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21 abril 2013



Aviso: quem estiver de dieta passe à frente por favor. Sim, isto são beringelas, mas são fritas. E com queijo - muito queijo. Então porquê fazê-las? Porque são óptimas! As melanzane alla parmigiana (assim chamadas por levarem queijo parmesão, e não por serem da região de Parma; na verdade é um prato típico do sul de Itália) servem de entrada ou de prato principal, e são um prato sublime. Não é o mais rápido dos pratos italianos, mas é simples de fazer. E como se pode preparar de véspera, torna-se ideal para servir num almoço ou jantar com amigos.


Ingredientes (para um tabuleiro grande, chega e sobra para 4 pessoas):

4 beringelas
2 queijos mozzarella
queijo parmesão
500g polpa de tomate
1 cebola pequena
2 dentes de alho
algumas folhas de manjericão
sal
açúcar
farinha
2 ovos


Preparação:
Lave as beringelas e corte-as às rodelas (cortei a olho, mas talvez com cerca de meio centímetro ou um pouco mais). Coloque as rodelas num passador grande, às camadas, colocando sal abundante entre camadas. No final ponha uma taça pesada por cima, para fazer pressão. Deixe repousar durante no mínimo meia hora. Este passo é necessário para que as beringelas larguem o líquido amargo que contêm.

Passado todo o tempo, lave bem as beringelas e reserve-as. Aqueça um pouco de óleo numa frigideira ou wok (pessoalmente, prefiro o wok). Coloque um pouco de farinha numa tigela; noutra coloque os dois ovos, batidos com um garfo. Assim que o óleo estiver quente, passe cada rodela de beringela pela farinha e pelo ovo e frite-as. Coloque-as num prato, sobre papel de cozinha absorvente. Reserve.

Entretanto prepare o molho de tomate: coloque numa panela um fio de azeite, a cebola cortada em quartos ou oitavos e os dentes de alho. Deixe alourar. Junte a polpa de tomate, o manjericão e uma colher de chá de açúcar (para cortar a acidez do tomate) e cozinhe durante uns minutos. Assim que estiver pronto, pegue na varinha mágica e triture (esta ideia de colocar a cebola e o alho quase inteiros, triturando apenas no fim, é uma sugestão de uma amiga que nos passou a sua versão desta receita, e que funciona bem - e acelera a feitura do molho).

Agora é só montar o prato. Primeiro ligue o forno a 190º. De seguida, deite um pouco de molho de tomate no fundo de um pirex e faça uma camada de rodelas de beringela por cima. Sobre as beringelas deite pedaços de mozzarella e paremesão ralado. Repita com as mesmas camadas: um pouco de molho, rodelas de beringela, mozzarella e parmesão. Repita até acabar os ingredientes.

No final leve ao forno por cerca de meia-hora e está pronto a servir!

13 junho 2012


Esta omeleta é ideal para dietas “low carb” como a South Beach. Os ovos dão saciedade para toda a manhã mas sempre achei que o travo forte de ovo logo pela manhã era demais para mim. A cozinheira inglesa Julia Child juntava um pouco de água para fazer as suas omeletas e eu passei a juntar leite nesta versão, cortando bastante a intensidade do ovo.

É claro que só o leite parecia pouco, e fui adicionando ervas aromáticas diversas e algum fiambre, até que perdi a vergonha e agora faço com finíssimas fatias de paio de porco preto – não é propriamente dietético, mas sabe mesmo bem!

Use uma frigideira pequena de fundo grosso. Tem de ser de fundo grosso. Deite no lixo as suas frigideiras fininhas que lhe queimam a comida toda e invista em algo com pelo menos 1 cm de espessura, que em caso de guerra possa ser classificada como armamento pesado para arremesso a tropas inimigas. A distribuição de calor é muito melhor e a comida dificilmente irá queimar-se ou pegar-se ao fundo.

Ingredientes:
2 ovos grandes
50 a 70 ml de leite (cerca de ¼ a 1/3 de copo)
7 a 10 folhas de ervas aromáticas diversas (hortelã, salva, manjericão, poejo, etc.)
Algumas fatias de paio de porco preto
Manteiga q.b.


Preparação:

Derreta um pouco de manteiga na frigideira. Bata os ovos numa taça com o leite deixando mal mexido – sabe bem encontrar variedade de textura e sabor na omelete. Leve a lume médio na frigideira. Corte as fatias de paio de porco preto (ou use fiambre…) e parta as folhas de ervas aromáticas a meio. Quando a omelete muito pouco líquida espalhe por cima as ervas e o paio. Deixe secar um pouco e com um golpe de habilidade ou com 2 garfos dobre a omeleta a meio e deixe ganhar alguma cor.

