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12 maio 2013



Já deve ser difícil para Jamie Oliver inventar conceitos novos para programas de televisão e livros. Um dos mais recentes propunha, a cada programa, uma ementa para uma refeição completa que se podia fazer em 30 minutos. O programa resultava bem, mas o livro respectivo é muito mais confuso - para cumprir os 30 minutos é necessário fazer todos os pratos ao mesmo tempo, saltando de passos de uma receita para os das outras, o que torna tudo um pouco mais confuso quando só queremos fazer um dos pratos. Ainda assim é um livro interessante, principalmente porque apresenta pratos simples, com truques para acelerar a sua feitura, e que podem servir de boa inspiração.

Este cheesecake é uma das receitas do livro e é bastante simples de preparar. Simples, mas eficaz: os sabores (bolacha, limão, framboesa, mascarpone) combinam muito bem e é uma sobremesa bonita e que causa impacto no final de um jantar.


Ingredientes:
50g de manteiga
50g de avelãs
8 bolachas digestivas
1 limão
1 frasco de lemon curd (claro que se pode fazer lemon curd caseiro - e até temos receita aqui no blog -, mas já se encontram por cá alguns de muito boa qualidade, o que acelera a preparação da receita; é suposto ser um cheesecake "rápido"!)
250g de queijo mascarpone
150g de framboesas
extracto de baunilha
leite
açúcar em pó
chocolate negro, para decorar


Preparação:
Se conseguir comprar avelãs já descascadas, óptimo. Caso contrário, leve-as ao forno uns minutos, retire-as e deixe arrefecer. Envolva-as em papel de cozinha e esfregue-as entre as duas mãos. A pele deverá sair facilmente.

Triture as bolachas e as avelãs grosseiramente - melhor maneira: coloque as bolachas e as avelãs fechadas dentro de um pano de cozinha e bata-lhes com um rolo da massa. É terapêutico! De seguida, derreta a manteiga numa frigideira e junte a bolacha e as avelãs. Misture bem e junte a raspa da casca do limão. A base do cheesecake está feita - deite-a em taças ou copos de servir, calcando bem no fundo de cada copo.

De seguida, coloque em cada copo uma boa colherada de lemon curd sobre a base de bolacha, e, sobre o lemon curd, algumas framboesas.

Agora o creme de mascarpone - deite o queijo numa tigela, junte umas gotas de extracto de baunilha e um fio de leite. Junte um pouco de açúcar e misture com uma colher até ficar cremoso. Se necessário junte mais leite até obter a consistência certa ou mais açúcar se quiser mais doce (tenha em atenção a doçura do lemon curd!). Assim que estiver feito, deite uma porção generosa em cada copo, sobre as framboesas. Termine raspando o chocolate negro sobre o creme. Está pronto a servir!

14 outubro 2012


Esta é capaz de ser a minha receita que mais tempo demorou a concretizar. Tive a ideia o ano passado, na época dos dióspiros. Pensei a receita toda, incluindo o empratamento, mas quando finalmente me decidi a experimentá-la já não conseguia encontrar dióspiros em lado nenhum. Agora, um ano depois, não podia deixar passar a oportunidade - e julgo que valeu a pena.

Os dióspiros são suficientemente doces para complementarem bem a panna cotta (eu gosto de fazê-la pouco doce, quase neutra, para que o sabor venha todo do molho que se junta por cima). E depois há a conjugação com a canela e as nozes, que complementam na perfeição o sabor desta fantástica fruta de Outono. Experimentem - é uma sobremesa extremamente fácil e rápida de fazer e fica muito saborosa.


