexe a mistura com uma colher de pau, durante 25 a 30 minutos,  para reduzir os líquidos e deixar o doce na consistência certa.

Guarde em frascos (fervidos por 5 mins em água para esterilizar) e feche bem. Aprecie com tostas ou mesmo juntando no prato a umas costeletas ou entrecosto grelhado.

Na União Europeia houve em tempos uma enorme discussão sobre o que significa doce, geleia, compota e marmelada em cada uma das línguas devido aos apoios de fundos comunitários, porque aquilo a que uns chamam marmelada é a compota ou a geleia dos outros. Uma confusão. Cada um com os seus hábitos, e no meu caso eu uso os termos doce e compota indiscriminadamente, e marmelada apenas para a compota de marmelo.

02 setembro 2013


Antes de mais, um aviso: este bolo é uma bomba. Uma verdadeira bomba. Mas é extraordinariamente bom - e simples de fazer! A receita é da Donna Hay, publicada na revista Living Etc, e publicada aqui sem grandes alterações; em vez de licor de café usei mesmo café - de resto mantive as quantidades e os ingredientes, embora pudesse perfeitamente reduzir o açúcar, na base e no merengue. Fica para a próxima, porque de certeza que o voltarei a fazer!


Ingredientes:
Para o bolo:
200g de chocolate negro
250g de manteiga sem sal
150g de açúcar
175g de açúcar mascaado
4 ovos
200g de farinha sem fermento
2 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de sopa de café (fiz um expresso e usei parte)

Para o merengue:
4 claras
220g de açúcar
1 colher de sopa de maisena
2 colheres de chá de vinagre de vinho branco
1 colher de chá de café (usei o mexmo expresso), mais um pouco para decorar


Preparação:
Comece por ligar o forno a 160º. De seguida corte o chocolate em pedaços (uma faca de pão é ideal para isto) e coloque-o num tacho pequeno, juntamente com a manteiga em pedaços. Leve a lume muito brando, mexendo até derreter e misturar bem (cuidado - se o chocolate queimar não resta nada senão ir para o lixo!). Reserve.

Numa tigela junte os açúcares, os ovos, a farinha, o cacau e o café. Deite a mistura de chocolate e manteiga e mexa até combinar bem - a massa está pronta. Unte bem uma forma circular com manteiga, deite-lhe a massa e leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até um palito espetado ficar seco. Retire do forno e deixe arrefecer na forma enquanto prepara o merengue. De caminho ligue o grill do forno - vai precisar dele no final.

Com uma batedeira bata as claras até formar uns picos suaves. Vá juntando o açúcar a pouco e pouco, batendo sempre, engrossando o merengue. Finalmente, junte a maizena, o vinagre e o café e bata até ficar bem combinado. O merengue está pronto.

Desenforme o bolo (mas mantendo-o num prato que possa ir ao forno - pode ser a base da forma) e, com uma espátula, cubra-o com o merengue. Leve ao forno, sob o grill, até o merengue ficar dourado (é rápido - cuidado para não queimar). Deite um pouco de café por cima e está pronto a servir!

19 janeiro 2013


Sempre que posso, faço questão de envolver na cozinha as crianças cá de casa. Seja só a mostrar e explicar o que estou a fazer, ou mesmo a pedir-lhes ajuda e a deixá-los meter as mãos na massa (por vezes literalmente). Ou pelo menos com o mais velho, que o mais novo ainda não tem idade para se interessar muito.

Daí que esta receita me tenha interessado. Foi-me passada pela Ana, uma amiga que também tem duas crianças em casa (aliás, uma delas nascida exactamente no mesmo dia que um dos meus rapazes), e que me garantiu que era uma receita óptima para fazer com crianças. Experimentei hoje e tenho de concordar: foi um sucesso. Aliás, não só com as crianças, mas também com os adultos. Mais ainda porque eu adoro bolos (e doces, e sobremesas em geral...) com coco.


Ingredientes:
125g de açúcar
1 queijo fresco grande
4 gemas
1,5 colher de sopa de farinha
100g de coco


Preparação:
Junte o açúcar, o queijo, as gemas e a farinha num tacho. Leve ao lume (lume médio), mexendo com uma colher de pau até começar a engrossar. Retire e deixe arrefecer.

Assim que estiver frio, junte o coco ralado, mexendo bem. Com ou sem ajuda de crianças, pegue em pedaços pequenos da massa e molde em bolinhas. Coloque num tabuleiro de forno coberto com uma folha de papel vegetal. Leve ao forno a 180º por cerca de 10 minutos ou até estarem cozidos. E é só isto!

20 dezembro 2012


Os ovos têm 3 papéis muito claros num bolo – dão sabor, ligam a massa, e ajudam o bolo a crescer no forno, criando aquela textura fofa. Um bolo sem ovos é um desafio, e portanto parti ao desafio de fazer um bolo vegan que parecesse tanto quanto possível com um bolo normal.

Para ligar a massa usei cenoura ralada. Tem muita humidade, um sabor bastante adocicado e rico, e as tiras finíssimas da cenoura ralada funcionam quase como fibras entrecruzadas e molhadas a ligar os ingredientes secos. Para trazer mais humidade, usei o sumo de uma laranja e azeite.

Enriqueci os aromas com raspa de laranja e de limão além de ter usado açúcar mascavado, e abusei do fermento para o bolo crescer alguma coisa. As sementes de papoila deram-lhe uma certa graça e notam-se levemente quando se trinca.

Por fim, usei algumas colheradas de “no egg”, um substituto artificial de ovo, mas não creio que tenha feito grande impacto. Eu diria que podem saltar o “no egg”…


Ingredientes:
350 g cenoura ralada
350 g açúcar mascavado
350 g farinha tipo 55
120 ml de azeite
3 colheres chá de fermento (ex: pó royal)
1  colher chá de canela
Sumo e raspa de 1 laranja grande
Raspa de 1 limão
4 colheres de chá de “no egg” diluídas em  10 colheres de sopa de água (opcional)
2 colheres de sopa de sementes de papoila (opcional)


Preparação:
Misturar a farinha, o açúcar, o fermento e a canela. Adicionar a cenoura, o azeite, o sumo e raspa de laranja, a raspa de limão, as sementes de papoila e o “no egg” diluído em água. Bater bem os ingredientes e levar ao forno em forma untada com azeite, a 170 graus por 50 minutos. Se usar uma forma de tabuleiro o bolo poderá demorar menos tempo.