Sirva de imediato para que os aromas das ervas não se percam. É delicioso comer garfadas de sabor inesperadamente diferente – a menta refrescante, depois a salva exótica, o manjericão, e outra vez a hortelã... Se lhe apetecer um pouco de indulgência culinária pela manhã, junte também umas lascas de parmesão.

26 março 2011


Esta foi uma de várias receitas que aprendi num curso de wok no Restaurante Umai, em Lisboa, que recomendo (o curso e o restaurante!!). É uma entrada muito simples de fazer, mas bastante saborosa e ideal para começar uma refeição em tons asiáticos. A massa de crepes e o molho sweet chilli encontram-se facilmente em supermercados asiáticos.


Ingredientes:
Camarões
Massa de crepe (um quadrado de cerca de 10x10cm por camarão - pode ser ajustado dependendo do tamanho do camarão)
hortelã
molho sweet chilli
água
farinha
óleo para fritar

Preparação:
Comece por preparar os camarões, tirando-lhes a cabeça, a tripa e descascando-os deixando apenas a cauda.
Numa pequena tigela, junte farinha e água até engrossar - esta mistura servirá de "cola" para fechar os crepes.
Para preparar os crepes, pegue num quadrado de massa e coloque um dos camarões sobre um dos vértices da folha, com uma folha pequena de hortelã de cada lado. Com o dedo espalhe um pouco da mistura de água e farinha sobre as pontas da massa. Puxe um dos vértices laterais para o lado, sobre o camarão. Depois puxe o vértice superior para baixo, também sobre o camarão, e finalmente enrole sobre o vértice restante. Use a água com farinha sempre que necessário para fechar melhor.
Quando tiver todos os crepes preparados, leve um wok ao lume com um pouco de óleo no fundo. Deixe o óleo aquecer e frite nele os camarões. Escorra-os na rede do wok, coloque sobre papel de cozinha para absorver o excesso e sirva, acompanhado de uma tigela com molho sweet chilli.

16 dezembro 2010


Já tinha esta receita em lista de espera há algum tempo. Encontrei-a no livro "The Accidental Vegetarian", uma muito interessante colecção de receitas vegetarianas de Simon Rimmer. O próprio autor indica que se só pudermos fazer uma das receitas do livro, esta deverá ser a escolhida - e depois de a fazer percebe-se porquê. O recheio do strudel é óptimo, e conjugado com o molho (que só por si faria valer a pena o prato - é a junção perfeita do ácido da cebola, do picante do Porto, do encorpado do vinho, do sabor dos cogumelos...) dá um prato incrivelmente saboroso e decididamente capaz de convencer quem ainda acha que a comida vegetariana não tem piada...

Nota: Reduzindo as quantidades e o tamanho dos strudels, facilmente se pode usar esta receita como entrada.


Ingredientes (2 pessoas):

175g de cogumelos brancos fatiados
3 dentes de alho
100g de alho francês
125g de queijo ricotta
125g de queijo-creme (de preferência com algum teor de gordura, sem ser light)
2 tomates
12 rectângulos de massa filo com cerca de 23x15 cm
0,75dl de vinho tinto
1 folha de louro
1 cebola grande
vinho do Porto
100ml de caldo de legumes
manteiga
azeite
sal
pimenta preta


Preparação:
Prepare os ingredientes: corte os cogumelos em pedaços, esmague os dentes de alho, lave bem e corte em pedaços o alho-francês, pele e corte em cubos os tomates e corte a cebola em rodelas finas.

Comece pelo recheio dos strudels: salteie durante alguns minutos 100g de cogumelos num fio de azeite, com 1 dente de alho esmagado, sal e pimenta. Retire os cogumelos e coloque-os em papel absorvente para retirar o excesso de azeite e aproveite a mesma frigideira para saltear o alho-francês por mais alguns minutos. De seguida, misture bem os dois queijos num recipiente até obter uma mistura suave. Tempere com sal e pimenta, e junte os cogumelos, o alho-francês e os tomates. Leve ao frigorífico durante cerca de duas horas.

Após esse tempo, aqueça o forno a 200º. Coloque quatro folhas de massa filo numa superfície enfarinhada. Pincele-as com manteiga previamente derretida e coloque mais quatro folhas sobre as primeiras. Pincele também estas e sobreponha-lhes as últimas quatro folhas. Destas, pincele apenas os bordos. Coloque uma porção de recheio ao fundo de cada uma das folhas; dobre as folhas sobre o recheio, fechando o strudel; feche bem os lados, para o recheio não sair, e termine de enrolar, obtendo uma espécie de pastel. Pincele com manteiga. Coloque os quatro strudels num tabuleiro e leve ao forno por cerca de 25 minutos ou até estarem dourados.