Ingredientes:

500ml de natas
2 colheres de sopa de açúcar
3 folhas de gelatina
2 ou 3 dióspiros (depende do tamanho)
canela
nozes


Preparação:
Coloque as folhas de gelatina de molho em água fria. Deite as natas e o açúcar num tacho e leve a lume brando sem deixar ferver. Enquanto as aquece, escorra bem as folhas de gelatina e junte-as às natas, mexendo com uma colher de pau até se desfazerem. Deite um pouco de canela e misture também (não muito - a ideia não é dar sabor, mas apenas dar alguma cor à panna cotta - a nata vai ficar pintalgada de castanho). Quando as natas estiverem quase a ferver, retire do lume. Deite em formas individuais (eu usei umas formas de alumínio que se compram em supermercado, porque torna fácil desenformar a panna cotta para um prato na altura de servir, mas pode optar por outras soluções). Leve ao frigorífico algumas horas (se possível de um dia para o outro).

Para a cobertura, deite a polpa dos dióspiros para um copo triturador e... triture! Passe num passador para um recipiente. Pique também as nozes e reserve.

Na altura de servir, cubra a panna cotta com a polpa de dióspiro, polvilhe com canela e deite algumas nozes trituradas por cima. E já está!!

06 maio 2012



Eu sei que o nome da receita parece exagerado, mas defendo-o as vezes que forem necessárias. Vi esta receita no blog da Cláudia Borralho e fiquei imediatamente interessado - uma receita de mousse de chocolate só com dois ingredientes? Ainda por cima sendo o segundo ingrediente água (e como qualquer pessoa que já tenha deixado entrar água numa ganache saberá, água e chocolate são coisas que nunca se devem misturar...)? E para além de tudo o resto, uma receita que o grande Heston Blumenthal apresenta aqui? Era impossível não experimentar...
A receita demora aí uns cinco minutos e só dá o trabalho de bater o chocolate com uma vara de arames, nada mais. E fica óptima. Cremosa como poucas mousses - e com um sabor incrível. Como não leva mais nenhum ingrediente, sabe a chocolate. Chocolate puro, sem mais nada. Para um verdadeiro apreciador, é sem dúvida alguma a melhor mousse de chocolate do mundo - todos os outros ingredientes são simplesmente dispensáveis. O único contra é que, tendo apenas estes ingredientes, rende muito pouco - uma tablete de 200g dá para duas pessoas. Mas é um contra muito pequeno tendo em conta o sabor...
A sério, experimentem. E se quiserem, podem depois variar um pouco, usando água com uma infusão de menta, ou de chá, ou substituindo um pouca da água por um pouco de licor. Mas só assim simples, com água e chocolate, já é perfeita. Vão por mim!


Ingredientes (2 pessoas):
200g de chocolate preto de boa qualidade (o sabor da mousse é o sabor do chocolate - escolham bem!)
180ml de água


Preparação:
Prepare um recipiente cheio de água e cubos de gelo e ponha outro recipiente sobre essa, por forma a que toque na água. Deixe de lado.

Corte o chocolate em pedaços pequenos (o ideal é usar uma faca de pão serrilhada). Coloque a água num tacho, deite-lhe o chocolate e leve ao lume, batendo com uma vara de arames até o chocolate derreter e misturar com a água. Assim que estiver, vaze para o recipiente que está sobre o gelo e bata com a vara de arames. Continue a bater sempre até ganhar a consistência de mousse - há-de começar a engrossar devagar e num instante lá chegará. Deite em taças e delicie-se!

08 setembro 2011



Já tive oportunidade noutras receitas de elogiar a versatilidade da panna cotta, uma receita simples mas que resulta sempre bem e que permite um número enorme de variações, seja ao acrescentar sabores diferentes às natas, seja ao variar a cobertura.

Há dias lembrei-me que uma combinação de panna cotta com o sabor fresco do melão era capaz de resultar bem. Ainda tentei inventar na cobertura, fervendo melão com açúcar para atingir uma consistência mais xaroposa, mas acabei por me render à solução mais simples - melão triturado, apenas com um pouco de lima a dar sabor. O resultado era o que eu esperava - uma sobremesa simples, mas fresca e saborosa, ideal para dias mais quentes (que ainda vamos tendo, apesar da proximidade do Outono).