Ficou muito bom. A repetir.

Nota: num regime de alimentação vegan não se come nada que tenha origem animal, seja carne, peixe, ovos, leite, mel, etc.

05 dezembro 2012


Eu sei, já é a terceira receita de macarons em pouco tempo. Mas depois de se acertar com o jeito, é irresistível experimentar novos sabores! Desta vez arrisquei mais quantidade - consegui encher cinco tabuleiros e o resultado foi óptimo. O sabor da framboesa combina muito bem com a amêndoa dos macarons - e a sua acidez corta o doce e equilibra muito bem o conjunto.

Mais uma vez - se isto lhe sair mal, não desespere. O mais difícil é mesmo apanhar o jeito, a partir daí começa a tornar-se bem mais fácil do que parece!


Ingredientes (entre 70 a 80 macarons):

Para os macarons:
220g de claras de ovo, divididas em dois recipientes (110g cada)
300g de amêndoa em pó
300g de açúcar
300g de açúcar em pó
75g água
22g de corante cor-de-rosa

Para o recheio de framboesa:
400g de chocolate branco
500g de framboesas frescas ou congeladas (usei congeladas)
200g de framboesas frescas
200g de água
100g de açúcar


Preparação:

Comece pelo recheio. Este tem duas partes - um creme de chocolate branco com framboesa, e framboesas em calda. Preparam-se ambos com alguma antecedência e separadamente.

Leve os 200g de água e os 100g de açúcar ao lume até ferver. Deite nessa calda os 200g de framboesas frescas, espere até que ferva novamente, retire do lume e reserve. Assim que arrefecer coloque no frigorífico a macerar.

De seguida, deite os 500g de framboesas para um robot de cozinha ou copo misturador e triture-as até obter uma pasta. Deite a pasta num tacho e ferva. A seguir corte o chocolate branco em pedaços pequenos (uma faca de cortar pão ajuda muito), deite-os numa tigela e coloque-a sobre um tacho com água de forma a que a tigela não toque na água. Leve ao lume e vá mexendo o chocolate até este derreter. Deite a pasta quente de framboesas sobre o chocolate, um terço de cada vez, e misture bem até obter um creme (a ganache). Deite num pirex, cubra com película aderente (a película deve tocar no creme), deixe arrefecer e leve ao frigorífico.

Agora os macarons - a receita é semelhante às duas que já aqui publicámos e vale a pena lê-las se for a primeira vez que os tenta fazer, principalmente a primeira, que é muito mais detalhada. Resumindo (mas não muito): peneire o açúcar em pó e as amêndoas em pó para uma mesma tigela. Misture o corante num dos recipientes de claras e deite sobre a mistura de açúcar e amêndoas sem mexer. Ponha de lado - já lá voltamos. Aqueça o açúcar e a água em lume médio. Assim que chegar aos 115º comece a bater a segunda porção de claras. Quando o açúcar chegar aos 118º, sem parar de bater as natas, deite-lhes o açúcar em fio, batendo sempre durante mais um minuto. Reduza a batedeira para velocidade média, bata mais dois minutos e páre. Acabou de fazer um merengue italiano. Deixe arrefecer até aos 50º e deite sobre a mistura de açúcar, amêndoa em pó e claras com corante.

Mexa bem com uma espátula de borracha, do centro para os lados da taça, rodando-a enquanto mistura. Misture até obter uma massa brilhante, que escorra da espátula. Ao escorrer a massa para a taça, a massa deverá voltar à sua forma em poucos segundos, caso contrário terá de mexer mais um pouco. Cuidado para não passar o ponto (eu sei que é complicado saber qual o ponto certo - é um dos pontos difíceis dos macarons... com tentativa e erro chega-se lá, a sério!).

Com a ajuda de um saco de pasteleiro faça montinhos de massa de cerca de 3,5cm de diâmetro com cerca de 2cm de espaço entre eles, sobre um tabuleiro forrado a papel de forno. No final bata com o tabuleiro sobre a bancada para libertar eventuais bolhas de ar. Deixe repousar cerca de 30 minutos.

Aqueça o forno a 180º em modo ventilado para obter uma temperatura o mais uniforme possível. Leve os macarons ao forno. Passados oito minutos abra e feche a porta para libertar humidade. Repita dois minutos depois e retire do forno mais dois minutos depois (tempo total = doze minutos). Deixe os macarons sobre o papel, mas retire do tabuleiro ou continuarão a cozer. Assim que arrefecerem retire-os do papel com cuidado.

Entretanto retire o recheio e as framboesas do frigorífico. Coloque o recheio num saco de pasteleiro e deite um pouco sobre um dos macarons. Com uma colher pequena, ponha um pouco de framboesa em calda sobre o recheio (cuidado com a calda - não molhe demasiado o macaron!). Cubra com outro macaron. Faça o mesmo com os restantes, leve ao frigorífico até ao dia seguinte - e estão prontos!

29 novembro 2012

Confesso que fazer pastéis de nata em casa era uma ambição antiga, mas só há pouco tempo é que experimentei fazer. Hoje foi a terceira tentativa e acho que estão no ponto certo. Das duas vezes anteriores havia sempre algo a correr mal - ou a massa estava muito grossa, ou o recheio cozia demais, ou ambos... -, mas desta vez ficaram óptimos.

Não inventei com a receita - fui buscá-la à "Bíblia", o "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto, com uma única diferença: não fiz a minha própria massa folhada. Por dois motivos: não me apeteceu (quem confessa não merece castigo!) e porque se a fizesse teria muito maior consciência de como é feita e da quantidade de manteiga que leva, e acho que me sentiria muito mais culpado em cada pastel que comesse. Assim sendo, olhos que não vêem...


