Mostrar mensagens com a etiqueta Ovo-lacto vegetariano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ovo-lacto vegetariano. Mostrar todas as mensagens

12 maio 2011


Quem acompanha este blog há mais tempo, saberá que eu adoro o queijo halloumi. Originário de Chipre, é um queijo cujo ponto de fusão é bastante alto, e por isso se presta bem a ser cozinhado (grelhado, frito, ...). Esta receita em particular é extremamente simples, mas funciona extremamente bem, principalmente como entrada para uma refeição de tempo quente, como o que faz agora. A gremolada (ou gremolata) é um condimento italiano, utilizado principalmente (mas não apenas) como acompanhamento do ossobuco alla milanese. É uma simples mistura de alho, salsa e limão (no meu caso também com hortelã), mas que fica bastante fresco e aromático - e combina na perfeição com o halloumi.


Ingredientes (2 pessoas):
250g de queijo halloumi
1 limão
1 molho de salsa
1 molho de hortelã
2 dentes de alho
azeite
pimenta


Preparação:
Raspe a casca do limão (apenas o zesto - a parte amarela; não raspe a parte branca que fica por baixo) para uma taça pequena. Esprema metade do limão para a mesma taça. Pegue numa boa porção de salsa e pique muito bem. Faça o mesmo com uma boa porção de hortelã e junte ao limão. Finalmente, pique o alho bastante fino e junte também. Junte um fio de azeite, mexa bem e está pronta a gremolada.

Seguidamente, corte o halloumi em fatias (uma embalagem de 250g dá para umas 6 fatias, mais coisa menos coisa) e parta cada fatia com as mãos em pedaços irregulares. Leve uma frigideira grill ao lume até estar bem quente e deite-lhe os pedaços de halloumi. Polvilhe com um pouco de pimenta preta moída na altura, e vá mexendo com uma colher ou espátula de pau, até os pedaços de halloumi grelharem, ficando dourados nas suas várias faces.

Deite o halloumi para um prato ou travessa de servir e cubra com a gremolada. Sirva com o halloumi ainda quente (misturado com o fresco da gremolada fica óptimo!).

04 maio 2011


Apetecia-me fazer um bolo de morangos, nem sei bem porquê. Provavelmente por já estarmos na sua época e por ter alguns em casa que eram muito bons. O meu problema era não saber como queria fazer o bolo. A primeira ideia, um pouco esotérica, admito (mas que ainda hei-de tentar explorar) era fazer um bolo de morangos que tivesse manjericão (gosto da combinação de ambos), mas acabei por não ir por aí. Consultei o The Flavour Bible em busca de inspiração e vim de lá com duas ideias de sabores para juntar aos morangos - amêndoa e limão. A partir daí fiz algumas pesquisas e fui buscar um bolo de amêndoa e limão da Nigella e um fantástico molho de morangos assados no forno que encontrei no Eat The Love. Casei os dois e o resultado foi este bolo - se o original da Nigella já ficava 'molhadinho', este, com o recheio de morangos, fica ainda melhor.

Uma nota rápida, para terminar: é complicado cortar o bolo a meio porque ele não cresce muito (daí ter ficado quebrado por cima, como se vê na foto). Provavelmente usando duas formas ou fazendo mais quantidade tornar-se-á mais fácil.


Ingredientes:

Para o bolo:
225g de manteiga sem sal
200g de açúcar
225g de amêndoas em pó
50g de farinha sem fermento
4 ovos
raspa e sumo de dois limões
açúcar em pó (para decorar)


Para o molho de morangos:
900g de morangos
1/4 de chávena de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
2 colheres de sopa de vinho tinto
2 paus de canela
pimenta preta
extracto de baunilha


Preparação:
Comece pelo molho de morangos. Ligue o forno a 135º. Lave as morangos, retire o pé, e corte-os em quartos. Deite-os numa taça grande, junte umas gotas de extracto de baunilha, o açúcar, o balsâmico, o vinho e os paus de canela. Junte pimenta preta a gosto, triturada na altura. Mexa com cuidado (para não quebrar os morangos), até todos os ingredientes estarem bem misturados. Deite num recipiente de ir ao forno (forrado com papel vegetal) e deixe assar durante pelo menos 2 horas, mexendo de vez em quando, até o molho engrossar. Reserve.

Agora o bolo. Desta vez, aqueça o forno a 180º. Deixe amolecer a manteiga (ou use o microondas) e bata-a num recipiente grande com o açúcar, até começar a embranquecer. Junte um ovo e aproximadamente um quarto da farinha, batendo bem com a batedeira. Junte o segundo ovo e mais um quarto da farinha, batendo sempre, e repita até ter incorporado os quatro ovos e toda a farinha. Junte agora as amêndoas em pó e envolva no preparado (agora sem bater). Finalmente junte a raspa e o sumo dos limões e misture novamente (a Nigella junta essência de amêndoas, mas não me pareceu essencial para o resultado final).

Deite o preparado numa forma redonda e leve ao forno até estar pronto - no meu forno demorou cerca de 40 minutos. Quando um palito vier praticamente seco, é hora de retirar.