Ingredientes:
500 ml de natas
75g de açúcar
3 folhas de gelatina
algumas folhas de hortelã
melão (usei cerca de 2 talhadas)
sumo e raspa de 1 lima


Preparação:
Deite as natas, o açúcar e a hortelã num tacho e leve a lume brando. Quando estiver quase a ferver, retire do lume. Ponha a tampa no tacho e deixe cerca de uma hora em infusão. Passado esse tempo faça passar as natas por um passador para outro recipiente.

Entretanto, coloque as folhas de gelatina de molho em água fria até amolecerem. Retire-as, escorrendo muito bem, e junte às natas até dissolverem completamente. Deite o preparado em formas individuais e leve ao frigorífico durante umas boas horas (o ideal é deixar de um dia para o outro).

Antes de servir, triture o melão num copo misturador e junte-lhe o suma da lima, mexendo bem. Deite sobre as formas individuais de panna cotta e polvilhe com a raspa da lima. Sirva bem fresco!

02 março 2011

Receita tradicional alentejana, simples e saborosa, do livro de António Nobre, Chef dos restaurantes dos hotéis Mar d’ar em Évora. Eu tinha pouco pão alentejano, que desapareceu vorazmente em torradas com manteiga e em fatias cobertas de marmelada e queijo, pelo que para esta receita usei tanto o miolo como a côdea. Ficou igualmente saboroso, mesmo que tenha tido de usar a varinha mágica para triturar melhor o pão – para pequenos males, pequenos remédios.

Preparação:

Ensope o pão no leite a ferver. Numa taça bata as gemas e o açúcar e junte canela e raspa de limão. Adicione tudo ao leite fora do lume, mexendo bem com uma colher de pau. Deixe arrefecer totalmente, ficando uma papa grossa. Envolva o preparado com as claras batidas em castelo, com cuidado para não perder muito ar. Coloque em pequenas taças individuais, e sirva frio polvilhado de canela.

Ingredientes para 8 pessoas:

5 dl de leite
200 g de miolo de pão alentejano
150 g de açúcar
4 gemas de ovos
Raspa de limão q.b.
4 claras
Canela em pó q.b.

05 dezembro 2010


Isto pode parecer estranho, mas nunca até hoje eu tinha tentado fazer uma mousse de chocolate. Para ser sincero, não é das minhas sobremesas preferidas. Gosto de uma boa mousse, mas raramente é a minha primeira escolha numa lista de sobremesas, a menos que esteja num daqueles dias em que me apetece mesmo aumentar o índice de cacau no sangue. Hoje era um desses dias. Para me estrear, resolvi aproveitar a dica que a Inês do oh-so-quiet (um blog recomendado!) me tinha dado em tempos, e segui a receita da Mousse de Chocolate à Americana da verdadeira bíblia que é o Livro de Pantagruel.

A receita não é complicada, mas exige muito tempo de batedeira na mão. Só posso garantir que vale a pena. É das mais cremosas e suaves mousses que já comi, e fica definitivamente na lista de sobremesas a repetir. A única alteração que fiz à receita original foi reduzir 20g de açúcar (por norma reduzo sempre o açúcar nas receitas de doces - e nesta não me parece que tenha feito grande falta).


Ingredientes:
100g de chocolate preto
80g de açúcar
200g de manteiga sem sal
4 ovos
1,5 colheres de sopa de leite

Preparação:
Parta o chocolate em pedaços pequenos, de preferência com uma faca de serrilha (uma faca de cortar pão é o ideal). Junte-lhes a colher e meia de leite e derreta em banho-maria. Junte num recipiente à manteiga (convém deixá-la amolecer previamente) e bata com uma batedeira eléctrica durante cerca de 7 a 8 minutos. Passado esse tempo, junte o açúcar e bata novamente por mais 7 a 8 minutos.