Ingredientes (cerca de 12 pastéis):
500g de massa folhada
5dl de natas
8 gemas
2 colheres de chá de farinha
200g de açúcar
casca de 1 limão


Preparação:

Há duas formas de preparar a massa dos pastéis. A primeira, e mais simples, é estender a massa até ficar bem fina e cortar círculos de massa um pouco maiores do que as formas (uso uma chávena larga para ajudar). Colocam-se os círculos nas formas e ajusta-se com os dedos até forrarem bem a forma. A massa não deve ficar muito grossa.

A segunda forma é esticar bem a massa e enrolá-la sobre ela própria fazendo um rolo comprido. De seguida, cortam-se pedaços de rolo com 2 a 3 cm, colocam-se nas formas ao alto e , fazendo pressão com os dedos, esmagam-se até forrar as formas, mais uma vez garantindo que a massa não fica demasiado grossa (mas cuidado para não a rasgar!)

O segundo método parece-me melhor para ter uma massa mais "folhada" e estaladiça, mas conseguem-se bons resultados com ambos.

De seguida, o creme: Deite as natas para um tacho e junte-lhe as gemas. Mexa um pouco. Com a ajuda de um passador, peneire o açúcar e a farinha sobre a mistura e mexa novamente. Junte finalmente a casca do limão. Leve a lume médio e vá mexendo sempre até começar a engrossar ligeiramente. Cuidado para não cozer demais, senão o creme começará a engrossar demasiado e a passar do ponto certo!

Deite o creme nas formas de massa e leve a forno muito quente. A Maria de Lourdes Modesto indica um intervalo de 250º a 300º. Eu usei o máximo do meu forno, 275º, e resultou bem. Vá controlando a cozedura a olho, não demora mais que 10 a 15 minutos. A nata vai "inchar" - não se preocupe, ela volta ao lugar depois de sair do forno. Quando a nata começar a ficar tostada no topo desligue o forno e retire as formas. Deixe arrefecer e desenforme com a ajuda de uma faca.

Se gostar, polvilhe com canela e açúcar em pó - está feito!




23 setembro 2012

Depois dos macarons de chocolate preto, experimentei agora fazer de limão, sempre seguindo o método do livro do Pierre Hermé, tal como descrevi na receita anterior. Resultou na perfeição. Fazer macarons pode ser muito difícil ao início, enquanto não acertamos todos os pequenos pormenores que podem estragar o resultado final - mas assim que se apanha o jeito, passa a ser quase fácil!


Ingredientes (entre 30 a 40 macarons):


Para os macarons:
110g de claras de ovo, divididas em dois recipientes (55g cada)
150g de amêndoa em pó
150g de açúcar
150g de açúcar em pó
37,5g água
5g de corante alimentar amarelo (eu uso corante em gel)

Para o recheio de limão:
112g de ovos (gema e clara)
120g de açúcar
4g de raspa de limão
80g de sumo de limão
175g de manteiga sem sal
50g de amêndoa em pó


Preparação:
Prepare o recheio de limão de véspera, começando por esfregar bem o açúcar e a raspa de limão entre as mãos, para libertar o aroma do limão e misturar bem ambos os ingredientes. Deite a mistura numa tigela e junte-lhe o sumo de limão e os ovos. Coloque sobre uma panela com água ao lume e bata com uma vara de arames enquanto controla a temperatura com um termómetro de açúcar. Quando chegar a 84º retire do lume e deixe arrefecer até aos 60º. Nessa altura junte a manteiga cortada em pedaços e volte a bater com a vara de arames até obter um creme uniforme - bata agora com uma batedeira eléctrica durante cerca de 10 minutos.

Deite o creme num pirex, cubra com película aderente e leve ao frigorífico.

No dia seguinte, prepare os macarons exactamente da forma que indicámos na outra receita. O que se segue é uma versão mais simples - vale a pena ler a outra receita, que tem mais alguns detalhes e conselhos. Não se esqueça que deve usar claras envelhecidas. No entanto, se se tiver esquecido de as preparar com antecedência, pode levá-las ao microondas por cerca de 15 segundos em potência média. Não é exactamente o mesmo, mas é suficientemente próximo para 'desenrascar'.

Comece então por peneirar o açúcar em pó e as amêndoas em pó para uma tigela. Misture o corante num dos recipientes de claras e deite sobre a mistura de açúcar e amêndoas sem mexer. Aqueça o açúcar e a água em lume médio até chegar aos 115º - nessa altura comece a bater a segunda porção de claras com uma batedeira. Assim que o açúcar chegar a 118º, sem parar de bater as claras, junte-lhe o açúcar em fio, batendo sempre durante cerca de 1 minuto. Reduza a batedeira para velocidade média e bata mais 2 minutos. Pare, deixe arrefecer até aos 50º, e deite sobre a mistura de açúcar, amêndoa em pó e claras com corante.

Misture as claras com o açúcar e a amêndoa, do centro para o lado da taça, rodando a taça enquanto mistura. Este ponto é crítico - misture até obter uma massa brilhante, que escorre da espátula. Se a massa formar um bico ao cair, esse bico deve desaparecer passados uns segundos. Mas atenção - não bata demasiado, para a massa não ficar líquida de mais.

Com a ajuda de um saco de pasteleiro, faça pequenos montinhos de massa de cerca de 3,5cm de diâmetro, com 2cm de espaço entre eles, sobre um tabuleiro forrado a papel de forno. No final, bata com o tabuleiro sobre o tampo da mesa para libertar bolhas de ar da massa. Deixe repousar cerca de 30 minutos.

Aqueça o forno a 180º em modo ventilado. O ideal é que o forno esteja com uma temperatura uniforme, sem fontes de calor extremas por cima ou por baixo. Se tal não for o caso, terá de ajustar o tempo, e se calhar só mesmo com tentativa e erro. É muito fácil estragar macarons com tempos/temperaturas de cozedura errados!

Leve os tabuleiros ao forno, passados 8 minutos abra e fecha a porta do forno para libertar o vapor. Repita 2 minutos depois e retire do forno mais 2 minutos depois. Deixe os macarons sobre o papel mas fora do tabuleiro. Assim que arrefecerem, retire-os com cuidado.

Entretanto retire o recheio do frigorífico (o ideal será retirá-lo antes de começar toda esta preparação, para não estar demasiado frio nesta altura). Deite a amêndoa em pó sobre o recheio e misture bem com uma colher. Deite o recheio num saco de pasteleiro e comece a rechear os macarons.