Para fazer o molho, leve o vinho com a folha de louro a lume médio até reduzir para metade do volume. Reserve. Numa frigideira aqueça um fio de azeite e deite as cebolas, os restantes cogumelos e os restantes dentes de alho, temperando com sal e pimenta. Cozinhe até a cebola amolecer. Deite um golo grande de vinho do Porto e espere até que reduza para metade, juntando nessa altura o vinho tinto. Assim que começar a ferver deite o caldo de legumes. Espere que ferva novamente e deixe cozinhar em lume brando/médio durante cerca de um quarto de hora. No final, deite uma noz de manteiga e deixe derreter, misturando bem, para que fique brilhante.

27 junho 2010

Queria eu aprender a fazer uma terrine de pato. Muitas páginas folheadas, em livros e na internet, não ajudaram. E em minha salvação veio o livro de Franck Pontais – Terrines & verrines – e fez-se um clarão de luz. É um livrinho maravilhoso, escrito por um Chef francês radicado em Londres que se especializou em terrines, e na sua variante mais criativa, verrines, assim chamadas por serem apresentadas em copos de vidro (do francês verre). Espero poder explorar bem o livro este Verão, e ultrapassar os dois obstáculos que encontrei até agora – ter uns copos de vidro adequados para as fotos, e saber fotografar verrines, porque os reflexos de luz deram mais trabalho do que eu esperava.

As verrines são uma óptima forma de apresentação da comida em ementas de degustação, como espero vir a ser capaz de mostrar aqui no blog.

Para 6 pessoas:

Ingredientes: 
400 g de lombo de atum
150 g de manga madura
150 g de maçã granny smith
1 lima (sumo e raspa)
Cebolinho picado
12 fatias finas de manga seca
Azeite q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Sal e pimenta q.b.
Canela q.b.

Preparação: 
Picar o atum, a manga e a maçã em cubos pequenos (cabeça de um dedo médio) e espalhar num tabuleiro pequeno. Raspar a lima sobre o peixe e a fruta, e temperar com o sumo da lima, um fio de azeite, 2 golpes de vinagre balsâmico, sal, pimenta e por fim canela com alguma generosidade. Misturar bem e levar ao frio por uns minutos.

Apresentação: 
Servir pequenas doses em copos baixos, decorando com as fatias de manga seca e com o cebolinho picado. Finalizar com mais algum toque de sumo de lima e pimenta.

31 março 2010

Uma receita escandinava. É uma interessante variação sobre o mais conhecido salmão fumado, e a minha melhor descrição para quem nunca provou é que o gravlax será uma espécie de “presunto de salmão”. Normalmente será apresentado como entrada, servido em saladas ou sobre pão e com algum molho fresco (de iogurte e endro por exemplo). É mesmo simples de preparar, e permite surpreender os amigos com um sabor invulgar.

Ingredientes:
1 ou 2 lombos de salmão, somando meio quilo
2 colheres de sopa de sal grosso
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa bem cheia de endro picado (também conhecido por aneto)
1 colher de sopa de vodka (opcional)
½ colher de café de pimenta
Raspa de 1 limão
Fatias finas de limão para guarnecer

Preparação:
Misturar todos os ingredientes, excepto o peixe. Sobre película aderente espalhe umas colheres da mistura, algumas rodelas finas de limão e sobreponha o lombo de salmão, deitando-lhe por cima o restante preparado.

Embrulhe bem na película aderente e leve ao frigorífico por 48 horas, com um peso em cima. Vire todas as 12 horas, deitando fora o líquido que escorre.

Por fim, retire do frio e lave sobre água corrente, secando com um pano. Decore generosamente com endro e sirva em fatias finíssimas.

14 janeiro 2010

Era para ter conhecido o restaurante “Taberna 2780” mas o nosso grupo era de 10 pessoas e a mesa maior que estava disponível era de 8 pessoas. Enfim, perdeu-se a oportunidade mas fiquei com o nome na cabeça e com a vontade de lá ir – um restaurante que assume que faz cozinha experimental desperta-me logo a curiosidade. Ainda não fui lá mas dei com o respectivo livro “Taberna 2780” à venda – e que livro! – donde saiu esta receita. Aldrabei um pouco as quantidades mas se quiserem a receita original têm de comprar o livro, e olhem que vale a pena.

Ingredientes:

2 marmelos grandes
75 g de açúcar
100 ml de água
1 cálice de moscatel
1 pau de canela
1 estrela de anis (não é fácil de encontrar, eu sei...)
Casca de meia laranja
1 morcela de assar

Preparação:

Num tacho médio fazer uma calda com o açúcar, a água, o moscatel, o pau de canela, a estrela de anis e a casca de laranja. Com o açúcar já dissolvido juntar os marmelos aos cubos e deixar cozinhar em lume brando por 20 minutos. Não deixe que os marmelos se desfaçam! Ao mesmo tempo, leve a morcela ao forno a 160 ºC por uns 15 minutos. Retire e corte em fatias, servindo a morcela envolta nos marmelos e na calda.