De seguida, parta um ovo, separe a gema da clara, e junte a gema ao preparado de chocolate. Bata com a batedeira durante cerca de 3 a 4 minutos. Repita com os restantes ovos, juntando as gemas uma a uma (e batendo sempre após juntar cada gema) e guardando as claras à parte.

Finalmente, bata as claras em castelo bem firme. Envolva cuidadosamente (sem mexer!) no preparado de chocolate. Deite no recipiente em que vai servir e leve ao frigorífico para esfriar.

Se preferir, decore com raspas de chocolate.

31 janeiro 2010


Esta receita nasceu por puro acaso. A minha ideia era fazer a panna cotta de hortelã que já aqui coloquei, mas à última hora descobri que não tinha hortelã e, ao olhar à volta na cozinha em busca de ideias, acabei a olhar para o vaso do manjericão e a pensar 'porque não?...'. E ainda bem que o fiz. A infusão de manjericão dá um sabor inesperado, mas subtil e agradável à panna cotta, a comprovar mais uma vez a enorme versatilidade desta simples sobremesa italiana. Quanto aos morangos, são um bom complemento - manjericão e morangos é uma combinação que raramente resulta mal.

A receita é praticamente igual à versão de hortelã, mas resolvi colocá-la na mesma aqui no blog, porque a diferença de sabor que o manjericão traz vale por si só.


Ingredientes (4 pessoas):
500ml de natas (para chantilly)
75g de açúcar
3 folhas de gelatina
algumas folhas de manjericão

Para o molho de morangos:
100g de açúcar
50ml de água
alguns morangos (pode usar congelados, se não estiver na época certa)


Preparação:

Como disse, a preparação é praticamente igual à da panna cotta de hortelã: deite num tacho as natas, o açúcar e as folhas de manjericão cortadas grosseiramente e leve a lume brando, sem deixar ferver. Retire do lume, coloque a tampa no tacho e deixe em infusão durante perto de uma hora.

Passe através de um passador para outro recipiente, deitando fora o manjericão. Coloque a gelatina em molho numa tigela com água até amolecer. Retire-as, escorrendo bem, e junte às natas, dissolvendo-as completamente. Deite em formas individuais e leve ao frigorífico de um dia para o outro.

Na altura de servir, prepare o molho, levando a água e o açúcar ao lume num tachinho. Assim que levantar fervura, espere cerca de 5 minutos e junte os morangos, envolvendo-os bem na calda, que deverá ficar avermelhada. Deite por cima da panna cotta e sirva.

15 novembro 2009


Encontrei esta receita no fantástico blog italiano Anice & Cannella . A fotografia que acompanhava a receita era tão convidativa que tive de experimentar - ainda por cima tiramisù, um dos grandes doces italianos, e que tantas vezes é feito de forma inferior. Não é o caso desta receita: é simples de fazer, e ainda assim com um resultado óptimo. Só fiz uma pequena alteração em relação à receita original - reduzi uma colher de açúcar.


Ingredientes (4 pessoas):
500g de queijo mascarpone
5 gemas
4 claras
4 colheres de sopa de açúcar
o equivalente a 6 chávenas de café
cacau em pó
chocolate negro cortado em pedaços pequenos
300g de palitos la reine ou equivalentes


Preparação:
Numa tigela grande, bata as gemas juntamente com o açúcar até começar a fazer espuma. Junte o mascarpone e bata em velocidade baixa até estar bem misturado.

Entretanto bata à parte as claras em castelo bem firme. Junte-as a pouco e pouco ao creme de gemas e mascarpone, envolvendo-as bem, mas tentando não as quebrar.

Finalmente, no recipiente em que irá servir, comece a montar o tiramisù: passe os palitos la reine pelo café, apenas do lado do açúcar e sem embeber demasiado. Disponha-os numa primeira camada no fundo do recipiente, com o açúcar para cima (assim o café vai-se entranhando no biscoito, amolecendo-o). Cubra com uma camada de creme de mascarpone, polvilhe com cacau e espalhe alguns pedaços de chocolate. Repita com mais uma camada de biscoitos, seguida de creme, cacau e chocolate. Repita mais uma vez, terminando com o creme, cacau e chocolate.

