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23 maio 2010


Uma receita simples, muito saborosa e leve - ideal para os dias quentes!


Ingredientes (2 pessoas):
2 peitos de frango
500g de tomates-cereja
125g de queijo halloumi
2 limas
manjericão
rúcula
hortelã
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Esmague os tomates-cereja para um recipiente - não com demasiada força, apenas a necessária para que soltem o sumo e as grainhas, que ficarão no recipiente; à medida que o faz, vá deixando os tomates num recipiente de ir ao forno. Quando terminar, passe o sumo e as grainhas por um passador, por forma a ficar apenas com o sumo. Junte-lhe o sumo e a raspa de ambas as limas, algumas folhas de hortelã picadas grosseiramente, sal e pimenta. Deite sobre os peitos de frango e deixe-os a marinar durante algum tempo.

Entretanto, junte aos tomates o queijo halloumi desfeito em pedaços, regue com um fio de azeite, tempere com um pouco de pimenta (não é necessário sal - o halloumi já é salgado) e cubra com algumas folhas de manjericão picadas. Leve ao forno previamente aquecido a 180º durante 15 ou 20 minutos. Retire do forno, junte a rúcula e misture bem.

Depois da marinados, grelhe os peitos de frango até ficarem no ponto. Se necessário corrija temperos. Sirva acompanhados dos tomates-cereja com halloumi.

17 maio 2010

Esta é uma receita do chefe Guerrieri, que o Expresso publicou há dois anos. Guardei-a na altura, para experimentar na época das nêsperas. O ano passado ficou esquecida e, por sorte, dei com ela há dias, mesmo no tempo certo.

É um prato agradável, com o pato a combinar bem com o adocicado do molho e com a frescura do gengibre.


Ingredientes (2 pessoas):
2 peitos de pato com pele
8 a 10 nêsperas
1/2 limão
1 colher de chá de manteiga
1 colher de chá de gengibre fresco
1 copo de ginja
1 colher de sopa de mel
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Prepare as nêsperas, descascando-as, tirando-lhes os caroços e cortando-as em cubos pequenos. Cubra-as com sumo do limão, misturando bem. Reserve.

Tempere o pato com sal e pimenta. De seguida, aqueça um fio de azeite numa frigideira, em lume médio, e deite-lhe os peitos de pato, com a pele para baixo. Deixe fritar até a pele ficar estaladiça; vire e frite do outro lado. Retire da frigideira, deixe arrefecer e corte em fatias finas (deverão estar mal passadas por dentro; se não gostar do pato mal passado - faz mal!! - deite as fatias na frigideira e cozinhe de ambos os lados até perder o tom rosado). Retire e reserve.

Escorra a gordura da frigideira e volte a colocar ao lume. Deite-lhe a manteiga, o gengibre picado, o mel e a ginja, e deixe cozinhar até o líquido reduzir para metade. Nessa altura junte as nêsperas e deixe ao lume até engrossar, formando um molho.

Emprate e sirva.

05 abril 2010


Este risotto extremamente aromático é uma excelente forma de trazer algo diferente aos sabores típicos do risotto italiano. A receita é inspirada na do livro 'The Accidental Vegetarian', de Simon Rimmer. E digo 'inspirada' por dois motivos: Rimmer usa folhas de lima Kaffir na tapenade, que eu não encontrei, e por isso resolvi duplicar o número de limas da receita (sumo e raspa); por outro lado, a técnica de risotto de Rimmer é diferente da que conheço e não me convenceu (natas no risotto?...), por isso fi-lo tal como costumo fazer os meus, e saiu no ponto certo.

Ingredientes (4 pessoas):

Para o risotto:
4 chalotas
1 dente de alho
3 talos de erva-príncipe
500g de arroz para risotto
100ml de vinho branco
2l de caldo de legumes
azeite
sal
pimenta
1 lima

Para a tapenade:
2 limas
100g de azeitonas verdes, descaroçadas
1 colher de sopa de alcaparras
alguns talos de coentros
1 dente de alho
azeite


Preparação:
Comece pela tapenade, até porque assim que começar a fazer o risotto não poderá pegar em mais nada... Raspe a casca das limas para o copo de um robot de cozinha e esprema o seu sumo para o mesmo copo. Junte as azeitonas, as alcaparras, o dente de alho e os talos de coentros picados. Pique até ficar grosseiramente misturado. Misture o azeite e volte a picar. Junte azeite até ficar com a consistência que preferir. Junte sal e pimenta, se achar necessário. Deite numa tigela e reserve.

Agora o risotto. Corte as chalotas e pique o dente de alho. Deite ambos numa panela alta, junte um fio de azeite e deixe cozinhar em lume brando, até amolecerem. Bata na erva-príncipe com as costas de uma faca, para que liberte o seu aroma, e junte à panela, misturando bem. Finalmente, deite o arroz, envolva bem no refogado e deixe cozinhar um pouco. Junte o vinho e mexa bem até que o arroz o absorva na totalidade.