20 julho 2009

A inspiração veio de um livro de cozinha japonesa, recheado de receitas de fusão. Esta receita está próxima do original, que incluía camarões e amêijoas, e deixava o líquido mais espesso. Eu prefiro o caldo mais líquido, onde posso molhar o pão. Não é bonito pois não? Mas é tão saboroso… Fiz duas vezes e ficou sempre bem, mas na próxima tentativa irei usar mexilhão e amêijoa, para enriquecer os sabores do prato. O robalo fica semi-cru, levemente cozinhado pelo calor do caldo, já no prato. Pode fazer as pétalas de robalo mais finas se o levar ao frio, o que facilitará o corte.

Para 4 pessoas:

Ingredientes:
1 saco de berbigão (será 1 quilo?)
1 robalo grande (600 a 800 g)
2 dentes de alho
50 ml de azeite
Meia cebola picada muito finamente
100 ml de vinho branco (meio copo)
1 pequeno ramo de coentros.
Cebolinho picado (opcional)


Preparação:


Descarte os mexilhões abertos. Prepare o peixe, levantando os filetes e removendo pele e espinhas. Corte os filetes em pétalas finas. Aqueça o azeite num tacho e junte a cebola picada. Deixe amolecer. Adicione o vinho e levante fervura. Junte o berbigão e os alhos esmagados com as costas de uma faca. Cubra por alguns minutos até o berbigão abrir e junte os coentros. Tape e desligue o fogão.

Disponha as pétalas de robalo em torno dos pratos e sirva com os mexilhões no centro, caldo abundante e algum cebolinho.

23 fevereiro 2009

Estive para chamar bruschetta a este pequeno divertimento, mas não segui os preceitos oficiais de uma bruschetta, e portanto é apenas uma torrada. De sabores fortes, que borrego, hortelã e queijo da ilha não são para todos. A ideia nasceu de um improviso, estava eu a fazer um caldo de carne. A trilogia de alho francês, cenoura e cebola já estava a cozer, temperada de azeite, sal, pimenta esmagada e louro, e eu queria juntar-lhe uns ossos para apaladar. O pedaço de perna de borrego que estava no frigorífico vinha a jeito mas tinha de me livrar da carne… nasceu esta ideia.

Ingredientes para 4 pessoas:
200 a 300 g de carne de borrego
6 a 10 folhas de hortelã
6 grãos de pimenta preta
1/2 colher de café de sal
2 colheres de sopa de azeite
Queijo da ilha ralado ou em raspas

Preparação:


Fatie finamente a carne de borrego, como que para um carpaccio. Num almofariz, pise a hortelã com o sal e a pimenta. Junte o azeite e a carne e vá pisando suavemente, misturando bem os temperos.

Faça 4 torradas de pão alentejano, no forno, para terminarem de torrar em simultâneo. Barre com manteiga.

Leve um wok a lume forte. Quando estiver bem quente, deite a carne de borrego e cozinhe mexendo energicamente por 1 minuto, até a carne parte da cor rosácea. Deite a carne por cima das torradas e raspe ou rale o queijo da ilha generosamente, para fundir na carne.

Sirva de imediato, como entrada. Deixo o alerta que o borrego e a hortelã casam muito bem, mas apenas para quem gosta destes sabores…

20 outubro 2008

Usei este prato como primeira entrada (de um total de 5) num almoço mais prolongado que fiz em casa. É muito suave de sabores, e o papel do requeijão quase se desvanece servindo de suporte ao sabor delicado das ervas e das ovas.

Tinha comprado as colheres há meses, a preço convidativo, e faltava-me a oportunidade de as usar. Fica uma apresentação muito elegante e já de arrependi de ter comprado apenas meia dúzia de colheres e não umas 10 ou 12. A ver se lhes dou mais uso. A receita original é de um livro de José Avillez, que usou ovas de salmão, que eu não tinha.

Ingredientes:
200 g de requeijão
Ovas de salmão (usei umas ovas pequenas, pretas, a imitar caviar)
20 g de endro
10 g de cebolinho
2 colheres de sopa de sumo de limão (troquei uma das colheres de limão por uma de lima)
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Flor de sal q.b.
Tostas de pão alentejano

Preparação:

Pique o endro e o cebolinho e amasse-os com o requeijão. Tempere com os citrinos, o sal e a pimenta. Afine sabores, juntando mais ervas ou temperos.