Leve ao frigorífico e sirva frio.

16 agosto 2009


Por vezes há ideias simples que fazem toda a diferença numa receita. Este sorvete teria muito menos piada sem o pormenor das 'pevides' de chocolate, que não só ajudam a criar a ilusão de que estamos a comer um pedaço de melancia, como dão um contraste de sabor muito interessante com a frescura da melancia. A receita é mais uma vez do livro "The Perfect Scoop", de David Lebovitz, o livro ideal para quem gosta de gelados. A única diferença é que eu fiz as minhas próprias 'pevides' em vez de comprar pepitas de chocolate já feitas.


Ingredientes (1 litro):
1 melancia com cerca de 1,5 kg
100g de açúcar
1 lima
sal
1 a 2 colheres de vodka (opcional)
100g de chocolate preto


Preparação:
Comece pelas 'pevides': parta o chocolate em pedaços pequenos (o mais fácil é cortá-lo com uma faca de cortar de pão, de serrilha), coloque-o numa taça e leve ao micro-ondas por cerca de 30 segundos. Retire, mexa com uma colher de pau e repita até o chocolate estar derretido. Cuidado para não queimar - o chocolate queimado não é recuperável!

Espalhe uma folha de papel vegetal por cima de um tabuleiro. Deite o chocolate derretido num saco de plástico pequeno (dos de congelação) e corte um dos bicos do saco com um corte pequeno, transformando-o num saco de pasteleiro improvisado. Com cuidado, use o saco para deitar pequenas gotas de chocolate sobre o papel vegetal - tanto quanto possível tente que as gotas tenham um formato semelhante ao das pevides da melancia. Quando terminar, leve o tabuleiro ao congelador para que as 'pevides' solidifiquem.

Agora o sorvete: corte a melancia em pedaços pequenos, sem casca nem pevides, e triture para obter apenas o sumo. Leve cerca de 125ml do sumo ao lume com o açúcar e um pouco de sal, mexendo até o açúcar se dissolver. Retire do lume, deite numa taça e misture com o restante sumo de melancia. Esprema a lima para dentro da taça e junte as colheres de vodka, se as quiser usar. Leve ao frigorífico até estar bem frio. Finalmente, deite na máquina de gelados e siga as instruções do fabricante. Quase no final, deite na máquina as 'pevides' de chocolate, para que se misturem com o sorvete, criando a ilusão de pevides verdadeiras.

28 junho 2009


A ideia de fazer um sorvete de manjericão parecia-me estranha até ter provado um no restaurante La Moneda, em Lisboa. Era uma mistura de manjericão e limão que se tornava extraordinariamente refrescante. Fiquei com vontade de experimentar - e quando vi no livro de David Lebovitz a sugestão de acompanhar um gelado deste tipo com morangos em calda de limão, deixei de ter desculpas para não tentar. Aqui fica a receita (o sorvete foi adaptado daqui, e os morangos do dito livro), para uma sobremesa com um visual extravagante e um sabor diferente e bem fresco.


Ingredientes:

Para os morangos:
250ml de água
50g de açúcar
450g de morangos
1 limão

Para o sorvete:
500ml de água
150g de açúcar
60g folhas de manjericão
4 limas


Preparação:
Comece por preparar os morangos: junte a água, o açúcar e a raspa do limão num tacho e leve ao lume até ferver. Mexa com uma colher de pau até o açúcar se dissolver totalmente. Retire do lume e deixe arrefecer por completo. Corte os morangos em quartos e coloque-os num recipiente. Cubra com a calda de limão e leve ao frigorífico, deixando macerar de 1 a 4 horas.