Junte uma colher de caldo de legumes e mexa constantemente até o arroz absorver o caldo. Nessa altura, junte mais uma colher e repita. Continue assim durante alguns (vários...) minutos, até o arroz estar al dente. Rectifique os temperos, mexendo sempre, e finalmente deite a tapenade no arroz, mexendo bem.

Sirva com um pouco de raspa de lima por cima.

07 março 2010


Em três anos de blog, temos apenas uma receita de pizza - a pizza de ameixa reinha-cláudia e presunto, do Chef Janvier. Era boa altura para mais uma - e nem de propósito, hoje fiz a minha primeira pizza caseira. Eu sei, eu sei. Mas sim, foi a primeira vez - e não saiu nada mal, para primeira vez. E sendo assim, aqui vai, e recomendada - esta massa fica óptima! As quantidades para a cobertura são a olho, consoante o gosto.


Ingredientes:
600g de farinha tipo 55 (equivalente à tipo 00 italiana)
1 colher de sopa de sal
2 saquetas de 7g de fermento seco
1 colher de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de azeite
350ml de água morna
1 mozarella
cogumelos portobello frescos
polpa de tomate
bacon
orégãos
rúcula
3 dentes de alho
queijo parmesão
sal
pimenta


Preparação:
Misture a água com o açúcar, o fermento e o azeite e deixe repousar uns minutos. Misture a farinha e o sal na bancada, fazendo um monte e abrindo uma cavidade funda no meio. Deite a água na cavidade e vá misturando a farinha à água com a ajuda de um garfo, até a mistura começar a ligar. A partir daí trabalhe a massa com as mãos (deite farinha para evitar que a massa cole aos dedos) até estar suave e elástica. Coloque-a num recipiente enfarinhado, tape com um pano de cozinha húmido e deixe repousar durante cerca de uma hora até duplicar de tamanho. Retire a massa do recipiente, estique-a um pouco para retirar o ar e enrole numa bola. Esta quantidade dá para cerca de três a quatro pizzas - corte a massa em 3 ou 4 porções, enrole em película aderente as que não for usar e congele para usar mais tarde. Se não for cozinhar já a sua pizza, enrole também essa porção em película e guarde no frigorífico até à altura de a preparar.

Prepare a cobertura - limpe e corte os cogumelos em pedaços pequenos. Deite um fio de azeite numa frigideira e junte-lhe dois dentes de alho esmagados. Deixe cozinhar durante uns minutos em lume brando (sem queimar o alho!) e retire o alho. Junte os cogumelos e misture bem. Tempere com sal, pimenta e um pouco de orégãos. Cozinhe uns minutos e reserve.

Noutra frigideira, aqueça um fio de azeite e deite um dente de alho picado. Junte a polpa de tomate e uma pitada de açúcar. Polvilhe com orégãos e tempere com pimenta. Deixe aquecer um pouco e reserve também.

Finalmente, coloque a massa na bancada enfarinhada e comece a esticá-la com o rolo. A ideia é deixá-la bem fina - a massa cresce sempre com a cozedura. Quanto mais fina melhor! Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal e coloque a massa por cima. Deite o molho de tomate no centro da base e espalhe bem. De seguida, parta a mozarella em pedaços e espalhe sobre o molho de tomate. De seguida, coloque fatias de presunto ao longo da pizza e termine com os cogumelos salteados. Polvilhe com um pouco de queijo parmesão ralado e orégãos. Leve ao forno a 200º e com o grill ligado. Deixe alguns minutos até estar pronto. Retire do forno e espalhe a rúcula por cima, bem como mais algum parmesão ralado, se desejar. Sirva imediatamente!

18 fevereiro 2010


Nunca tinha visto a revista Olive, publicada pela BBC, mas é uma boa revista de culinária, com algumas propostas interessantes. Nem de propósito, no dia em que a comprámos tínhamos duas postas de salmão para fazer e queríamos tentar algo diferente - esta receita veio a calhar. A marinada dá um sabor muito agradável ao salmão, e a salada de rúcula com feijão branco e limão é um achado!


Ingredientes:
2 postas de salmão (ou filetes)
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de mostarda à antiga (com grão)
1 dente de alho
1 limão
1 lata de 400g de feijão branco
azeite
rúcula
sal
pimenta


Preparação:
Raspe o limão, reservando a raspa. De seguida esprema-o e guarde o sumo. Comece a preparar a marinada misturando o mel com a mostarda e juntando um fio de sumo de limão (só um pouco - guarde o restante para os feijões). Finalmente, tempere a marinada com sal e pimenta e envolva bem o salmão na mistura. Deixe repousar durante alguns minutos.

Entretanto, prepare a salada para acompanhar: retire os feijões da lata, passe-os por água, escorra-os bem e reserve. Deite um fio de azeite numa frigideira e junte o dente de alho previamente esmagado. Deixe aquecer em lume muito brando (cuidado para o alho não queimar!) durante 3 ou 4 minutos, até o aroma do alho se espalhar pelo azeite. Retire o alho da frigideira e deite-lhe os feijões, envolvendo-os bem no azeite. Junte a raspa do limão e o restante sumo. Cozinhe durante uns minutos, envolvendo bem os feijões. Tempere com sal e pimenta. Deite para uma saladeira, misturando com a rúcula, e reserve.