Deixe arrefecer, corte o bolo ao meio e retire com cuidado a parte de cima. Cubra a metade de baixo com o molho de morangos e volte a cobrir com a parte superior do bolo. Cubra com açúcar em pó.

01 maio 2011

Sou pouco versado em receitas de Verão, mas faço kms para ir comer um bom peixe grelhado e uma salada bem feita. Adora que o Verão ameaçava começar decidi fazer algo que não fazia há anos, mas que é simples e associo sempre a Verão – guacamole. De origem mexicana, o guacamole tem inúmeras variantes, e a que faço é muito simples e fresca, e serve de acompanhamento a pratos como chili con carne, ou carnes grelhadas no carvão.

Para 6 pessoas:
2 peras abacate muito maduras
3 tomates pequenos (250 a 300 gramas)
3 a 4 colheres de sopa de ervas aromáticas picadas (salsa e coentros, e uma folha de hortelã)
3 colheres de sopa de pimentão cortado em brunoise
Molho piri-piri q.b.
Sumo de 1 lima
1 embalagem de tiras de milho
Sal e pimenta q.b.

Preparação:
Corte os abacates ao meio e retire o caroço. Remova a polpa com uma colher, sem danificar as cascas, que aproveitará para a apresentação. Esmague a polpa com uma mão, entre os dedos, até ficar com uma pasta suave mas com muitos grumos. Corte os tomates em brunoise (cubinhos pequenos) removendo as sementes. Junte os ingredientes a pouco e pouco à polpa de guacamole, afinando os sabores.
Sirva dentro das cascas de guacamole, e reserve alguns ingredientes como pimentão, ervas e fatias de lima para decorar o guacamole com cores vivas.

08 março 2011


Desde que uns amigos me ofereceram um saco de fogaças de presente que ando com ideia de experimentar fazê-las em casa. As fogaças, típicas de Alcochete, são um bolo simples, mas com um sabor óptimo a canela e limão, bem cozidas por fora e encruadas por dentro.
Pesquisando por receitas na Internet, encontram-se variadas variações da mesma receita, apenas com uma ou outra alteração ocasional - praticamente todas têm as mesmas proporções: 1 parte de farinha, 0,70 de açúcar e 0,25 de manteiga. Sendo assim, peguei nessas proporções e experimentei, com bom resultado. Aqui fica a receita.


Ingredientes:
500g de farinha sem fermento
350g de açúcar amarelo
125g de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de canela
raspa de 1 limão
1 gema de ovo
água tépida


Preparação:
Peneire para uma tigela grande a farinha e o açúcar, misturando-os bem. Junte canela (coloquei a olho, aproximadamente duas colheres de sopa), a raspa de limão e a manteiga amolecida. Vá juntando água a pouco e pouco e mexendo bem, até a massa começar a ligar. Amasse com as mãos, como se fizesse massa de pão. Se estiver demasiado húmida junte farinha até ficar no ponto.

Faça bolinhas pequenas de massa e coloque num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal. Pincele com a gema e leve ao forno bem quente - a ideia é que cozam bem por fora mas se mantenham pouco cozidas por dentro. Tenha em atenção que as fogaças ainda cozem um pouco depois de sairem do forno.

02 março 2011

Receita tradicional alentejana, simples e saborosa, do livro de António Nobre, Chef dos restaurantes dos hotéis Mar d’ar em Évora. Eu tinha pouco pão alentejano, que desapareceu vorazmente em torradas com manteiga e em fatias cobertas de marmelada e queijo, pelo que para esta receita usei tanto o miolo como a côdea. Ficou igualmente saboroso, mesmo que tenha tido de usar a varinha mágica para triturar melhor o pão – para pequenos males, pequenos remédios.

Preparação:

Ensope o pão no leite a ferver. Numa taça bata as gemas e o açúcar e junte canela e raspa de limão. Adicione tudo ao leite fora do lume, mexendo bem com uma colher de pau. Deixe arrefecer totalmente, ficando uma papa grossa. Envolva o preparado com as claras batidas em castelo, com cuidado para não perder muito ar. Coloque em pequenas taças individuais, e sirva frio polvilhado de canela.

Ingredientes para 8 pessoas:

5 dl de leite
200 g de miolo de pão alentejano
150 g de açúcar
4 gemas de ovos
Raspa de limão q.b.
4 claras
Canela em pó q.b.

16 dezembro 2010


Já tinha esta receita em lista de espera há algum tempo. Encontrei-a no livro "The Accidental Vegetarian", uma muito interessante colecção de receitas vegetarianas de Simon Rimmer. O próprio autor indica que se só pudermos fazer uma das receitas do livro, esta deverá ser a escolhida - e depois de a fazer percebe-se porquê. O recheio do strudel é óptimo, e conjugado com o molho (que só por si faria valer a pena o prato - é a junção perfeita do ácido da cebola, do picante do Porto, do encorpado do vinho, do sabor dos cogumelos...) dá um prato incrivelmente saboroso e decididamente capaz de convencer quem ainda acha que a comida vegetariana não tem piada...