Para o sorvete, leve a água e o açúcar num tacho ao lume até ferver, reduza o lume e deixe fervilhar mais 2 minutos. Retire e deixe arrefecer. Quando estiver frio, deite a calda num copo triturador e junte as folhas de manjericão e o sumo das limas. Triture bem. Deite a mistura na máquina de gelados, seguindo os tempos recomendados pelo fabricante.

Sirva colocando alguns morangos no fundo de uma taça. Regue com um pouco da calda de limão e coloque uma bola do sorvete por cima.

16 junho 2009


O fantástico blog Flagrante Delícia, de Leonor de Sousa Bastos, tornou-se uma visita obrigatória desde que uma amiga mo recomendou. Já andava há algum tempo para experimentar algumas das receitas lá publicadas, mas só agora arrisquei, graças a uns belíssimos alperces que tinha em casa. Esta receita é óptima, simples e rápida. Atenção apenas ao tempo de cozedura do crumble - deixei o meu passar dos 12 minutos indicados e acabou por ficar muito mais escuro que o das fotos da Leonor. Ainda assim, o conjunto ficou mais do que aprovado!
Se ainda não o conhecem, espreitem o Flagrante Delícia - vão ver que vale bem a pena!


Ingredientes (6 pessoas):

Para o crumble:
50g de manteiga
50g de açúcar mascavado
50g de amêndoas
50g de farinha de trigo
flor de sal

Para o creme:
8 a 10 alperces maduros
2 limas
40g de açúcar mascavado claro
180g de chocolate branco
150ml de natas (cerca de 35% m.g.)


Preparação:
Numa tigela, junte todos os ingredientes do crumble e amasse bem até que fique homogéneo. Leve ao frigorífico por cerca de uma hora. Espalhe em pedaços num tabuleiro coberto de papel vegetal (na receita original, a Leonor recomenda usar uma rede larga de forma a que o crumble caia em pedaços pelos buracos da rede). Leve ao forno pré-aquecido a 170ºC por 12 minutos. Reserve.

Entretanto descasque os alperces, tire-lhes os caroços e corte em pedaços pequenos. Raspe a casca de uma das limas e esprema ambas, reservando o sumo. Deite os alperces numa frigideira e salteie em lume forte. Deite-lhe o sumo das limas, metade da raspa que reservou e o açúcar mascavado. Deixe cozer por cerca de 4 minutos. Retire do lume e divida por 6 taças de servir.

De seguida parta o chocolate branco em pedaços pequenos para um recipiente. Num tachinho à parte, ferva as natas com o resto da raspa de lima. Verta um terço das natas fervidas sobre o chocolate branco e mexa com uma colher ou com uma espátula de borracha - o chocolate começará a derreter e a misturar-se com as natas. Junte mais um terço de natas, mexendo sempre e termine com o terço final. Misture bem, até todo o chocolate estar derretido e misturado de forma homogénea com as natas. Deite sobre os alperces. Cubra com o crumble e sirva (pessoalmente prefiro levá-lo algum tempo ao frigorífico para ficar mais fresco, mas pode também ser servido morno).

26 maio 2009


Com o bom tempo a chegar, a máquina dos gelados começa a ter uso mais intensivo (nunca deixa verdadeiramente de ter uso, mas com tempo quente sabe melhor!). Daí ter finalmente comprado "The Perfect Scoop", uma verdadeira bíblia do gelado, escrita por David Lebovitz (cujo blog recomendo).
A receita do livro não tem stracciatella, mas pareceu-me uma combinação que resultaria bem - e resultou: o doce do chocolate contrapõe-se bem ao ácido do limão, dando uma bela escolha para os dias quentes que se avizinham.


Ingredientes:
2 limões
100g de açúcar
125ml de sumo de limão
500ml de natas
140g de chocolate de leite
sal


Preparação:
Raspe o zesto (a casca, sem a pele branca que fica por baixo) de dois limões directamente para um copo misturador. Junte o açúcar e triture até que o zesto esteja feito em pedaços muito pequenos. Junte o sumo de limão e misture novamente até que o açúcar se dissolva. Finalmente, junte as natas e um pouco de sal e misture até obter uma mistura cremosa. Leve ao frigorífico durante pelo menos uma hora. Coloque o preparado na máquina de gelados e siga as instruções do fabricante.