Finalmente, aqueça um grelhador e grelhe o salmão até ficar no ponto. Sirva acompanhado com a salada de rúcula e feijão.

16 fevereiro 2010


Ao folhear o livro 'One Perfect Ingredient', de Marcus Wareing (já dele falámos aqui e aqui), esta receita chamou-me a atenção. Eu nunca fui grande fã de beringelas, mas as especiarias e os restantes ingredientes da receita prometiam. E tenho de admitir que fiquei surpreendido - é uma refeição simples de fazer, muito aromática e que vale por si.
Atenção apenas a um ponto - com estas quantidades de pimenta, a receita fica picante. Se isso não vos agradar, cortem na pimenta caiena.

Ingredientes:
2 colheres de chá de cominhos
1/2 colher de chá de canela moída
1/2 colher de chá de pimenta caiena
1/2 colher de chá de pimenta preta moída
azeite
2 beringelas
2 colheres de chá de tomate em puré
100ml de caldo de legumes
300g de iogurte grego natural não açucarado
sal
pimenta
coentros


Preparação:

Lave as beringelas e corte-as às rodelas. Espalhe-as num tabuleiro e polvilhe-as com sal grosso. Deixe-as repousar durante cerca de 30 minutos, para libertarem os sucos amargos que contêm. Passado esse tempo, lave-as bem e corte-as aos cubos.

Leve uma frigideira grande a lume brando e deite-lhe as especiarias (cominhos, canela e as duas pimentas). Aqueça-as por cerca de 2 ou 3 minutos até começarem a libertar aroma. Deite um fio de azeite e junte as beringelas. Tempere com um pouco de sal, mexa bem e deixe cozinhar em lume médio/alto até as beringelas ficarem douradas (cerca de 5 a 8 minutos).

Nesta altura, junte o tomate e o caldo de legumes e mexa para misturar bem. Tape a frigideira com uma tampa e deixe cozinhar até as beringelas estarem macias - demorará cerca de 10 minutos (vá mexendo de vez em quando). Prove e corrija os temperos, se necessário.

Finalmente, deite o iogurte grego sobre as beringelas e misture-o com o molho. Corte os coentros em pedaços, espalhe por cima e sirva imediatamente.

27 janeiro 2010


A receita foi retirada de um livro de que já cá falámos, mas que vale sempre a pena referir de novo - "A Cozinha Italiana de Augusto Gemelli", do chef Gemelli; fi-la há pouco, para o jantar de hoje, e foi muito bem recebida. É um prato interessante, saboroso, com os pinhões a dar uma textura inesperada à vitela. O puré resulta muito bem - e a ideia do louro é pouco comum, pelo menos nas versões que conheço do puré de maçã. Vale a pena experimentar!

Ingredientes (2 pessoas):
300g de lombo de vitela
100g de pinhões
2 maçãs reinetas
vinho branco
farinha
louro
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Prepare primeiro o puré, dando alguns golpes nas maçãs e introduzindo nos mesmos algumas folhas de louro. Coloque num recipiente de ir ao forno, regue com um pouco de vinho branco, tape com folha de alumínio e leve ao forno a 200º até a maçã estar cozida. Retire do forno, separe a casca, os caroços e o louro, ficando apenas com a polpa das maçãs. Triture bem com a varinha mágica e tempere com sal e pimenta. Reserve.

Corte o lombo em fatias com cerca de 1cm de espessura e tempere-as com sal e pimenta. Faça um polme juntando farinha (2 ou 3 colheres de sopa) com um pouco de água - se estiver demasiado líquido junte mais farinha, se estiver demasiado empapado deite mais água. Entretanto triture os pinhões grosseiramente (num almofariz, por exemplo) e espalhe-os num prato. Leve uma frigideira com azeite ao lume, deixe o azeite ficar quente e reduza para lume médio. Passe as fatias de lombo pela polme, depois pelos pinhões e frite no azeite até os pinhões estarem tostados. Retire e absorva o excesso de gordura em papel absorvente.

Sirva de imediato, acompanhado pelo puré (aqueça-o antes de servir ou, em alternativa, sirva-o frio).

06 janeiro 2010


Mais um peixinho! A garoupa anda mais barata e uns lombinhos de garoupa a lascarem até me fazem água na boca. Andava com esta ideia das migas desde que tinha visto uma receita num livro e juntei-lhe os cogumelos aquecidos para ter os sucos a escorrerem para as migas – delicioso. Várias pessoas me dizem que as migas são pesadas – fiz esta versão mais leve, soltas e saborosas. Até os vizinhos, com quem repartimos esta refeição, aprovaram o prato.

Ingredientes para 4 pessoas:

1 garoupa pequena (800g de lombos)
300 g de pão alentejano
½ pimentão vermelho pequeno
1 cebola média
Caldo de peixe (ou água...) q.b
Vinho branco q.b.
4 cogumelos portobello médios
Azeite
Sal e pimenta


Preparação:

Leve o peixe temperado em sal a corar em azeite numa frigideira. Se os lombos forem grandes, leve ao forno por uns minutos para terminar a cozedura.