Nota: Reduzindo as quantidades e o tamanho dos strudels, facilmente se pode usar esta receita como entrada.


Ingredientes (2 pessoas):

175g de cogumelos brancos fatiados
3 dentes de alho
100g de alho francês
125g de queijo ricotta
125g de queijo-creme (de preferência com algum teor de gordura, sem ser light)
2 tomates
12 rectângulos de massa filo com cerca de 23x15 cm
0,75dl de vinho tinto
1 folha de louro
1 cebola grande
vinho do Porto
100ml de caldo de legumes
manteiga
azeite
sal
pimenta preta


Preparação:
Prepare os ingredientes: corte os cogumelos em pedaços, esmague os dentes de alho, lave bem e corte em pedaços o alho-francês, pele e corte em cubos os tomates e corte a cebola em rodelas finas.

Comece pelo recheio dos strudels: salteie durante alguns minutos 100g de cogumelos num fio de azeite, com 1 dente de alho esmagado, sal e pimenta. Retire os cogumelos e coloque-os em papel absorvente para retirar o excesso de azeite e aproveite a mesma frigideira para saltear o alho-francês por mais alguns minutos. De seguida, misture bem os dois queijos num recipiente até obter uma mistura suave. Tempere com sal e pimenta, e junte os cogumelos, o alho-francês e os tomates. Leve ao frigorífico durante cerca de duas horas.

Após esse tempo, aqueça o forno a 200º. Coloque quatro folhas de massa filo numa superfície enfarinhada. Pincele-as com manteiga previamente derretida e coloque mais quatro folhas sobre as primeiras. Pincele também estas e sobreponha-lhes as últimas quatro folhas. Destas, pincele apenas os bordos. Coloque uma porção de recheio ao fundo de cada uma das folhas; dobre as folhas sobre o recheio, fechando o strudel; feche bem os lados, para o recheio não sair, e termine de enrolar, obtendo uma espécie de pastel. Pincele com manteiga. Coloque os quatro strudels num tabuleiro e leve ao forno por cerca de 25 minutos ou até estarem dourados.

Para fazer o molho, leve o vinho com a folha de louro a lume médio até reduzir para metade do volume. Reserve. Numa frigideira aqueça um fio de azeite e deite as cebolas, os restantes cogumelos e os restantes dentes de alho, temperando com sal e pimenta. Cozinhe até a cebola amolecer. Deite um golo grande de vinho do Porto e espere até que reduza para metade, juntando nessa altura o vinho tinto. Assim que começar a ferver deite o caldo de legumes. Espere que ferva novamente e deixe cozinhar em lume brando/médio durante cerca de um quarto de hora. No final, deite uma noz de manteiga e deixe derreter, misturando bem, para que fique brilhante.

05 dezembro 2010


Isto pode parecer estranho, mas nunca até hoje eu tinha tentado fazer uma mousse de chocolate. Para ser sincero, não é das minhas sobremesas preferidas. Gosto de uma boa mousse, mas raramente é a minha primeira escolha numa lista de sobremesas, a menos que esteja num daqueles dias em que me apetece mesmo aumentar o índice de cacau no sangue. Hoje era um desses dias. Para me estrear, resolvi aproveitar a dica que a Inês do oh-so-quiet (um blog recomendado!) me tinha dado em tempos, e segui a receita da Mousse de Chocolate à Americana da verdadeira bíblia que é o Livro de Pantagruel.

A receita não é complicada, mas exige muito tempo de batedeira na mão. Só posso garantir que vale a pena. É das mais cremosas e suaves mousses que já comi, e fica definitivamente na lista de sobremesas a repetir. A única alteração que fiz à receita original foi reduzir 20g de açúcar (por norma reduzo sempre o açúcar nas receitas de doces - e nesta não me parece que tenha feito grande falta).


Ingredientes:
100g de chocolate preto
80g de açúcar
200g de manteiga sem sal
4 ovos
1,5 colheres de sopa de leite

Preparação:
Parta o chocolate em pedaços pequenos, de preferência com uma faca de serrilha (uma faca de cortar pão é o ideal). Junte-lhes a colher e meia de leite e derreta em banho-maria. Junte num recipiente à manteiga (convém deixá-la amolecer previamente) e bata com uma batedeira eléctrica durante cerca de 7 a 8 minutos. Passado esse tempo, junte o açúcar e bata novamente por mais 7 a 8 minutos.

De seguida, parta um ovo, separe a gema da clara, e junte a gema ao preparado de chocolate. Bata com a batedeira durante cerca de 3 a 4 minutos. Repita com os restantes ovos, juntando as gemas uma a uma (e batendo sempre após juntar cada gema) e guardando as claras à parte.

Finalmente, bata as claras em castelo bem firme. Envolva cuidadosamente (sem mexer!) no preparado de chocolate. Deite no recipiente em que vai servir e leve ao frigorífico para esfriar.

Se preferir, decore com raspas de chocolate.