Entretanto, corte o chocolate em pedaços pequenos, coloque numa taça e derreta no microondas (cuidado para não queimar o chocolate - derreta a metade da potência máxima, por períodos de 30 segundos, mexendo entre cada período para ajudar a derreter). Enquanto a máquina de gelados ainda está a trabalhar e a girar o gelado, deite-lhe o chocolate derretido em fio. O chocolate solidificará em contacto com o frio e quebrará com a rotação da máquina, dando origem a pequenas pepitas misturadas no gelado: a stracciatella!

Retire o gelado da máquina para um recipiente. Se tiver ficado com pedaços demasiado grandes de chocolate, quebre-os com a ajuda de uma colher ou faca. Leve ao congelador se necessário - ou sirva de imediato, se estiver na consistência certa!

30 abril 2009

O nosso blog já tinha uma bonita receita de crumble de maçã, mas como gosto tanto, não me pareceu mal pôr mais uma. Fiz o dobro das quantidades de massa para poder ter massa para crumble no congelador e poder fazer de vez em quando. Com a massa feita, preparar um crumble é uma acção muito rápida e tentadora. Congelei a massa bem espalmada, para poder partir facilmente. Fica mais bonito se fizerem em ramequins, para doses individuais, mas depois eu teria de comer 2 ou 3 ramequins… e faço em pratos ou tabuleiros de loiça pequenos.

Para 4 pessoas

Ingredientes:
40 g de manteiga
30 g de açúcar amarelo
6 gotas de aroma de baunilha
40 g de farinha de amêndoa (amêndoa moída)
40 g de farinha normal
1 pitada generosa de canela
4 maçãs maduras
40 g de açúcar
Sumo de 1 limão
1 colher de sopa de licor ou aguardente (opcional)
Açúcar em pó para enfeitar.

Preparação:

Corte a manteiga em fatias finas, e junte o açúcar amarelo, 3 gotas de aroma de baunilha, a farinha de amêndoa (pique a amêndoa numa liquidificadora), a farinha normal e a canela. Misture grosseiramente e congele por 30 minutos.

Aqueça o forno a 190 ºC. Descasque as maçãs e tire o caroço. Corte em cubos de 1 cm. Ponha os cubos numa taça com uma colher de sopa de açúcar branco e com 3 gotas de aroma de baunilha. Misture. Junte o sumo de limão.

Retire a massa do congelador e quebre em pedaços muito pequenos. Pode inclusive usar a liquidificadora. Coloque a maçã no tabuleiro ou prato para ir ao forno e espalhe a massa por cima. Deite algum açúcar em pó e leve por 15 minutos ao forno ou até ter uma cor bonita. Sirva quente, com mais açúcar em pó.

19 abril 2009



Já não é a primeira vez que coloco aqui uma receita de panna cotta, mas não podia deixar de partilhar esta, pelo sabor fantástico a hortelã que faz desta uma bela alternativa à forma mais clássica de preparar a sobremesa italiana. A receita foi-me passada num curso de sobremesas com o chef Augusto Gemelli - e está também disponível no seu livro, "A Cozinha Italiana de Augusto Gemelli", que recomendo vivamente.


Ingredientes (4 pessoas):

Para a panna cotta:
500ml de natas para bater
75g de açúcar
3 folhas de gelatina
15g de folhas de hortelã
xarope de hortelã (opcional)

Para o molho de frutos silvestres:
100g de frutos silvestres
100g de açúcar
50ml de água


Preparação:
Leve um tachinho ao lume com as natas, o açúcar e as folhas de hortelã cortadas em pedaços grosseiros. Se quiser, deite uma colher de chá de xarope de hortelã - o xarope é opcional, mas ajuda ao sabor e dá um tom ligeiramente esverdeado à panna cotta. Aqueça em lume brando/médio, sem deixar que levante fervura. Retire do lume, tape o tachinho e reserve durante cerca de uma hora.