Pique o pimentão e a cebola finamente e leve ao lume num wok com azeite abundante até amolecer bem. Triture o pão e junte à frigideira deixando-o aquecer bem, quase tostar no azeite. Adicione 1 concha de caldo de peixe (coza a cabeça do peixe em água com  alho francês, cebola, cenoura, sal e pimenta ou use caldo knorr) e outra de vinho branco. Deixe as migas húmidas mas sem ficarem ensopadas - ainda têm de receber os sucos dos cogumelos.

Tempere os cogumelos com sal, pimenta e azeite e leve ao micro-ondas por 3 minutos ou a saltear numa frigideira em pouco azeite, já fatiados.

Sirva as migas, com os cogumelos por cima e respectivo líquido, e terminando com o peixe. Atenção aos tempos de preparação para que sirva tudo quentinho e saboroso. 

06 dezembro 2009


Já tinha ouvido falar bem do rascasso mas nunca o tinha provado. A peixeira insistiu que era bom peixe para assar no forno, e lá vendeu o seu peixe. Chegado a casa lambi os compêndios à procura de receitas de “rascasse” que me desenrascassem. O peixe é bonito, de um vermelho forte, com carne firme. O sabor é bom sem impressionar, mas faz uma boa refeição. Fiz uma preparação simples, daquelas em que não se suja muito a cozinha.

Ingredientes para 4 pessoas:
1 rascasso de quilo e meio
1 talo de alho francês, parte branca
1 cenoura
1 cebola
Meia courgette
2 folhas de louro
1 limão
1 copo de vinho branco
500 g de batatas
1 ramo de salsa
Azeite, sal e pimenta q.b.

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 250 ºC. Cortar os legumes (alho francês, cebola, cenoura e courgette) finamente. Numa assadeira de peixe (uso uma de barro, larga) cobrir o fundo com os legumes, vinho e louro e deitar o peixe por cima, regando com azeite e sumo de limão e algum sal. Insira cunhas de limão e salsa nos cortes e aberturas do peixe. Leve ao forno na parte mais baixa, virando o peixe ao fim de 15 a 20 minutos.

Corte as batatas em rodelas e frite em azeite sem as cobrir.

Retire o peixe para uma travessa de servir. Remova o louro e reduza os legumes e líquido sobrante a um puré fino. Acerte temperos com sal, pimenta e vinho branco se precisar. Rodear o peixe com este puré.

Sirva com as batatas. Eu ainda de diverti fervendo o que sobrou do ramo de salsa e triturando com manteiga aquecida devagar até ficar castanha. Com isto obtive um creme de salsa que fica bem com o peixe.

25 novembro 2009


Ter um vaso de manjericão em casa é um bom incentivo para fazer pesto caseiro. O pesto é uma das grandes invenções italianas, e não fica bem apenas em pizzas ou na pasta - um bom exemplo é esta receita, do livro "One Perfect Ingredient", do chef Marcus Wareing. O sabor do pesto entranha-se no frango e combina perfeitamente com o bacon, formando um prato muito agradável.


Ingredientes (4 pessoas):
4 peitos de frango grandes
8 fatias de bacon, sem pele
1 ramo grande de manjericão
50g de pinhões
1 dente de alho esmagado
50g de queijo parmesão ralado
azeite
sal
pimenta


Preparação:
Comece por preparar o pesto, deitando as folhas de manjericão, os pinhões, o alho, o parmesão e cerca de 50ml de azeite num copo triturador. Misture até ficar homogéneo. Prove, tempere com sal e pimenta e corrija algum dos ingredientes, se achar necessário.

Pegue nos peitos de frango e faça-lhes um golpe lateral (como se estivesse a fazer uma sandes). Recheie com o pesto, dividindo-o pelos quatro peitos. Feche-os, envolva cada um em duas tiras de bacon e use palitos para manter tudo no lugar.

Deite um fio de azeite numa frigideira e leve a lume alto. Coloque os peitos na frigideira e deixe-os corar bem de ambos os lados. Passe os peitos para uma assadeira e leve a forno pré-aquecido a 200º. Asse durante 10 minutos ou até estarem cozinhados, virando-os de vez em quando para ficarem uniformes. Quando estiverem prontos, retire e sirva.

04 novembro 2009


A ideia veio-me há dias, enquanto fazia compras no supermercado - porque não cannelloni de alheira? Adaptei a receita normal do recheio desta massa italiana, e saiu este prato, bem saboroso e mais português.

Ingredientes:
12 cannelloni
2 alheiras
100g de polpa de tomate
1 cebola
1 dente de alho
1/2 copo de vinho tinto
1 ovo
algumas folhas de manjericão
100g de queijo parmesão ralado
azeite
molho béchamel


Preparação:
Comece por retirar a pele às alheiras e reserve-as. Triture a cebola e o alho e deite-os num tacho, juntamente com um pouco de azeite. Deixe refogar até a cebola ficar translúcida e junte a carne das alheiras. Deite o vinho tinto e misture, aproveitando para desfazer a carne com a ajuda da colher de pau. ASsim que o vinho evaporar, junte a polpa de tomate e mexa bem. Baixe para lume brando e deixe cozinhar durante cerca de 40 minutos. Se durante a cozedura o recheio ficar demasiado seco ou começar a pegar ao fundo, deite um pouco de água e mexa bem.