22 junho 2010


De tempos a tempos invento uma nova forma de comer arroz doce, procurando reforçar os sabores da canela e do limão. Desta vez, aumentei a cremosidade com muito mais leite, tanto que o arroz se tornou secundário. Juntei-lhe lemon curd e assim nasceu o doce de arroz doce. No dia seguinte ainda sabe melhor. Lamentavelmente, das duas vezes que fiz na semana passada, nunca durou 2 dias… o que é bom acaba depressa! J

Para 6 a 10 gulosos.

Arroz doce:
300 g de arroz
400 g de açúcar
2 litros de leite
6 cascas de limão
3 paus de canela.
3 colheres de sopa de custard
Água e sal q.b.

Lemon curd:

1 limão grande
1 ovo
75 g de açúcar
60 g de manteiga sem sal
1 colher de sopa rasa de farinha maizena


Preparação:
Numa panela grande coza o arroz em pouca água com as cascas de limão e uma pequena pitada de sal, deixando-o mal cozido. Junte a canela e litro e meio de leite deixando cozer em lume brando. Quando estiver grosso, dilua a farinha de custard (dá um tom amarelo e ajuda a espessar o creme) num pouco de leite e junte o restante meio litro de leite e todo o açúcar à panela. Fica a apurar alguns minutos, mas o resultado será ainda razoavelmente caldoso.

Para o lemon curd bata o ovo com o açúcar, a raspa e sumo do limão, a margarina Vaqueiro, e a colher de maizena. Leve a lume brando, evitando que ferva, por 6 a 8 minutos, deixando engrossar. Baixe o lume para o mínimo e deixe cozinhar por mais 1 a 2 minutos.

Disponha o arroz em travessas. Com um saco de pasteleiro espalhe um pontilhado de gotas grossas de lemon curd e polvilhe tudo com canela. Depois de arrefecer leve ao frigorífico.

05 abril 2010


Este risotto extremamente aromático é uma excelente forma de trazer algo diferente aos sabores típicos do risotto italiano. A receita é inspirada na do livro 'The Accidental Vegetarian', de Simon Rimmer. E digo 'inspirada' por dois motivos: Rimmer usa folhas de lima Kaffir na tapenade, que eu não encontrei, e por isso resolvi duplicar o número de limas da receita (sumo e raspa); por outro lado, a técnica de risotto de Rimmer é diferente da que conheço e não me convenceu (natas no risotto?...), por isso fi-lo tal como costumo fazer os meus, e saiu no ponto certo.

Ingredientes (4 pessoas):

Para o risotto:
4 chalotas
1 dente de alho
3 talos de erva-príncipe
500g de arroz para risotto
100ml de vinho branco
2l de caldo de legumes
azeite
sal
pimenta
1 lima

Para a tapenade:
2 limas
100g de azeitonas verdes, descaroçadas
1 colher de sopa de alcaparras
alguns talos de coentros
1 dente de alho
azeite


Preparação:
Comece pela tapenade, até porque assim que começar a fazer o risotto não poderá pegar em mais nada... Raspe a casca das limas para o copo de um robot de cozinha e esprema o seu sumo para o mesmo copo. Junte as azeitonas, as alcaparras, o dente de alho e os talos de coentros picados. Pique até ficar grosseiramente misturado. Misture o azeite e volte a picar. Junte azeite até ficar com a consistência que preferir. Junte sal e pimenta, se achar necessário. Deite numa tigela e reserve.

Agora o risotto. Corte as chalotas e pique o dente de alho. Deite ambos numa panela alta, junte um fio de azeite e deixe cozinhar em lume brando, até amolecerem. Bata na erva-príncipe com as costas de uma faca, para que liberte o seu aroma, e junte à panela, misturando bem. Finalmente, deite o arroz, envolva bem no refogado e deixe cozinhar um pouco. Junte o vinho e mexa bem até que o arroz o absorva na totalidade.

Junte uma colher de caldo de legumes e mexa constantemente até o arroz absorver o caldo. Nessa altura, junte mais uma colher e repita. Continue assim durante alguns (vários...) minutos, até o arroz estar al dente. Rectifique os temperos, mexendo sempre, e finalmente deite a tapenade no arroz, mexendo bem.

Sirva com um pouco de raspa de lima por cima.

23 março 2010


A receita é do chef Jamie Oliver (ou da sua avó, como ele diz no livro Cook With Jamie, provavelmente o meu preferido de entre os vários que ele já lançou). É um bolo muito interessante - a textura das amêndoas na massa é muito interessante e o sabor intenso do limão (na massa, na calda, na cobertura) "enche" todo o bolo e torna-o irresistível (bem, pelo menos para mim, que adoro limão em praticamente todo o tipo de doces).

Uma nota sobre as sementes de papoila, visto que tive alguma dificuldade em comprá-las: ainda não é fácil encontrá-las em super ou hipermercados, mas encontram-se bem nas lojas de produtos dietéticos. Em Lisboa consegui encontrá-las numa das lojas do Celeiro.