Não se esqueça - depois de prontos leve-os ao frigorífico de um dia para o outro. E retire-os 1 ou 2 horas antes de os comer. A sério, faz toda a diferença - ficam molhadinhos por dentro e perfeitos.

Boa sorte!

26 março 2012


Mais cedo ou mais tarde teríamos de abordar a questão dos macarons... Basta espreitar o que se vai fazendo pela blogosfera culinária nos últimos tempos para ver que os macarons são uma das modas actuais. São um bolo aparentemente simples, à base de merengue e amêndoa, mas que tem ganho uma popularidade imensa e uma mística enorme, agravada pelo facto de ter uma receita enganadora, que parece simples mas que na verdade tem armadilhas escondidas em todos os passos. Confesso que antes de conseguir o resultado que está na foto fiz várias tentativas frustradas, sem sequer conseguir descobrir o que estava a fazer mal. Só consegui finalmente acertar ao experimentar a receita da verdadeira bíblia macaronense do chef francês Pierre Hermé, o livro "Macarons". O que se segue é a receita básica, com um simples creme de chocolate, mas a partir desta a imaginação é o limite. Os macarons são uma receita que permite infinitas variações e combinações de sabores.
Tentarei no texto chamar a atenção para os pontos que me parecem mais problemáticos. Esta é daquelas receitas que uma pessoa pode ter a sorte de acertar à primeira (e achar que é muito fácil) ou que pode dar tantos problemas que só apetece desistir. O meu conselho é: não desistam! Quando se acerta vale bem a pena!!


Ingredientes (para cerca de 30 macarons):

Para os macarons:
110g de claras de ovo, divididas em dois recipientes (55g cada)
150g de amêndoa em pó
150g de açúcar
150g de açúcar em pó
37,5g água

Para o recheio de chocolate:
200g de natas
200g de chocolate preto
70g de manteiga


Preparação:
Alguns dias antes da receita (de preferência uma semana), prepare as claras, colocando 55g em cada recipiente. Feche os recipientes com película aderente, abra uns furos na película com o bico de uma faca e deixe no frigorífico. As claras ficarão liquefeitas, perdendo elasticidade e adequando-se mais à receita.

Agora a preparação propriamente dita: numa tigela, junte o açúcar em pó com as amêndoas em pó e peneire para um recipiente grande. Deite-lhe um dos recipientes de claras liquefeitas (sem misturar). Num tacho pequeno, leve ao lume o açúcar e a água, aquecendo em lume médio e controlando a temperatura com um termómetro de açúcar. Assim que chegar aos 115º, comece a bater a segunda porção de claras com uma batedeira (de preferência uma batedeira fixa, mas também pode ser de mão, embora obrigue a alguma ginástica se estiver sozinho na cozinha). Assim que o açúcar chegar aos 118º, e sem parar de bater as claras, deite o açúcar em fio sobre as mesmas e continue a bater na velocidade máxima durante cerca de 1 minuto. Reduza a batedeira para velocidade média e bata por mais cerca de 2 minutos, obtendo um merengue de tipo italiano. Deixe repousar e controle a temperatura. Assim que chegar aos 50º deite-o com uma espátula sobre a mistura de açúcar e amêndoa em pó.

O passo que se segue é crítico. É a chamada macaronage. Trata-se de misturar o merengue com o açúcar e a amêndoa, do centro para o lado da taça, rodando a taça enquanto se mistura. Cuidado - não se pode misturar de menos e não se pode misturar de mais. Qual o ponto certo? É uma questão de prática. A massa começará a ficar brilhante, mas ainda escorrendo da espátula. Há blogs que comparam o ponto certo à consistência de lava. Se deixar cair um pouco de massa e ela formar um 'bico', esse bico deve desaparecer passados alguns segundos. Se se mantiver firme, mexa um pouco mais. Se estiver líquida de mais, passou do ponto e já não há muito a fazer...

Assumindo que tudo correu bem, agora é questão de colocar a massa num saco de pasteleiro, espalhar uma folha de papel vegetal de forno sobre um tabuleiro e fazer pequenos montinhos uniformes de cerca de 3,5 cm de diâmetro, com espaços de cerca de 2 cm entre eles (pode fazer previamente uns círculos a lápis no verso do papel para servirem de guia). Conseguirá encher pelo menos 2 tabuleiros. No final, bata ao de leve com o tabuleiro no tampo da mesa para libertar quaisquer bolhas de ar que possam ter ficado na massa. Deixe repousar por cerca de 30 minutos, até que, ao tocar ao de leve na massa, esta não pegue aos dedos.

Aqueça o forno a 180º em modo ventilado. Atenção - a temperatura do forno é outra variável crítica. Forno demasiado quente, demasiado frio, ou calor pouco uniforme podem estragar os macarons e fazer com que não cozam em condições. O tempo varia de forno para forno e há várias medidas nas receitas espalhadas pela internet. Mais uma vez segui os tempos do livro do Pierre Hermé e no meu forno funcionou na perfeição. Coloque os tabuleiros no forno a 180º, passados 8 minutos abra e feche rapidamente a porta do forno para deixar sair o vapor. 2 minutos depois (aos 10 minutos de cozedura) faça o mesmo, e retire do forno passados mais 2 minutos (aos 12 minutos de cozedura).

Deixe os macarons sobre o papel vegetal, mas fora dos tabuleiros, para que não continuem a cozer. Deixe-os arrefecer e retire-os cuidadosamente do papel. Se tudo correu bem, deverão sair sem problemas e estar perfeitos, tendo formado durante a cozedura o "pé" que lhes é característico.

Pronto, se conseguiu até aqui, então o pior já passou. Agora é o recheio. Corte o chocolate em pedaços (é mais fácil se usar uma faca de pão serrilhada) para dentro de uma taça. Leve as natas ao lume até ferverem e deite-as sobre o chocolate, um terço de cada vez e mexendo sempre. O chocolate derreterá e misturar-se-à com as natas. Controle a temperatura com o termómetro - assim que chegar a 50º vá juntando a manteiga em pedaços pequenos, uns poucos de cada vez. Bata com a vara de arames até a ganache estar uniforme e suave. Deite sobre um tabuleiro, cubra com película aderente e leve ao frigorífico para enrijecer.