Entretanto, aproveite para levar outro tacho a lume forte, com água e sal. Assim que a água estiver a ferver, coza os cannelloni no tempo indicado, retirando-os de seguida e deixando arrefecer. Pode também aproveitar para fazer o molho béchamel, caso não esteja a usar molho já feito (de pacote) - encontrará a receita aqui.

No final da cozedura do molho, junte as folhas de manjericão, desligue o lume e junte o ovo e cerca de metade do queijo parmesão, mexendo tudo muito bem. Prepare um pirex, deitando-lhe um pouco do béchamel no fundo. Recheie os cannelloni com o molho de alheira e coloque-os no pirex. Se sobrar recheio, deite-o por cima dos cannelloni e termine com o restante béchamel e com o parmesão ralado. Leve ao forno a 180º durante 15 a 20 minutos. Está pronto a servir.

01 novembro 2009

Adoro pato. Um arroz de pato é sempre uma perdição e andei agora a tentar acertar com o ponto de cocção do magret (peito) de pato – o providencial livro “The complete Robuchon” deu as instruções e consegui que toda a família gostasse de peito de pato – um feito notável!

Os minutos serão forçosamente aproximados – de fogões e frigideiras, cada um sabe o que tem em casa, mas experimentem até terem uma carne muito rosada, mas sem estar crua. Não pode de forma alguma ficar seca – seria a ruína de um belo naco de carne.

Ingredientes:

Para o magret de pato:
1 peito de pato
Sal fino
Pimenta

Para o porto de especiarias:
75 cl de vinho do porto
Sumo e zestos de uma laranja
1 colher de sopa de mel
4 bagos de pimenta de cayenne (use pimenta preta em alternativa)
Meia estrela de anis

Preparação:
Leve o vinho do porto ao lume com o sumo de laranja, zestos, mel e especiarias. Levante fervura e deixe apurar em lume brando por 10 minutos. Reserve.

Com uma faca grande faça cortes diagonais no lado gordo, espaçados 2 cm, e repita os cortes noutro ângulo para fazer um padrão de losangos. Tempere generosamente com sal e pimenta de ambos os lados do magret.

Aqueça no fogão uma grelha ou frigideira em lume forte por uns minutos. Faça uma “caixa” de papel de alumínio pouco maior que o magret e com paredes de 2 dedos de altura, e ponha na frigideira. Deite o magret na caixa de papel de alumínio, lado da gordura para baixo. Baixe para lume médio por 10 minutos – verá a gordura a derreter. Com umas pinças levante a carne para ver se está bem tostada – quando estiver vire a peça de carne e deixe agora por 6 a 7 minutos em lume brando. Desligue e deixe repousar ainda na frigideira por mais 5 minutos, aproveitando o calor remanescente.

Faça um puré de batata para acompanhar, onde deitará alguma da gordura do pato.

Sirva o pato aos comensais trinchado em fatias finas, com mais um toque de sal fino e pimenta.

30 agosto 2009


Devo a minha primeira incursão séria pela cozinha indiana a um livro de receitas antigo, tradicional, que uma amiga nos emprestou. Esta receita, não muito complicada e bastante saborosa, para quem gosta dos condimentados sabores indianos, é uma adaptação minha, mas ainda assim bastante fiel. Fiquei com vontade de experimentar mais, pode ser que em breve apareçam mais pratos por aqui.


Ingredientes (2 pessoas):
650g de peito de frango
1/2 lata de leite de coco
1/2 colher de chá de cominhos
1/2 colher de chá de chili em pó (ou malagueta)
1/2 colher de chá de açafrão-das-índias
1/2 colher de chá de garam masala (já se encontra com alguma facilidade nas secções de especiarias - ou secções internacionais - dos hipermercados)
25g de amêndoas moídas
1 iogurte natural não açucarado
25g de manteiga
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de puré de tomate
1 cebola média, picada
1 colher de chá de alho picado
1 colher de chá de gengibre picado
1 limão
coentros
sal


Preparação:
Corte o frango aos cubos e deite-o num tacho. Junte um copo de água, o alho e o gengibre, e tempere com sal. Leve a lume brando até o frango estar meio cozido. Reserve.

De seguida, misture numa taça os cominhos, o chili, o açafrão-das-índias e as amêndoas moídas, juntando um pouco de água até obter uma pasta. Reserve também.

Leve uma sertã a lume médio e deite-lhe a manteiga e a colher de azeite. Assim que a manteiga derreter, junte a cebola picada e deixe alourar. Misture a pasta de amêndoas e frite uns minutos, mexendo para não deixar pegar (se necessário, junte um pouco de água, mas não muita!). Junte o garam masala e deixe cozinhar mais um pouco. De seguida, deite o tomate, misture bem, e junte a água de cozinhar o frango. Cozinhe mais uns 3 a 4 minutos, mexendo sempre.