Ingredientes:
Para a massa:
115g de manteiga sem sal
115 de açúcar
4 ovos
180g de amêndoas trituradas
30g de sementes de papoila
2 limões
125g de farinha com fermento

Para a calda:
100g de açúcar
90ml de sumo de limão

Para a cobertura:
225g de açúcar em pó
1 limão


Preparação:
Comece por aquecer o forno a 180º. De seguida, alguma preparação: forre uma forma circular com papel vegetal untado com manteiga, tire a raspa dos limões e esprema-lhes o sumo. Reserve.

Coloque a manteiga (amoleça-a no micro-ondas, se necessário) numa tigela grande, juntamente com o açúcar e bata com a batedeira eléctrica até ficar cremoso. De seguida junte os ovos separadamente, batendo bem cada um deles com o resto da mistura. Deite as amêndoas trituradas, as sementes de papoila, a raspa e o sumo do limão e a farinha, misturando tudo muito bem até obter uma massa homogénea. Verta a massa para a forma que preparaou e leve ao forno durante cerca de 40 minutos (faça o teste do palito). Assim que estiver cozido, retire do forno, deixe arrefecer e desenforme.

De seguida, prepare a calda, aquecendo o sumo de limão com o açúcar num tachinho até que o açúcar dissolva. Faça vários buracos no topo do bolo com um palito e verta a calda por cima, para que esta entre na massa e a torne bem embebida.

Finalmente a cobertura - misture o açúcar em pó com a raspa e o sumo do limão. A ideia é ficar com uma consistência pastosa e não líquida, caso contrário a cobertura escorrerá por todo o bolo e não ficará em condições. Deite a cobertura sobre o bolo e espalhe com a ajuda de uma colher, deixando escorrer lentamente pelos bordos. Está pronto a servir!

24 fevereiro 2010


Às vezes há receitas que se encontram na Internet a que é impossível resistir. O 'Bolo de chocolate para agradar multidões' que a Patrícia Scarpin publicou no Technicolor Kitchen foi um desses casos, pelo menos para mim. Experimentei-o e não me desiludi, é um belo bolo de chocolate! A Patrícia sugere acompanhá-lo de crème fraîche ou chantilly, mas eu acrescento uma sugestão: uma fatia de bolo acompanhada de uma bela colherada de iogurte grego natural e de alguns frutos vermelhos. É uma combinação perfeita!


Ingredientes:
125g de avelãs
80g de farinha de trigo
22g de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
280g de chocolate negro
200g de manteiga sem sal
1,5 colheres de sopa de café expresso
5 ovos
218g de açúcar


Preparação:
Prepare os ingredientes: triture finamente as avelãs, pique o chocolate em pedaços pequenos (na picadora ou usando uma faca grande de pão, que é óptima para cortar chocolate!), separe as gemas das claras dos ovos, e corte a manteiga em pedaços (se necessário, amoleça-a 5 ou 10 segundos no microondas).

Ligue o forno a 180º e prepare uma forma, untando-a com manteiga e forrando com papel vegetal (untando-o também).

De seguida, comece a preparar a massa: num recipiente junte as avelãs com a farinha, o cacau e o fermento. Misture bem e reserve. Noutro recipiente derreta o chocolate com a manteiga e o expresso (o ideal é em banho-maria, embora também o possa fazer no micro-ondas - neste caso tenha muito cuidado para não queimar o chocolate, caso contrário não terá forma de o recuperar!...). Assim que estiver derretido e misturado, deixe arrefecer uns minutos e junte as 5 gemas, mexendo bem.

Bata agora as claras até começarem a ficar firmes e continue a bater, juntando o açúcar a pouco e pouco. Obterá um merengue firme. Com uma espátula, vá envolvendo com cuidado o merengue na mistura de chocolate derretido. Por fim, junte a mistura de avelãs, farinha, cacau e fermento que tinha reservado. Misture bem, deite na forma e leve ao forno por cerca de 35 minutos. Use um palito para testar a massa, não deixando assar demasiado.

Retire do forno. Depois de arrefecer desenforme, polvilhe com cacau e está pronto a servir!

16 fevereiro 2010


Ao folhear o livro 'One Perfect Ingredient', de Marcus Wareing (já dele falámos aqui e aqui), esta receita chamou-me a atenção. Eu nunca fui grande fã de beringelas, mas as especiarias e os restantes ingredientes da receita prometiam. E tenho de admitir que fiquei surpreendido - é uma refeição simples de fazer, muito aromática e que vale por si.
Atenção apenas a um ponto - com estas quantidades de pimenta, a receita fica picante. Se isso não vos agradar, cortem na pimenta caiena.

Ingredientes:
2 colheres de chá de cominhos
1/2 colher de chá de canela moída
1/2 colher de chá de pimenta caiena
1/2 colher de chá de pimenta preta moída
azeite
2 beringelas
2 colheres de chá de tomate em puré
100ml de caldo de legumes
300g de iogurte grego natural não açucarado
sal
pimenta
coentros


Preparação:

Lave as beringelas e corte-as às rodelas. Espalhe-as num tabuleiro e polvilhe-as com sal grosso. Deixe-as repousar durante cerca de 30 minutos, para libertarem os sucos amargos que contêm. Passado esse tempo, lave-as bem e corte-as aos cubos.