Forme pequenas bolas nas suas mãos e deponha o caviar (ou ovas de salmão) no topo com um pouco de flor de sal. Sirva acompanhado de torradas finas de pão alentejano.

13 setembro 2008


Um bom risotto é um prato que demora algum tempo a fazer, mas vale bem a pena. Aqui no blog já temos duas receitas diferentes, e é fácil encontrar - ou inventar - muitas outras. No entanto, que fazer quando no final da refeição sobra risotto? Os italianos encontraram a melhor resposta para esta questão, criando os arancini ('laranjinhas', em italiano), que não são mais do que bolinhas de risotto fritas, geralmente recheadas de queijo.

A receita é muito simples, mas é uma excelente forma de transformar o que sobrar de um bom risotto numa bela entrada (ou mesmo num prato principal) para a refeição seguinte.


Ingredientes (as quantidades dependem de quanto risotto tiver sobrado):
Sobras de risotto
Ovos
Farinha
Pão ralado
Queijo mozarella
Óleo


Preparação:
Prepare um prato com a farinha, uma taça com os ovos batidos (a quantidade depende de quantos arancini for preparar) e outro prato com o pão ralado.

Pegue com as mãos num pouco do risotto e molde uma bola, do tamanho de uma pequena laranja (daí o nome deste prato). Com um dedo, abra um buraco na bola e coloque-lhe dentro um bom pedaço de mozarella (que irá derreter durante a fritura, dando um sabor óptimo aos arancini). Volte a fechar. Passe a bola pela farinha, depois pelo ovo, e finalmente pelo pão ralado. Repita até usar todo o risotto.

De seguida, aqueça o óleo bem quente, baixe o lume e frite os arancini até ficarem bem dourados. Coloque sobre papel absorvente para retirar o excesso de óleo e sirva imediatamente.


P.S. Os arancini da foto ficaram meio espalmados e quebrados - coloquei-lhes uma folha de papel absorvente por cima para retirar o óleo e carreguei um pouco demais (e eles são bastante frágeis...). Paciência - quando voltar a fazê-los, se me lembrar, tirarei nova foto.

28 agosto 2008

Descobri esta receita num livro muito interessante: "Cozinha Rápida para Saborear Devagar", da australiana Donna Hay. É um livro cheio de ideias muito diversas e todas elas rápidas de preparar.

Como tinha figos em casa e uma embalagem de halloumi à espera de uma boa ideia para ser aberta, resolvi experimentar e não me arrependi. É uma entrada muito simples de fazer e que resulta mesmo muito bem.


Ingredientes (4 pessoas):
8 figos
4 fatias de presunto
8 fatias de queijo halloumi
60g de manteiga
pimenta preta


Preparação:
Comece por aquecer o forno a 220º. Enquanto espera, lave e corte os figos ao meio. Corte também as fatias de presunto ao comprido, e embrulhe cada metade de figo num pedaço de presunto. Polvilhe com a pimenta moída na altura.

De seguida, coloque as fatias de halloumi num tabuleiro de ir ao forno e ponha duas metades de figo sobre cada uma. Aqueça ligeiramente a manteiga no micro-ondas e coloque um pedacinho sobre cada metade de figo.

Leve ao forno durante cerca de 12 minutos - ou até o presunto assar e ficar estaladiço.

Sirva em pratos enfeitados com pimenta moída.

14 agosto 2008

A receita é do último número da revista Blue Cooking, mas veio a matar para usar um queijo Halloumi que comprei há dias. A única diferença na minha versão é o vinagre - a vinagreta original era de vinagre de vinho tinto, mas só tínhamos de vinho branco e foi o que usámos. Resultou bem.


Ingredientes (4 pessoas):
2 colheres de sopa de azeite
300 g de queijo halloumi
600 g de cogumelos castanhos grandes
80 g de rúcola

Para a vinagreta:
1 chalota
1 dente de alho
2 colheres de sopa de raspa de limão
1/2 chávena de azeite
1 colher e meia de sopa de sumo de limão
1 colher e meia de sopa de vinagre
sal
pimenta


Comece por preparar a vinagreta. Pique a chalota e esmague o dente de alho. Junte todos os ingredientes numa panela pequena e leve durante 4 minutos a lume brando. Reserve.

De seguida, corte o halloumi em fatias. Leve uma frigideira a lume médio/alto. Deite-lhe uma colher de azeite e frite o halloumi de ambos os lados. Retire e coloque em papel absorvente, para retirar o excesso de azeite. Corte os cogumelos e deite-os na frigideira, deitando também a segunda colher de azeite. Deixe dourar.

Sirva juntando o halloumi e os cogumelos num prato, adicionando a rúcula e temperando com a vinagreta.