Junte então o leite de coco e cozinhe por cerca de 10 minutos. Finalmente, junte o frango e o iogurte, mexa bem e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Para terminar, esprema o limão para a sertã, junte alguns coentros picados e deixe apenas alguns minutos em lume brando, para apurar.

Sirva acompanhado de arroz basmati.

20 julho 2009

A inspiração veio de um livro de cozinha japonesa, recheado de receitas de fusão. Esta receita está próxima do original, que incluía camarões e amêijoas, e deixava o líquido mais espesso. Eu prefiro o caldo mais líquido, onde posso molhar o pão. Não é bonito pois não? Mas é tão saboroso… Fiz duas vezes e ficou sempre bem, mas na próxima tentativa irei usar mexilhão e amêijoa, para enriquecer os sabores do prato. O robalo fica semi-cru, levemente cozinhado pelo calor do caldo, já no prato. Pode fazer as pétalas de robalo mais finas se o levar ao frio, o que facilitará o corte.

Para 4 pessoas:

Ingredientes:
1 saco de berbigão (será 1 quilo?)
1 robalo grande (600 a 800 g)
2 dentes de alho
50 ml de azeite
Meia cebola picada muito finamente
100 ml de vinho branco (meio copo)
1 pequeno ramo de coentros.
Cebolinho picado (opcional)


Preparação:


Descarte os mexilhões abertos. Prepare o peixe, levantando os filetes e removendo pele e espinhas. Corte os filetes em pétalas finas. Aqueça o azeite num tacho e junte a cebola picada. Deixe amolecer. Adicione o vinho e levante fervura. Junte o berbigão e os alhos esmagados com as costas de uma faca. Cubra por alguns minutos até o berbigão abrir e junte os coentros. Tape e desligue o fogão.

Disponha as pétalas de robalo em torno dos pratos e sirva com os mexilhões no centro, caldo abundante e algum cebolinho.

30 junho 2009

Tinha uns bons nacos de salmão a sobrarem do sushi da véspera, e achei que já não estavam em condições de servirem para mais sushi. As ideias colaram-se umas às outras e resultou este prato adocicado de bom efeito visual. Acompanhei com uma pequena tacinha de molho de soja diluído com sumo de lima. Aqui, o Chef Spadanini sugere substituir o molho de soja por molho de peixe, muito comum no Sudoeste Asiático, mas que já se consegue encontrar em algumas lojas. As quantidades são aproximadas. Simples, rápido e saboroso.

Para 4 pessoas:
2 postas grandes de salmão
Sumo de 1 limão
1 dl de vinho branco
Sal e pimenta q.b.

8 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de sopa bem cheia de açúcar
1 colher de chá de canela

Preparação:

Corte o salmão em pequenos cubos de 1 cm e deixe marinar por 20 minutos no sumo do limão com o vinho, o sal e a pimenta. Misture o molho de soja com o açúcar e a canela. Leve o salmão a saltear em frigideira quente por 2 minutos e junte o molho de soja temperado. Deixe saltear até ficar bem dourado.

À parte, prepare um arroz branco, que vai a cozer com 5 a 6 folhas de erva-príncipe. Monte o arroz com um aro de cozinha e sirva o salmão por cima do arroz. Decore com ervas aromáticas e acompanhe com molho de soja diluído em sumo de lima.

05 junho 2009

Eis uma receita que me acompanha há muitos anos. Consigo preparar a receita toda em 15 minutos, num frenesim intenso em que todos os minutos parecem contar. É simples de executar e não tem natas – esta moda das carbonaras com natas desvirtua as origens italianas e hoje em dia até os italianos já usam natas na carbonara. O molho é feito com os ovos, queijo parmesão e azeite com alho e gordura do bacon – é suficientemente rico e saboroso para dispensarmos por completo as natas.

Para 4 pessoas

Ingredientes:

12 novelos de tagliatelle por pessoa (3 por pessoa)
3 ovos inteiros
200 g de bacon
100 g de cubos de fiambre (opcional, mais para crianças…)
4 colheres de chá de queijo parmesão ralado (1 por pessoa)
4 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho, esmagado
Sal q.b.
Noz-moscada q.b.
Orégãos em abundância

Preparação:

Leve o tagliatelle ao lume com água abundante, seguindo as instruções do pacote. Corte o bacon em cubos pequenos (idem para o fiambre, se usar) e leve a alourar numa frigideira com o azeite e o alho. Numa taça bata os ovos com o queijo parmesão, noz-moscada e uma colher de chá de orégãos.

Escorra o tagliatelle, cozido al dente, para uma taça de vidro. Deite os ovos por cima e mexa. O calor da massa vai cozer os ovos e derreter muito levemente o queijo. Deite o bacon com o azeite por cima da massa e remexa. Para finalizar, polvilhe com mais orégãos e perfume com raspas de noz-moscada.

Sirva de imediato.

Pode juntar mais uma gema, que dará maior cremosidade ao molho.