Leve uma frigideira grande a lume brando e deite-lhe as especiarias (cominhos, canela e as duas pimentas). Aqueça-as por cerca de 2 ou 3 minutos até começarem a libertar aroma. Deite um fio de azeite e junte as beringelas. Tempere com um pouco de sal, mexa bem e deixe cozinhar em lume médio/alto até as beringelas ficarem douradas (cerca de 5 a 8 minutos).

Nesta altura, junte o tomate e o caldo de legumes e mexa para misturar bem. Tape a frigideira com uma tampa e deixe cozinhar até as beringelas estarem macias - demorará cerca de 10 minutos (vá mexendo de vez em quando). Prove e corrija os temperos, se necessário.

Finalmente, deite o iogurte grego sobre as beringelas e misture-o com o molho. Corte os coentros em pedaços, espalhe por cima e sirva imediatamente.

02 fevereiro 2010

O saco das castanhas congeladas andava ali pelo congelador a pedir ideias. Passaram-se meses. A cara-metade perguntava para que seriam as castanhas, e eu sem respostas. Até que a receita certa, italiana, do livro do Chef Gemelli, me deu a solução. Receita prática – não é preciso fazer uma base em massa – e simples de preparar, fica vistosa. O sabor é delicado, suavemente doce, que a castanha não é dada a grandes doçuras. Por não enjoar, cai-se na tentação de mais uma fatia.

Ingredientes:

400 g de castanhas cozidas
100 g de miolo de amêndoa
200 g de açúcar
100 g de manteiga sem sal
4 ovos inteiros
Raspa de 1 limão
Açúcar em pó para decorar

Preparação:

Coza as castanhas (compre congeladas sem pele) em água com um pouco de sal e erva doce. Reduza a puré, com um garfo ou batedeira. Triture o miolo de amêndoa para obter uma farinha grossa. Separe as claras das gemas. Bata as gemas com o açúcar, e adicione a manteiga derretida e a raspa do limão. De seguida junte as amêndoas e as castanhas em puré e envolva tudo nas claras, já batidas em castelo.

Unte uma forma de tarde com manteiga e farinha, e leve a massa a cozer ao forno a 180 ºC por uma meia hora. Decore generosamente com açúcar em pó.

31 janeiro 2010


Esta receita nasceu por puro acaso. A minha ideia era fazer a panna cotta de hortelã que já aqui coloquei, mas à última hora descobri que não tinha hortelã e, ao olhar à volta na cozinha em busca de ideias, acabei a olhar para o vaso do manjericão e a pensar 'porque não?...'. E ainda bem que o fiz. A infusão de manjericão dá um sabor inesperado, mas subtil e agradável à panna cotta, a comprovar mais uma vez a enorme versatilidade desta simples sobremesa italiana. Quanto aos morangos, são um bom complemento - manjericão e morangos é uma combinação que raramente resulta mal.

A receita é praticamente igual à versão de hortelã, mas resolvi colocá-la na mesma aqui no blog, porque a diferença de sabor que o manjericão traz vale por si só.


Ingredientes (4 pessoas):
500ml de natas (para chantilly)
75g de açúcar
3 folhas de gelatina
algumas folhas de manjericão

Para o molho de morangos:
100g de açúcar
50ml de água
alguns morangos (pode usar congelados, se não estiver na época certa)


Preparação:

Como disse, a preparação é praticamente igual à da panna cotta de hortelã: deite num tacho as natas, o açúcar e as folhas de manjericão cortadas grosseiramente e leve a lume brando, sem deixar ferver. Retire do lume, coloque a tampa no tacho e deixe em infusão durante perto de uma hora.

Passe através de um passador para outro recipiente, deitando fora o manjericão. Coloque a gelatina em molho numa tigela com água até amolecer. Retire-as, escorrendo bem, e junte às natas, dissolvendo-as completamente. Deite em formas individuais e leve ao frigorífico de um dia para o outro.

Na altura de servir, prepare o molho, levando a água e o açúcar ao lume num tachinho. Assim que levantar fervura, espere cerca de 5 minutos e junte os morangos, envolvendo-os bem na calda, que deverá ficar avermelhada. Deite por cima da panna cotta e sirva.

23 novembro 2009

Passámos quase 1 ano até publicar a primeira receita classificada como “doçaria” aqui no blog e agora até parece que não sabemos fazer outra coisa! A ver se para a semana aparece aqui a receita de garoupa corada com migas soltas e cogumelos – uma delícia que conjuguei há pouco tempo mas que estava boa demais para esperar pela fotografia.

Este leite-creme é uma receita simplificada que recebi, e que nem leva o proverbial açúcar queimado. Mesmo assim, espalhei açúcar branco nas tacinhas e levei à grelha do forno por uns minutos para derreter o açúcar, e valeu mesmo a pena o trabalhinho adicional.