Para rechear os macarons, vire metade das 'bolachas' ao contrário, coloque a ganache num saco de pasteleiro e deite uma porção generosa sobre cada bolacha, colocando outra por cima, com cuidado (são frágeis!).

No final, e este é capaz de ser o mais difícil de todos os passos desta longa receita, leve os macarons ao frigorífico de um dia para o outro. Sei que é quase impossível resistir, mas acredite - este tempo de espera faz com que a humidade do recheio passe para a massa, tornando-a mais húmida e saborosa. Vale bem a pena! Antes de comer, retire os macarons do frigorífico 2 horas antes, caso contrário estarão demasiado frios e rijos para serem devidamente apreciados.

Dá trabalho e pode ser muito difícil acertar com todos os passos. Mas quando se consegue é verdadeiramente recompensador!!...

09 fevereiro 2012


Voltamos hoje às panquecas. Em tempos, o Chef Janvier colocou a sua receita preferida aqui no CcT, agora é a minha vez. As panquecas são uma mania relativamente recente cá em casa. Andei à procura de receitas, fiz várias vezes uma outra que tinha encontrado na Internet, mas agora que descobri a receita da Donna Hay não quero outra coisa. Saem sempre perfeitas, com a altura certa e um sabor óptimo. Depois é só inventar acompanhamentos - mel, doces, compotas, iogurte natural, frutos silvestres, morangos, todos os anteriores ao mesmo tempo... Não há pequeno-almoço mais versátil do que uma boa torre de panquecas!


Ingredientes (para cerca de 8 panquecas):
2 chávenas de farinha sem fermento
2 ovos
1,5 chávenas de leite
1/3 de chávena de açúcar
75g de manteiga derretida
3 colheres de chá de fermento
sal
canela


Preparação:
Com a ajuda de um passador peneire a farinha para uma taça grande. Faça uma cavidade no meio com a mão. Bata ligeiramente os dois ovos numa tigela à parte e deite-os na cavidade, juntamente com o leite, o sal, a manteiga, o fermento e o açúcar. Bata com uma vara de arames até a massa estar bem ligada. Atenção, esta massa fica sempre um pouco líquida. Assim que estiver no ponto, deite um pouco de canela e misture.

Ponha de seguida uma frigideira pequena ao lume (em lume brando!) e assim que estiver quente use uma concha de sopa para deitar uma porção de massa na frigideira. Deixe aquecer até que surjam bolhas de ar à superfície - nessa altura, com a ajuda de uma espátula, vire a panqueca e deixe cozinhar no lado oposto por mais uns segundos. Retire e coloque sobre papel absorvente. Repita até esgotar a massa.

Se quiser, pode juntar na massa (antes de levar à frigideira) rodelas de banana ou de morango. Como disse no início, as panquecas são extremamente versáteis - basta ter alguma imaginação!

04 maio 2011


Apetecia-me fazer um bolo de morangos, nem sei bem porquê. Provavelmente por já estarmos na sua época e por ter alguns em casa que eram muito bons. O meu problema era não saber como queria fazer o bolo. A primeira ideia, um pouco esotérica, admito (mas que ainda hei-de tentar explorar) era fazer um bolo de morangos que tivesse manjericão (gosto da combinação de ambos), mas acabei por não ir por aí. Consultei o The Flavour Bible em busca de inspiração e vim de lá com duas ideias de sabores para juntar aos morangos - amêndoa e limão. A partir daí fiz algumas pesquisas e fui buscar um bolo de amêndoa e limão da Nigella e um fantástico molho de morangos assados no forno que encontrei no Eat The Love. Casei os dois e o resultado foi este bolo - se o original da Nigella já ficava 'molhadinho', este, com o recheio de morangos, fica ainda melhor.

Uma nota rápida, para terminar: é complicado cortar o bolo a meio porque ele não cresce muito (daí ter ficado quebrado por cima, como se vê na foto). Provavelmente usando duas formas ou fazendo mais quantidade tornar-se-á mais fácil.


Ingredientes:

Para o bolo:
225g de manteiga sem sal
200g de açúcar
225g de amêndoas em pó
50g de farinha sem fermento
4 ovos
raspa e sumo de dois limões
açúcar em pó (para decorar)


Para o molho de morangos:
900g de morangos
1/4 de chávena de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
2 colheres de sopa de vinho tinto
2 paus de canela
pimenta preta
extracto de baunilha


Preparação:
Comece pelo molho de morangos. Ligue o forno a 135º. Lave as morangos, retire o pé, e corte-os em quartos. Deite-os numa taça grande, junte umas gotas de extracto de baunilha, o açúcar, o balsâmico, o vinho e os paus de canela. Junte pimenta preta a gosto, triturada na altura. Mexa com cuidado (para não quebrar os morangos), até todos os ingredientes estarem bem misturados. Deite num recipiente de ir ao forno (forrado com papel vegetal) e deixe assar durante pelo menos 2 horas, mexendo de vez em quando, até o molho engrossar. Reserve.

Agora o bolo. Desta vez, aqueça o forno a 180º. Deixe amolecer a manteiga (ou use o microondas) e bata-a num recipiente grande com o açúcar, até começar a embranquecer. Junte um ovo e aproximadamente um quarto da farinha, batendo bem com a batedeira. Junte o segundo ovo e mais um quarto da farinha, batendo sempre, e repita até ter incorporado os quatro ovos e toda a farinha. Junte agora as amêndoas em pó e envolva no preparado (agora sem bater). Finalmente junte a raspa e o sumo dos limões e misture novamente (a Nigella junta essência de amêndoas, mas não me pareceu essencial para o resultado final).

Deite o preparado numa forma redonda e leve ao forno até estar pronto - no meu forno demorou cerca de 40 minutos. Quando um palito vier praticamente seco, é hora de retirar.

Deixe arrefecer, corte o bolo ao meio e retire com cuidado a parte de cima. Cubra a metade de baixo com o molho de morangos e volte a cobrir com a parte superior do bolo. Cubra com açúcar em pó.