28 julho 2008

Apesar de ter a receita num velho livro de cozinha alentejana, nunca me atrevi a fazer cabeça de xara em casa – muito trabalhoso, de certeza – e agora que encontrei cabeça de xara à venda num supermercado nunca devo chegar a experimentar.

Fiz esta receita simples, para um dia quente de verão. Andava há muito tempo a pensar em fazer uma gelatina de vinho do Porto com agar-agar e pensei que o vinho num prato de entradas fazia a figura de “Porto de boas vindas”. Juntei a tira de ananás à carne do porco para dar frescura e ficou o conjunto composto. Depois, não achei que o contraste do Porto com a cabeça de xara realçasse os sabores de ambos, mas digo-vos que ficou óptimo a acompanhar o borrego assado no forno.

De qualquer forma, causa um enorme impacto visual.


Ingredientes:

Para o cone de gelatina de vinho do Porto:

200 ml de vinho do Porto
1 pau de canela
1 semente de cardamomo esmagada (opcional)
1 colher de café de flocos de agar-agar.


Para a cabeça de xara:
6 tiras de cabeça de xara
6 tiras finas de ananás
6 fatias finas de pão alentejano (ou de centeio)
Azeite q.b.


Preparação

Deixe o agar-agar numa chávena com pouca água por 10 minutos. Leve o porto ao lume com os restantes ingredientes para reforçar os sabores de canela e especiarias que o envelhecimento em cascos de carvalho transmitiu ao porto, e deixe levantar fervura. O agar-agar precisa de ferver no vinho por 3 a 4 minutos. Deixe arrefecer. Leve ao frigorífico por 1 hora em cálices cónicos.
Monte o prato como sugerido na foto, desenformando os cones com a ajuda de um palito.

28 junho 2008

É uma receita muito fresca, ideal para dias quentes. Tem origem no Peru, e esta adaptação foge às receitas tradicionais, mas a base de peixe cru, citrinos, cebola e piri-piri está cá.

A ideia base é que o ácido cítrico “cozinha” o peixe e deixa um sabor agradável. Usei camarão, mas um bom robalo, dourada, ou salmão também devem dar resultados agradáveis. É preciso uma preparação com antecedência porque convém dar tempo ao tempo, ou seja, a marinada deve durar pelo menos uma ou duas horas, no frigorífico. Como entrada é uma delícia, mas haverá de certeza quem interprete isto como “estragar bom camarão”. Experimentem, e acho que vão gostar. Ainda por cima, é muito simples de preparar.

Ingredientes:
16 camarões, tamanho 30/40.
Sumo de 3 a 4 limas
½ cebola, picada finamente
1 colher de sopa de pimento verde, picado finamente
1 colher de sopa de pimento vermelho, picado finamente
1 colher de sopa bem cheia de salsa picada (e coentros, se gostar)
1 colher de café de gengibre, picado muito finamente
¼ de colher de café de piri-piri moído
Sal e pimenta quanto baste

Preparação
Esprema as limas para uma taça de vidro. Junte a cebola, os pimentos, a salsa e o gengibre. Descasque os camarões, aproveitando apenas o corpo. Com uma faca grande e apoiando os dedos sobre o camarão, corte-o em 2 ou 3 fatias finas. Junte à marinada. Tempere com o piri-piri, o sal e a pimenta.

Assegure-se que os camarões ficam imersos no sumo. Leve ao frigorífico por umas 2 horas e sirva em pequenas doses, como entrada. Na receita da fotografia, juntei também poejos picados, mas não dei por eles no sabor…




Post Scriptum: O filhote mais novo partiu a máquina fotográfica antiga, pelo que foi o Chef Spadanini a alma solitária do blogue enquanto eu me decidia por comprar uma nova. Agradecimentos ao amigo, e espero compensar com uma revoada de receitas nos próximos meses.

26 junho 2008


Um prato simples e ideal para o Verão. A receita é a que uso e é parecida com a típica receita de amêijoas à Bulhão Pato, embora essa (pelo menos a avaliar pelas versões que encontrei numa pesquisa pelo Google...) não leve cebola. Ainda assim, acho que a cebola fica bastante bem aqui.


Ingredientes (4 pessoas se servido como entrada, 2 como prato principal):
1 kg amêijoas
1 cebola
2 dentes de alho
azeite
100ml vinho branco
1 limão
pimenta
coentros
pão


Preparação:
Antes de mais é necessário deixar as amêijoas de molho em água salgada para que abram e libertem a areia que possam ter. Mude a água algumas vezes para garantir que a areia sai toda.