Ingredientes:
8 gemas
2 chávenas de açúcar amarelo
2 litros de leite
1 chávena de custard (farinha de amido de milho)
2 paus de canela
4 cascas de limão


Preparação:
Bata as gemas com o açúcar. Dilua a farinha custard juntando leite a pouco e pouco. Junte todos os ingredientes numa panela e leve ao lume a engrossar e espalhe em travessas ou taças, aromatizando com canela.

Antes da canela, pode deitar açúcar branco e levar à grelha do forno a derreter o açúcar. Quando este fizer bolhinhas ou ganhar cor pode retirar do forno e deitar a canela. Sirva ainda quente.

21 novembro 2009

Quando chega o dia de todos os Santos, em Novembro, a minha mãe ainda faz as merendeiras de batata doce, que depois partilha com as vizinhas. Decidido a registar a tradição familiar, lá consegui que ela me desse a receita, com o bónus de ela ter arranjado junto de uma vizinha a receita das broas de mel, típicas da zona de Castelo Branco. Mas essas, a seu tempo, que hoje registo os sabores da minha infância – merendeiras de batata doce.

São muito simples de fazer, exigem apenas algum tempo livre porque entre cozer batatas doces e levar todas as merendeiras ao forno não deve ser menos de 2 horas.


Ingredientes:
2 kg de batata doce
1 kg de farinha
700 g de açúcar branco
1 colher de sobremesa de fermento em pó (pó royal)
1 colher de sobremesa  cheia de canela
1 ovo
300 g de miolo de noz
150 g de sultanas
Outros frutos secos, a gosto.
Raspa de 1 limão
Sal q.b.

Preparação:
Coza as batatas, sem pele, mas carregue no sal. Escorra as batatas e esmague-as com um garfo grande. Misture a farinha com o fermento e a canela e adicione às batatas, juntamente com o açúcar e a raspa de limão, e depois o ovo batido, tendendo a massa. Junte mais farinha se precisar. Incorpore todos os frutos secos – nozes, sultanas e outros que queira.

Aqueça o forno a 160 ºC. Prepare um tabuleiro com papel vegetal e alguma farinha. Faça bolas de massa, do tamanho de um ovo grande e espalme-as um pouco no tabuleiro. Devem ficar com um ar rústico. Leve ao forno até terem uma boa cor tostada. Faça vários tabuleiros – deve ficar com umas 40 merendeiras.

Coma ao pequeno-almoço, ao lanche, à noite, e quando lhe apetecer. Não é particularmente doce, mas é guloso. Experimente!

15 novembro 2009


Encontrei esta receita no fantástico blog italiano Anice & Cannella . A fotografia que acompanhava a receita era tão convidativa que tive de experimentar - ainda por cima tiramisù, um dos grandes doces italianos, e que tantas vezes é feito de forma inferior. Não é o caso desta receita: é simples de fazer, e ainda assim com um resultado óptimo. Só fiz uma pequena alteração em relação à receita original - reduzi uma colher de açúcar.


Ingredientes (4 pessoas):
500g de queijo mascarpone
5 gemas
4 claras
4 colheres de sopa de açúcar
o equivalente a 6 chávenas de café
cacau em pó
chocolate negro cortado em pedaços pequenos
300g de palitos la reine ou equivalentes


Preparação:
Numa tigela grande, bata as gemas juntamente com o açúcar até começar a fazer espuma. Junte o mascarpone e bata em velocidade baixa até estar bem misturado.

Entretanto bata à parte as claras em castelo bem firme. Junte-as a pouco e pouco ao creme de gemas e mascarpone, envolvendo-as bem, mas tentando não as quebrar.

Finalmente, no recipiente em que irá servir, comece a montar o tiramisù: passe os palitos la reine pelo café, apenas do lado do açúcar e sem embeber demasiado. Disponha-os numa primeira camada no fundo do recipiente, com o açúcar para cima (assim o café vai-se entranhando no biscoito, amolecendo-o). Cubra com uma camada de creme de mascarpone, polvilhe com cacau e espalhe alguns pedaços de chocolate. Repita com mais uma camada de biscoitos, seguida de creme, cacau e chocolate. Repita mais uma vez, terminando com o creme, cacau e chocolate.

Leve ao frigorífico e sirva frio.

25 outubro 2009

Bom, confesso que a foto não corresponde exactamente à receita. As ditas “lágrimas” são a minha recomendação, depois de vários recuos face à criatividade original. Tentei cortar a gelatina de vinho do porto em tiras (como se fosse massa tagliatelle) mas estava pouco firme. Mudei para cubinhos mas na prova percebi que aquilo era Porto a mais e arroz doce a menos. É isso que se vê na foto.

Faça a dita gelatina de vinho do Porto, mas ponha apenas umas “lágrimas” no arroz doce – meras gotas dispersas aqui e ali – 10 a 20 lágrimas grossas numa travessa de arroz doce, que são um excelente contraponto ao adocicado do arroz doce. Vale a pena!