08 março 2011


Desde que uns amigos me ofereceram um saco de fogaças de presente que ando com ideia de experimentar fazê-las em casa. As fogaças, típicas de Alcochete, são um bolo simples, mas com um sabor óptimo a canela e limão, bem cozidas por fora e encruadas por dentro.
Pesquisando por receitas na Internet, encontram-se variadas variações da mesma receita, apenas com uma ou outra alteração ocasional - praticamente todas têm as mesmas proporções: 1 parte de farinha, 0,70 de açúcar e 0,25 de manteiga. Sendo assim, peguei nessas proporções e experimentei, com bom resultado. Aqui fica a receita.


Ingredientes:
500g de farinha sem fermento
350g de açúcar amarelo
125g de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de canela
raspa de 1 limão
1 gema de ovo
água tépida


Preparação:
Peneire para uma tigela grande a farinha e o açúcar, misturando-os bem. Junte canela (coloquei a olho, aproximadamente duas colheres de sopa), a raspa de limão e a manteiga amolecida. Vá juntando água a pouco e pouco e mexendo bem, até a massa começar a ligar. Amasse com as mãos, como se fizesse massa de pão. Se estiver demasiado húmida junte farinha até ficar no ponto.

Faça bolinhas pequenas de massa e coloque num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal. Pincele com a gema e leve ao forno bem quente - a ideia é que cozam bem por fora mas se mantenham pouco cozidas por dentro. Tenha em atenção que as fogaças ainda cozem um pouco depois de sairem do forno.

02 março 2011

Receita tradicional alentejana, simples e saborosa, do livro de António Nobre, Chef dos restaurantes dos hotéis Mar d’ar em Évora. Eu tinha pouco pão alentejano, que desapareceu vorazmente em torradas com manteiga e em fatias cobertas de marmelada e queijo, pelo que para esta receita usei tanto o miolo como a côdea. Ficou igualmente saboroso, mesmo que tenha tido de usar a varinha mágica para triturar melhor o pão – para pequenos males, pequenos remédios.

Preparação:

Ensope o pão no leite a ferver. Numa taça bata as gemas e o açúcar e junte canela e raspa de limão. Adicione tudo ao leite fora do lume, mexendo bem com uma colher de pau. Deixe arrefecer totalmente, ficando uma papa grossa. Envolva o preparado com as claras batidas em castelo, com cuidado para não perder muito ar. Coloque em pequenas taças individuais, e sirva frio polvilhado de canela.

Ingredientes para 8 pessoas:

5 dl de leite
200 g de miolo de pão alentejano
150 g de açúcar
4 gemas de ovos
Raspa de limão q.b.
4 claras
Canela em pó q.b.

22 junho 2010


De tempos a tempos invento uma nova forma de comer arroz doce, procurando reforçar os sabores da canela e do limão. Desta vez, aumentei a cremosidade com muito mais leite, tanto que o arroz se tornou secundário. Juntei-lhe lemon curd e assim nasceu o doce de arroz doce. No dia seguinte ainda sabe melhor. Lamentavelmente, das duas vezes que fiz na semana passada, nunca durou 2 dias… o que é bom acaba depressa! J

Para 6 a 10 gulosos.

Arroz doce:
300 g de arroz
400 g de açúcar
2 litros de leite
6 cascas de limão
3 paus de canela.
3 colheres de sopa de custard
Água e sal q.b.

Lemon curd:

1 limão grande
1 ovo
75 g de açúcar
60 g de manteiga sem sal
1 colher de sopa rasa de farinha maizena


Preparação:
Numa panela grande coza o arroz em pouca água com as cascas de limão e uma pequena pitada de sal, deixando-o mal cozido. Junte a canela e litro e meio de leite deixando cozer em lume brando. Quando estiver grosso, dilua a farinha de custard (dá um tom amarelo e ajuda a espessar o creme) num pouco de leite e junte o restante meio litro de leite e todo o açúcar à panela. Fica a apurar alguns minutos, mas o resultado será ainda razoavelmente caldoso.

Para o lemon curd bata o ovo com o açúcar, a raspa e sumo do limão, a margarina Vaqueiro, e a colher de maizena. Leve a lume brando, evitando que ferva, por 6 a 8 minutos, deixando engrossar. Baixe o lume para o mínimo e deixe cozinhar por mais 1 a 2 minutos.

Disponha o arroz em travessas. Com um saco de pasteleiro espalhe um pontilhado de gotas grossas de lemon curd e polvilhe tudo com canela. Depois de arrefecer leve ao frigorífico.

23 março 2010


A receita é do chef Jamie Oliver (ou da sua avó, como ele diz no livro Cook With Jamie, provavelmente o meu preferido de entre os vários que ele já lançou). É um bolo muito interessante - a textura das amêndoas na massa é muito interessante e o sabor intenso do limão (na massa, na calda, na cobertura) "enche" todo o bolo e torna-o irresistível (bem, pelo menos para mim, que adoro limão em praticamente todo o tipo de doces).

Uma nota sobre as sementes de papoila, visto que tive alguma dificuldade em comprá-las: ainda não é fácil encontrá-las em super ou hipermercados, mas encontram-se bem nas lojas de produtos dietéticos. Em Lisboa consegui encontrá-las numa das lojas do Celeiro.


Ingredientes:
Para a massa:
115g de manteiga sem sal
115 de açúcar
4 ovos
180g de amêndoas trituradas
30g de sementes de papoila
2 limões
125g de farinha com fermento

Para a calda:
100g de açúcar
90ml de sumo de limão

Para a cobertura:
225g de açúcar em pó
1 limão


Preparação:
Comece por aquecer o forno a 180º. De seguida, alguma preparação: forre uma forma circular com papel vegetal untado com manteiga, tire a raspa dos limões e esprema-lhes o sumo. Reserve.

Coloque a manteiga (amoleça-a no micro-ondas, se necessário) numa tigela grande, juntamente com o açúcar e bata com a batedeira eléctrica até ficar cremoso. De seguida junte os ovos separadamente, batendo bem cada um deles com o resto da mistura. Deite as amêndoas trituradas, as sementes de papoila, a raspa e o sumo do limão e a farinha, misturando tudo muito bem até obter uma massa homogénea. Verta a massa para a forma que preparaou e leve ao forno durante cerca de 40 minutos (faça o teste do palito). Assim que estiver cozido, retire do forno, deixe arrefecer e desenforme.