23 abril 2009

Cá por casa nem todos apreciam pato. Para dizer a verdade, sou eu o apreciador. Lembrei-me então de dar ao pato um sabor diferente, algo que ajudasse a vencer o pouco interesse da família e ao mesmo tempo deixar-me a mim deliciar-me.
Tendo um pato inteiro em mãos, decidi inventar. Não é a famosa receita de Pato com molho de laranja, mas não deixa de ser saborosa. Queria o sabor oriental, e fui buscar isso à lima, e o resultado surpreendeu-me. Exótico.

Serve 6 pessoas

Ingredientes:

1 pato inteiro (2.5 kg)
1 laranja grande
1 lima
3 dentes de alho, finamente picados
3 colheres de sopa de azeite
Sal e pimenta q.b.

2 cenouras
1 cebola
100 ml de água


Preparação:
Corte uma parte da carne do rabo do pato e reserve para aromatizar um arroz de acompanhamento. Remova os zestos (a casca sem a parte branca) da laranja e da lima, e corte em juliana fina. Misture os zestos dos citrinos e algum do seu sumo com os alhos, sal, pimenta moída e azeite. Com a ajuda de uma faca, levante um pouco a pele do pato e insira os zestos em juliana entre a carne a pele do pato.

Num tabuleiro médio, junte as cenouras e a cebola, em rodelas, e adicione a água. Tempere o pato com sal e pimenta. Leve ao forno na parte baixa, a 240 ºC, por 20 a 25 minutos (até dourar muito bem). A alta temperatura ajuda a derreter a gordura do pato. Não se importe se a pele queimar ligeiramente – não a irá comer. Remova do forno, vire o pato com o peito para cima, tempere com sal e pimenta, e volte a colocar no forno, por mais 15 a 20 minutos, ou até ganhar um dourado escuro. Sirva com arroz, com algum do molho do tabuleiro – pouco, que é um molho muito gorduroso.

A lima funcionou muito bem e a família aprovou. Não coloquei zestos nas coxas – fiquei assim com alguma carne com o sabor mais típico. De qualquer forma, prometo para breve o pato com laranja, mas sem a lima, porque a receita “clássica” de pato com laranja é muito diferente desta.

10 abril 2009

Mas que sopa! Na peixaria estava eu a namorar aquela grande cabeçorra de peixe quando percebi que tinha uma velhota a fazer-me concorrência e com senha antes da minha. Felizmente a cabeça era pesada (quase 2 kg) e a senhora achou que era grande demais para ela e para o marido. Ficou para mim, e queria levar a cabeça inteira ao forno, mas a peixeira disse que a abria ao meio e ficava muito boa cozida. Acedi. Não encontrei receitas que me convencessem e achei que uma sopa seria o ideal, depois de ver a sopa de cherne d’O Avental Gourmet. Fiquei com pena de não ter uns camarões para puxarem ainda mais o sabor, mas ficou mesmo boa. A repetir, muitas vezes.

Serve 8 pessoas

Ingredientes:
1 cabeça de garoupa (1,5kg a 2kg), partida em 4 a 6 partes
1 dl de azeite
3 tomates pequenos/médios, em cubos
½ alho francês, parte branca, em rodelas muito finas
4 talos de aipo, em rodelas de meio cm
2 dentes de alho, picadinhos
1 cebola média, em rodelas finas
2 cenouras médias em corte tagliatelle (fatiadas ao comprido com o descascador de batatas)
1 ramo de salsa
½ colher de sopa de orégãos
1 folha de louro média
10 grãos de pimenta preta, bem pisados
1 litro de água
0,5 litros de vinho branco
1 colher de sopa de farinha de arroz (ou de maizena)
Sal
8 hastes de poejo (opcional)
8 colheres de café de rouille (opcional)


Preparação:

Faça a base da sopa, levando a lume forte em panela alta o azeite e os alhos, e antes que alourem, junte os tomates, o alho francês, o aipo, a cebola, as cenouras, a salsa, os orégãos, o louro, a pimenta e 1 copo de vinho (2 dl). Depois de ferver, deixe estufar em chama pequena por pelo menos 1 hora, até mesmo 2 horas. Junte mais vinho, se necessário. Após 1 hora junte o resto do vinho e o litro de água. Levante novamente fervura, e deixe apurar um pouco. Junte 1 colher de chá de sal.

Neste ponto tem 2 opções. Ou passa toda a sopa por um passador chinês, para ficar apenas com o caldo e descarta os legumes na totalidade, ou faz uma sopa mais camponesa mantém os legumes todos. Desta vez fui pela segunda opção, menos elegante mas eu queria uma sopa que servisse de prato principal.

Junte o peixe, primeiro as partes mais grossas, e alguns minutos depois, as partes mais finas. Garanta que fica todo imerso, mesmo que tenha de juntar mais água. Deixe cozinhar o peixe por 10 minutos. Dilua a farinha de arroz (ou maizena) e junte à sopa para engrossar. Apure o sal. Sirva com 1 haste de poejo em cada prato. Na foto vê-se manjericão, mas prefiro salsa. Experimentei a rouille no topo do peixe, que desencantei à venda, mas era desnecessária.

Se optar pela versão em que descarta os legumes, remova o peixe cozido, desfie todo, e junte novamente à sopa. Não se esqueça de pedir à peixeira para escamar bem a cabeça do peixe.