Entretanto, corte a cebola em rodelas finas e lamine os dentes de alho. Cubra o fundo de um tacho com azeite, deite-lhe a cebola e o alho e leve ao lume. Quando a cebola alourar, deite-lhe as amêijoas, baixe para lume brando e tape o tacho. Deixe 'suar' um pouco - as amêijoas começarão a abrir. Deite o vinho branco, tempere com pimenta, e volte a deixar cozinhar com o tacho tapado. Assim que as amêijoas estiverem completamente abertas, retire do lume.

Nesta altura, pique os coentros. Esvazie o tacho para uma travessa (incluindo o molho), deite os coentros por cima e junte o limão cortado em quartos. Sirva com algumas fatias de pão.

13 maio 2008

Esta entrada é tão simples de fazer que ainda hesitei em colocá-la aqui. A verdade é que foi feita de improviso, hoje ao jantar, mas resultou bem. Gostamos muito de queijo manchego cá em casa - e o azeite de rúcula complementou-o bem.


Ingredientes (2 pessoas):
4 fatias finas de queijo manchego
algumas folhas de rúcula
azeite
flor de sal
pimenta


Preparação:
Lave bem a rúcula e deite as folhas num copo misturador (umas 2 mãos cheias de folhas - não há quantidades certas nesta receita!...). Junte um pouco de azeite - não é necessário muito, apenas o suficiente para decorar o prato (se fizer de mais, não se preocupe, este azeite conserva-se bem no frio). Tempere com flor de sal e pimenta picada no momento. Triture tudo muito bem. Prove (o dedo é o melhor amigo do cozinheiro!) e rectifique o tempero se for caso disso.
Coloque as fatias de queijo no centro dos pratos e acrescente algumas folhas de rúcula. Com a ajuda de uma colher, decore o prato com o azeite, deitando também por cima das fatias de queijo. E está feito!

04 maio 2008

Os rolos de Primavera (chamados Nem Rán no Norte ou Chả Giò no Sul) são uma constante no Vietname. Recheados de formas diversas (com carne, marisco, legumes, ou mistos), são óptimos como entrada ou mesmo como prato principal. E o melhor de tudo: não são difíceis de fazer. Basta misturar os ingredientes, fazer os rolos e fritá-los. A receita tem alguns ingredientes mais difíceis de encontrar, mas hoje em dia já há lojas especializadas em produtos orientais onde se arranjam com alguma facilidade (sugestão para quem está na zona de Lisboa: o Exotic Asia Market, em Sacavém, que já se tornou uma referência obrigatória para este tipo de cozinha).


Ingredientes para os rolos (cerca de 14 rolos):
folhas de papel de arroz redondo para crepes (uma por rolo)
óleo
50g de massa de arroz (dried glass noodles)
1 ovo
250g carne de porco picada
200g camarões descascados
1 cebola pequena
2 chalotas pequenas
1 cenoura pequena
1 mão cheia de cogumelos chineses, de preferência wood ear fungus
sal
pimenta
1 colher de sopa de molho de peixe

Ingredientes para o molho:
60ml água
1 colher de chá de vinagre de arroz
3 colheres de chá de açúcar
1 malagueta vermelha
2 dentes de alho
1 lima
2 colheres de sopa de molho de peixe


Preparação:

Comece por preparar o Nuoc Mam Cham, o molho à base de molho de peixe que servirá para acompanhar os rolos: leve ao lume, num tachinho pequeno, a água, o vinagre e o açúcar e espere até ferver. Retire e deixe que arrefeça. Aproveite para abrir a malagueta, retirar-lhe todas as sementes e picá-la em pedacinhos. Deite a água com o vinagre para uma taça e misture a malagueta picada, os dois dentes de alho também picados, o sumo da lima e o molho de peixe - está pronto!

Agora os rolos. Prepare os ingredientes: coloque os camarões na picadora e pique-os bem; deite a massa de arroz numa tigela com água até ficar mole, retire-a e corte em pedaços pequenos; pique a cebola e as chalotas; corte a cenoura em palitos pequenos; pique os cogumelos; bata o ovo numa tacinha pequena.

Depois de tudo pronto, deite para um recipiente os diversos ingredientes: os camarões, a carne picada, a massa de arroz em pedaços, o ovo batido, a cebola, as chalotas, a cenoura, os cogumelos e a colher de sopa de molho de peixe. Tempere com sal e pimenta (não precisa de muito sal, visto que o molho de peixe já é suficientemente salgado). Misture tudo muito bem.

Para fazer os rolos, mergulhe uma folha de papel de arroz numa tigela com água até a folha ficar macia. Coloque numa superfície seca e alise com os dedos. Pegue numa porção de recheio e coloque-a sobre a folha de papel (não no centro, mas mais junto ao bordo). Dobre o bordo mais próximo sobre o recheio, depois dobre os bordos laterais (fechando assim os lados do crepe) e finalmente enrole sobre a restante massa. Comprima um pouco para que a massa adira bem. Repita com as seguintes folhas até terminar o recheio.