De seguida, prepare a calda, aquecendo o sumo de limão com o açúcar num tachinho até que o açúcar dissolva. Faça vários buracos no topo do bolo com um palito e verta a calda por cima, para que esta entre na massa e a torne bem embebida.

Finalmente a cobertura - misture o açúcar em pó com a raspa e o sumo do limão. A ideia é ficar com uma consistência pastosa e não líquida, caso contrário a cobertura escorrerá por todo o bolo e não ficará em condições. Deite a cobertura sobre o bolo e espalhe com a ajuda de uma colher, deixando escorrer lentamente pelos bordos. Está pronto a servir!

24 fevereiro 2010


Às vezes há receitas que se encontram na Internet a que é impossível resistir. O 'Bolo de chocolate para agradar multidões' que a Patrícia Scarpin publicou no Technicolor Kitchen foi um desses casos, pelo menos para mim. Experimentei-o e não me desiludi, é um belo bolo de chocolate! A Patrícia sugere acompanhá-lo de crème fraîche ou chantilly, mas eu acrescento uma sugestão: uma fatia de bolo acompanhada de uma bela colherada de iogurte grego natural e de alguns frutos vermelhos. É uma combinação perfeita!


Ingredientes:
125g de avelãs
80g de farinha de trigo
22g de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
280g de chocolate negro
200g de manteiga sem sal
1,5 colheres de sopa de café expresso
5 ovos
218g de açúcar


Preparação:
Prepare os ingredientes: triture finamente as avelãs, pique o chocolate em pedaços pequenos (na picadora ou usando uma faca grande de pão, que é óptima para cortar chocolate!), separe as gemas das claras dos ovos, e corte a manteiga em pedaços (se necessário, amoleça-a 5 ou 10 segundos no microondas).

Ligue o forno a 180º e prepare uma forma, untando-a com manteiga e forrando com papel vegetal (untando-o também).

De seguida, comece a preparar a massa: num recipiente junte as avelãs com a farinha, o cacau e o fermento. Misture bem e reserve. Noutro recipiente derreta o chocolate com a manteiga e o expresso (o ideal é em banho-maria, embora também o possa fazer no micro-ondas - neste caso tenha muito cuidado para não queimar o chocolate, caso contrário não terá forma de o recuperar!...). Assim que estiver derretido e misturado, deixe arrefecer uns minutos e junte as 5 gemas, mexendo bem.

Bata agora as claras até começarem a ficar firmes e continue a bater, juntando o açúcar a pouco e pouco. Obterá um merengue firme. Com uma espátula, vá envolvendo com cuidado o merengue na mistura de chocolate derretido. Por fim, junte a mistura de avelãs, farinha, cacau e fermento que tinha reservado. Misture bem, deite na forma e leve ao forno por cerca de 35 minutos. Use um palito para testar a massa, não deixando assar demasiado.

Retire do forno. Depois de arrefecer desenforme, polvilhe com cacau e está pronto a servir!

02 fevereiro 2010

O saco das castanhas congeladas andava ali pelo congelador a pedir ideias. Passaram-se meses. A cara-metade perguntava para que seriam as castanhas, e eu sem respostas. Até que a receita certa, italiana, do livro do Chef Gemelli, me deu a solução. Receita prática – não é preciso fazer uma base em massa – e simples de preparar, fica vistosa. O sabor é delicado, suavemente doce, que a castanha não é dada a grandes doçuras. Por não enjoar, cai-se na tentação de mais uma fatia.

Ingredientes:

400 g de castanhas cozidas
100 g de miolo de amêndoa
200 g de açúcar
100 g de manteiga sem sal
4 ovos inteiros
Raspa de 1 limão
Açúcar em pó para decorar

Preparação:

Coza as castanhas (compre congeladas sem pele) em água com um pouco de sal e erva doce. Reduza a puré, com um garfo ou batedeira. Triture o miolo de amêndoa para obter uma farinha grossa. Separe as claras das gemas. Bata as gemas com o açúcar, e adicione a manteiga derretida e a raspa do limão. De seguida junte as amêndoas e as castanhas em puré e envolva tudo nas claras, já batidas em castelo.

Unte uma forma de tarde com manteiga e farinha, e leve a massa a cozer ao forno a 180 ºC por uma meia hora. Decore generosamente com açúcar em pó.

23 novembro 2009

Passámos quase 1 ano até publicar a primeira receita classificada como “doçaria” aqui no blog e agora até parece que não sabemos fazer outra coisa! A ver se para a semana aparece aqui a receita de garoupa corada com migas soltas e cogumelos – uma delícia que conjuguei há pouco tempo mas que estava boa demais para esperar pela fotografia.

Este leite-creme é uma receita simplificada que recebi, e que nem leva o proverbial açúcar queimado. Mesmo assim, espalhei açúcar branco nas tacinhas e levei à grelha do forno por uns minutos para derreter o açúcar, e valeu mesmo a pena o trabalhinho adicional.

Ingredientes:
8 gemas
2 chávenas de açúcar amarelo
2 litros de leite
1 chávena de custard (farinha de amido de milho)
2 paus de canela
4 cascas de limão


Preparação:
Bata as gemas com o açúcar. Dilua a farinha custard juntando leite a pouco e pouco. Junte todos os ingredientes numa panela e leve ao lume a engrossar e espalhe em travessas ou taças, aromatizando com canela.

Antes da canela, pode deitar açúcar branco e levar à grelha do forno a derreter o açúcar. Quando este fizer bolhinhas ou ganhar cor pode retirar do forno e deitar a canela. Sirva ainda quente.

21 novembro 2009

Quando chega o dia de todos os Santos, em Novembro, a minha mãe ainda faz as merendeiras de batata doce, que depois partilha com as vizinhas. Decidido a registar a tradição familiar, lá consegui que ela me desse a receita, com o bónus de ela ter arranjado junto de uma vizinha a receita das broas de mel, típicas da zona de Castelo Branco. Mas essas, a seu tempo, que hoje registo os sabores da minha infância – merendeiras de batata doce.