Uma maravilha!

01 abril 2009

No dia 1 de Abril gostamos de partilhar uma receita especial. Hoje temos um grelhado, sempre saboroso e apetecível neste início quente de Primavera. A preparação é rudimentar, mas será uma festa para família e amigos.

Serve 15 pessoas e 12 cães

Ingredientes:
1 crocodilo jovem

Equipamento especial de cozinha:1 enxada
1 catana
15 Folhas largas de palmeira
30 a 40 kg de madeira seca

Preparação:
De manhã cedo, saia para caçar ou comprar um crocodilo jovem de 1,5 a 2 metros de comprido. No campo, recolha a lenha e faça uma fogueira para ter abundância de brasas. Abra uma vala com meio metro de profundidade, e com dimensão para o seu espécimen. Remova as entranhas se preferir a carne mais seca. Faça uma cama de brasas no fundo da vala e deite nela o crocodilo. Cubra com brasas e tape com terra. Deixe cozinhar por umas 8 horas.

Com a enxada destape o seu “forno de terra”. Corte postas de crocodilo com uma catana e sirva em folhas de palmeira.

Sendo esta a receita tradicional, pode também temperar o interior do crocodilo com abundante azeite, sal e pimenta de cayenne esmagada e rechear com algumas folhagens aromáticas como ramos de erva-príncipe e carqueja.

Dê os ossos aos cães.

Bom proveito!

15 março 2009


A vantagem dos ravioli caseiros face aos de supermercado é a possibilidade de inventar qualquer recheio que nos apeteça, até porque infelizmente os de supermercado parecem estar eternamente limitados aos recheios de ricotta e espinafres ou carne... No caso desta receita fiz um recheio muito simples, de alheira e espinafres, mas que resulta muito bem. É um prato fácil, mas nem por isso menos saboroso.


Ingredientes:
300g farinha
4 ovos
2 alheiras
150g espinafres
3 dentes alho
azeite (p/ massa e p/ espinafres)
50g manteiga
queijo parmesão


Preparação:
Comece por colocar as alheiras num pirex e leve-as ao forno a 200º durante 20 a 30 minutos, até estarem assadas (o meu truque é esperar que rebentem - nessa altura costumam estar no ponto!...). Entretanto, coza também os espinafres num tacho com água, sal, os dentes de alho laminados e um fio de azeite.

Enquanto espera, prepare a massa: faça um monte com a farinha numa bancada limpa e abra uma 'cratera' no topo. Deite três dos ovos na 'cratera', junte um fio de azeite, e comece a misturar, misturando a farinha com os ovos de fora para dentro. Continue sempre a misturar - de início parece que nada está a ligar, mas passado algum tempo a massa começará a ficar com um belo aspecto. Caso comece a pegar à bancada, junte um pouco mais de farinha. Amasse até ficar com uma bola.

Prepare a máquina de estender massa (caso não a tenha, pode estender com um rolo da massa, mas aconselho vivamente a máquina - é bem mais prática e menos trabalhosa do que o rolo...). Parta a bola de massa em duas metades, estenda uma das metades com a mão, até ficar suficientemente fina para passar nos rolos da máquina. Enfarinhe-a e passe pelos rolos com a abertura máxima. Mude para a abertura seguinte e volte a passar a massa. Repita esta operação mais umas 4 ou 5 vezes, para que a massa fique mais fácil de trabalhar. Agora passe-a por cada uma das aberturas da máquina, fechando sempre uma abertura de cada vez, até à abertura mínima. No final obterá uma comprida folha fina de massa. Corte-a ao meio e deixe as metades a repousar. Repita todo o processo com a outra metade da massa, obtendo assim quatro tiras de massa.

Assim que as alheiras estiverem prontas, retire-as do forno. Retire-lhes a pele e deite o recheio para dentro de uma picadora. Junte os espinafres cozidos e triture tudo até obter uma pasta homogénea. Estenda uma das folhas de massa sobre a bancada (enfarinhe bem a bancada!!) e, com a ajuda de uma colher ou de um saco de pasteleiro (pode usar um saco de plástico de congelar com a ponta cortada) faça montinhos de recheio espaçados na folha. Bata o ovo que restou e use-o para pincelar a folha de massa. Pegue noutra folha e coloque sobre a primeira, ajustando bem a massa em torno dos montinhos de recheio, por forma a não ficarem bolhas de ar. Corte os raviolli com uma faca ou um corta-massa. Reserve-os e repita a operação com as restantes duas folhas de massa.

Leve uma panela grande com água e sal a lume bem forte e espere até que esteja a ferver. Deite os raviolli e coza por 2 a 3 minutos. Retire-os da panela, escorrendo bem e reserve. Entretanto leve uma frigideira ao lume com a manteiga. Assim que esta esteja derretida, deite-lhe alguns raviolli (tente não sobrepô-los) e polvilhe com o parmesão ralado. Não deixe ficar mais que alguns segundos - passe os raviolli para um prato de servir. Repita com os restantes e leve à mesa imediatamente.
 
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