Entretanto, aqueça o óleo numa frigideira ou num wok. Baixe para lume médio e deite-lhe os rolos (não muitos de cada vez - evite que fiquem juntos, para não se pegarem uns aos outros). Deixe fritar durante uns minutos até ficarem dourados e vire-os para fritar do outro lado. Quando estiverem dourados de ambos os lados, retire, escorrendo o óleo e coloque sobre papel absorvente.

Finalmente sirva. Segure em cada rolo com pauzinhos, molhe no Nuoc Mam Cham e delicie-se!

25 fevereiro 2008


Já há uma receita de cogumelos recheados neste blog (aliás, é precisamente a primeira), mas como esta é diferente pareceu-me interessante colocá-la aqui. Fi-la porque este fim-de-semana encontrei uns cogumelos portobello à venda com muito bom aspecto e resolvi levá-los. O recheio foi inventado na hora com base no que tinha em casa - e curiosamente ficou com um ar bastante 'italiano'. Não foi propositado, mas de facto uma mistura de tomate, cebola, chouriço, cogumelos e parmesão ralado serviria perfeitamente para uma bela pizza!...


Ingredientes (2 pessoas):
4 cogumelos portobello
1 cebola
1 tomate
1/4 de chouriço
queijo parmesão
mistura de ervas italianas (opcional)
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Como sempre, comece por preparar os ingredientes: limpe bem os cogumelos (eu aqui sigo uma indicação dada pelo Avental do Gourmet e limpo os cogumelos a seco, sem os passar por água, para evitar que a absorvam e percam o seu sabor), retire-lhes o pé com cuidado e reserve. Pique a cebola, o tomate e o quarto de chouriço, e misture-os numa taça, juntando os pés dos cogumelos, também picados. Aproveite também para ralar o parmesão (pode também comprá-lo já ralado, mas como dizia um conhecido meu, o queijo parmesão quer-se é ralado na hora...).

Leve uma frigideira grill a lume forte e coloque-lhe os quatro cogumelos, com a copa para baixo. Deixe-os grelhar durante algum tempo e vire-os, deixando mais algum tempo. Não os queime, a ideia é só deixar grelhar um pouco. De seguida, retire e reserve.

Coloque um pouco de azeite na mesma frigideira grill, e deite-lhe a mistura de cebola, tomate, chouriço e cogumelos. Tempere com sal e pimenta a gosto (pessoalmente prefiro contenção no sal e generosidade na pimenta) e deixe cozinhar uns minutos. Quando estiver pronto, coloque os cogumelos com a copa para baixo num recipiente de ir ao forno e deite-lhes o recheio por cima. Nesta altura, como tinha uma mistura de ervas italianas à mão, polvilhei os cogumelos com as ervas, o que ajudou ainda mais a dar-lhes o tal toque 'italiano' - se tiver ervas desse tipo à mão, experimente!

Finalmente, coloque uma porção generosa de parmesão ralado por cima e leve ao forno a gratinar. Sirva imediatamente!

17 dezembro 2007

Muito inesperadamente, jantei ostras.

Hoje, enquanto mandava arranjar o tamboril no supermercado, olhei para as ostras metidas entre as douradas de aquicultura e uns camarões cozidos, e pensei que deviam ser caríssimas. Afinal, eram a 5 euros o quilo. Pensei então que já estariam velhas, talvez mesmo estragadas, porque no fundo sou português de gema e desconfio logo de tanta esmola.

Lá comprei o quilo que ainda havia, e deixei-as no frigorífico. Só à noite arranjei tempo para as saborear, frias, com umas meras 4 a 5 gotas de limão por ostra. Deliciosas. Sabem a mar, a oceano, a águas azuis e frias, um prazer. Comi 10!

Preparação:

Não há receita, porque foram comidas cruas, com as ditas gotas de limão, mas deixo algumas recomendações para a sua abertura.

Recorri ao meu livro de sushi, onde lá estavam as explicações essenciais para me orientar. Usei um pano de cozinha dobrado várias vezes para entalar a ostra no meio do pano, firmando tudo com a mão esquerda. Com a direita, encaixei a lâmina da faca de legumes (lâmina curta) na junção traseira da ostra, e com jeito, paciência e pouca força, forcei a lâmina a entrar. Cortei o pé musculoso da ostra e retirei a concha de cima, mais plana. Cortei de seguida o músculo que liga a ostra à concha de baixo, e deitei-lhe as gotas de limão.

Acompanhei com cerveja, que não havia champanhe, e no fim comi uns cubinhos de ananás seco, para contrastar com o sabor intensamente marinho da ostra.
 
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