São muito simples de fazer, exigem apenas algum tempo livre porque entre cozer batatas doces e levar todas as merendeiras ao forno não deve ser menos de 2 horas.


Ingredientes:
2 kg de batata doce
1 kg de farinha
700 g de açúcar branco
1 colher de sobremesa de fermento em pó (pó royal)
1 colher de sobremesa  cheia de canela
1 ovo
300 g de miolo de noz
150 g de sultanas
Outros frutos secos, a gosto.
Raspa de 1 limão
Sal q.b.

Preparação:
Coza as batatas, sem pele, mas carregue no sal. Escorra as batatas e esmague-as com um garfo grande. Misture a farinha com o fermento e a canela e adicione às batatas, juntamente com o açúcar e a raspa de limão, e depois o ovo batido, tendendo a massa. Junte mais farinha se precisar. Incorpore todos os frutos secos – nozes, sultanas e outros que queira.

Aqueça o forno a 160 ºC. Prepare um tabuleiro com papel vegetal e alguma farinha. Faça bolas de massa, do tamanho de um ovo grande e espalme-as um pouco no tabuleiro. Devem ficar com um ar rústico. Leve ao forno até terem uma boa cor tostada. Faça vários tabuleiros – deve ficar com umas 40 merendeiras.

Coma ao pequeno-almoço, ao lanche, à noite, e quando lhe apetecer. Não é particularmente doce, mas é guloso. Experimente!

25 outubro 2009

Bom, confesso que a foto não corresponde exactamente à receita. As ditas “lágrimas” são a minha recomendação, depois de vários recuos face à criatividade original. Tentei cortar a gelatina de vinho do porto em tiras (como se fosse massa tagliatelle) mas estava pouco firme. Mudei para cubinhos mas na prova percebi que aquilo era Porto a mais e arroz doce a menos. É isso que se vê na foto.

Faça a dita gelatina de vinho do Porto, mas ponha apenas umas “lágrimas” no arroz doce – meras gotas dispersas aqui e ali – 10 a 20 lágrimas grossas numa travessa de arroz doce, que são um excelente contraponto ao adocicado do arroz doce. Vale a pena!

O arroz fica a “dois tempos”, porque primeiro prova-se o arroz tradicional, e depois vem o creme de arroz doce, que é o arroz doce já feito, mas triturado e com natas aromatizadas com raspa de lima. Fica cremoso, obtendo-se assim duas texturas e aromas distintos.

Vamos à receita, então.

Ingredientes:

Para o arroz doce:

300 g de arroz carolino
300 g de açúcar branco
1,5 L de leite gordo
3 cascas de limão
2 paus de canela

Para o creme de arroz doce:

2 dl de natas frescas
2 colheres de sopa de açúcar
Raspa de 1 lima

Para as lágrimas de vinho do Porto:

0,5 dl de vinho do Porto
1 colher de sopa de açúcar
1 folha de gelatina
1 pau de canela


Preparação:

Coza o arroz em água com uma pitada de sal. Junte o leite, o açúcar, as cascas de limão e os paus de canela. Deixe apurar. Quando achar que ainda deve faltar mais uns 5 minutos ao lume, desligue – queremos o arroz mais cremoso. Separe metade do arroz doce, retirando as cascas de limão e os paus de canela. Ponha em travessas ou taças individuais, mas deixando metade do espaço por ocupar.

Bata as natas com o açúcar e com a raspa de lima. Junte à metade de arroz que ainda está na panela e mexa. Triture tudo, de preferência no copo liquidificador – fica mais fino do que com uma varinha mágica. Junte agora este arroz ao que já está nas travessas ou taças, mantendo-os separados ou por camadas. Na foto o creme de arroz doce está mais à direita, como se nota pela textura.

Aqueça o vinho do Porto com o açúcar e o pau de canela. Derreta a folha de gelatina dentro do Porto quente. Leve a esfriar numa pequena taça. Deite gotas sobre as travessas de arroz doce.

05 setembro 2009

Um bolo perfumado a hortelã – gostei. A ideia nasceu depois de uma experiência desastrada com um bolo de rúcula. A leitura da receita já não me tinha deixado muito confiante e o resultado foi uma espécie de quiche de vegetais com açúcar. Horrível. Ficou por experimentar o bolo de agrião que veio da mesma fonte e lembrei-me que a hortelã, com conta, peso e medida, seria uma ideia inovadora. Enganei-me – o Google mostrou-me que já muita gente tinha inovado com bolos de hortelã. Escolhi uma receita brasileira que parecia a mais divulgada e correu muito bem – um bolo grande, perfumado, molhado por dentro.
Nesta pesquisa descobri também (ai santa ignorância a minha) que há um bolo de haxixe, muito apreciado, chamado Space cake, mas esse eu passo ao lado.

Ingredientes:
1/2 xícara (chá) de folhas de hortelã (a receita original tinha 1 xícara inteira de folhas);
1 xícara (chá) de água para o chá;
2 xícaras (chá) de açúcar;
1/2 xícara (chá) de óleo (eu usei azeite)
3 maçãs (usei maçã golden);
3 ovos;
3 xícaras (chá) de farinha;
2 colheres (sopa) de hortelã picada;
1 colher de chá bem cheia de fermento em pó.

Preparação:

Faça um chá fortíssimo com a meia xícara de folhas de hortelã e a água. Reserve. No copo liquidificador junte o chá (tirei a maioria das folhas mas a receita sugeria deixar ficar todas as folhas) com o açúcar, o azeite as maçãs descascadas (guarde as cascas!) e os ovos. Verta numa taça e junte agora a farinha e o fermento, as cascas das maçãs picadas, a e a hortelã picada.

Leve ao forno pré-aquecido a 190 ºC em forma untada de manteiga. Passados 10 minutos reduza para 160 e mantenha no forno por mais 30 a 35 minutos. Deixe arrefecer um pouco e desenforme. Decore com hortelã.

O bolo, muito grande, não ficou pronto nos 30 minutos de forno da receita original, mas as formas e fornos variam, pelo que recomendo olho vivo no bolo a partir da meia hora.

Servi às visita com chá de menta, e toda a gente apreciou.
 
© 2012. Design by Main-Blogger - Blogger Template and Blogging Stuff