O arroz fica a “dois tempos”, porque primeiro prova-se o arroz tradicional, e depois vem o creme de arroz doce, que é o arroz doce já feito, mas triturado e com natas aromatizadas com raspa de lima. Fica cremoso, obtendo-se assim duas texturas e aromas distintos.

Vamos à receita, então.

Ingredientes:

Para o arroz doce:

300 g de arroz carolino
300 g de açúcar branco
1,5 L de leite gordo
3 cascas de limão
2 paus de canela

Para o creme de arroz doce:

2 dl de natas frescas
2 colheres de sopa de açúcar
Raspa de 1 lima

Para as lágrimas de vinho do Porto:

0,5 dl de vinho do Porto
1 colher de sopa de açúcar
1 folha de gelatina
1 pau de canela


Preparação:

Coza o arroz em água com uma pitada de sal. Junte o leite, o açúcar, as cascas de limão e os paus de canela. Deixe apurar. Quando achar que ainda deve faltar mais uns 5 minutos ao lume, desligue – queremos o arroz mais cremoso. Separe metade do arroz doce, retirando as cascas de limão e os paus de canela. Ponha em travessas ou taças individuais, mas deixando metade do espaço por ocupar.

Bata as natas com o açúcar e com a raspa de lima. Junte à metade de arroz que ainda está na panela e mexa. Triture tudo, de preferência no copo liquidificador – fica mais fino do que com uma varinha mágica. Junte agora este arroz ao que já está nas travessas ou taças, mantendo-os separados ou por camadas. Na foto o creme de arroz doce está mais à direita, como se nota pela textura.

Aqueça o vinho do Porto com o açúcar e o pau de canela. Derreta a folha de gelatina dentro do Porto quente. Leve a esfriar numa pequena taça. Deite gotas sobre as travessas de arroz doce.

05 setembro 2009

Um bolo perfumado a hortelã – gostei. A ideia nasceu depois de uma experiência desastrada com um bolo de rúcula. A leitura da receita já não me tinha deixado muito confiante e o resultado foi uma espécie de quiche de vegetais com açúcar. Horrível. Ficou por experimentar o bolo de agrião que veio da mesma fonte e lembrei-me que a hortelã, com conta, peso e medida, seria uma ideia inovadora. Enganei-me – o Google mostrou-me que já muita gente tinha inovado com bolos de hortelã. Escolhi uma receita brasileira que parecia a mais divulgada e correu muito bem – um bolo grande, perfumado, molhado por dentro.
Nesta pesquisa descobri também (ai santa ignorância a minha) que há um bolo de haxixe, muito apreciado, chamado Space cake, mas esse eu passo ao lado.

Ingredientes:
1/2 xícara (chá) de folhas de hortelã (a receita original tinha 1 xícara inteira de folhas);
1 xícara (chá) de água para o chá;
2 xícaras (chá) de açúcar;
1/2 xícara (chá) de óleo (eu usei azeite)
3 maçãs (usei maçã golden);
3 ovos;
3 xícaras (chá) de farinha;
2 colheres (sopa) de hortelã picada;
1 colher de chá bem cheia de fermento em pó.

Preparação:

Faça um chá fortíssimo com a meia xícara de folhas de hortelã e a água. Reserve. No copo liquidificador junte o chá (tirei a maioria das folhas mas a receita sugeria deixar ficar todas as folhas) com o açúcar, o azeite as maçãs descascadas (guarde as cascas!) e os ovos. Verta numa taça e junte agora a farinha e o fermento, as cascas das maçãs picadas, a e a hortelã picada.

Leve ao forno pré-aquecido a 190 ºC em forma untada de manteiga. Passados 10 minutos reduza para 160 e mantenha no forno por mais 30 a 35 minutos. Deixe arrefecer um pouco e desenforme. Decore com hortelã.

O bolo, muito grande, não ficou pronto nos 30 minutos de forno da receita original, mas as formas e fornos variam, pelo que recomendo olho vivo no bolo a partir da meia hora.

Servi às visita com chá de menta, e toda a gente apreciou.

19 agosto 2009


Para aqueles dias em que não há grandes ideias para acompanhamentos, esta receita é ideal: simples de fazer e saborosa. Retirei-a de um livro muito interessante - "One Perfect Ingredient", de Marcus Wareing (já há uma tradução portuguesa, com o nome "O Ingrediente Perfeito"). Vale a pena experimentar.


Ingredientes (4 pessoas):
1kg de batatas novas pequenas
100ml de azeite
1 cabeça de alho
100g de azeitonas pretas sem caroços
raspa de 1 limão
rosmaninho
sal
pimenta


Preparação:
Comece por aquecer o forno a 200º (180º com ventoinha).
Coloque as batatas num pirex e regue com o azeite. Junte o rosmaninho, misture bem, e tempere com sal e pimenta, levando ao forno por cerca de 40 minutes. A meio do tempo, junte os dentes de alho, sem pele, espalhando-os pelo tabuleiro.
Depois de pronto, retire do forno, junte as azeitonas e polvilhe com a raspa do limão. Está pronto a servir!
 
© 2012. Design by Main-Blogger - Blogger Template and Blogging Stuff