Após esse tempo, passe por um passador para outro recipiente. Entretanto coloque as folhas de gelatina em água fria até amolecerem. Retire-as uma a uma, escorrendo muito bem, e junte-as às natas. Deite em formas individuais (ou numa forma única maior) e leve ao frigorífico, de preferência de um dia para o outro.

Para servir, prepare um molho de frutos silvestres colocando a água e o açúcar num tacho. Deixe ferver durante cerca de 5 minutos. Junte os frutos silvestres, envolvendo-os na calda. Deite por cima da panna cotta e enfeite com uma folha de hortelã.

10 março 2009

Não sou muito dado a doces, mas esta tarte é soberba. Nunca tive um doce tão elogiado. O texto é grande mas não se iludam – é fácil de preparar, talvez das coisas mais simples no grandioso livro de Thomas Keller – The French Laundry cookbook.
Houve alguma aflição de última hora, enquanto recalculava mentalmente as indicações dadas em medidas estranhas como taças e onças, mas lá me entendi e resultou muito bem. Em vez do creme meloso de mascarpone recomendado no livro, fiz um ragôut de frutas silvestres, também ele muito simples e de grande impacto.

Ingredientes para uma tarte:

Para a massa de pinhões:100 g de pinhões
20 g de açúcar
150 g de farinha
90 g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
1/2 ovo batido
1 colher de café de extracto de baunilha, ou um pouco menos.

Para o sabayon de limão:
2 ovos grandes, frios
2 gemas de ovo, frias
120 g de açúcar
80 ml de sumo de limão (sumo de 1 limão grande e sumarento)
90 g de manteiga sem sal

Para o ragôut de frutas silvestres:80 ml de açúcar
40 ml de água
100 g de amoras
150 g de morangos ou framboesas


Em sequência, faça a massa e leve ao forno e retire, faça o sabayon e deixe a tarte arrefecer por 2 a 3 horas, e antes de servir faça o ragôut de frutos silvestres.

Preparações:

Massa de pinhões:
Moa levemente os pinhões num triturador. Junte a farinha e o açúcar e triture para moer bem os pinhões. Deite a mistura numa taça e junte a manteiga amolecida, o meio ovo (aproveite o resto do ovo para enriquecer o sabayon) e o extracto de baunilha e misture bem. Adicione alguma farinha se precisar. Embrulhe em filme plástico e leve ao frio por 10 minutos para ser mais fácil de trabalhar. Espalhe a massa numa forma de tarte, deixando rebordos altos e grossos.
Leve ao forno pré-aquecido a 180 ºC por 20 minutos ou até dourar bem a massa. Deixe arrefecer enquanto faz o sabayon.

Sabayon de limão:Prepare todas as quantidades necessárias. Leve água a ferver (2 dedos de altura) numa panela larga e baixa. Numa taça metálica, bata os ovos e o açúcar. Leve a banho-maria e bata com a vara de arames durante pelo menos 2 minutos, até ter uma espuma cremosa e consistente. Junte 1/3 do sumo de limão, e continue a bater por mais 2 minutos. Repita até esgotar o sumo de limão. Ao fim de 8 a 10 minutos terá uma mistura espessa, em amarelo claro. Retire a taça metálica do banho-maria e junte pouco a pouco as fatias finas da manteiga, batendo sempre com as varas de arame. O calor e as varas de arames irão incorporar a manteiga, finalizando o sabayon.

Pré-aqueça a grelha do forno. Deite o sabayon quente na tarte e leve ao forno, no nível mais próximo da grelha, apenas para dar um bonito tom de amarelo-torrado à tarte. Nunca deixe de observar a tarte nesta fase – há um breve instante em que a tarte fica no tom certo e mais 30 segundos podem queimar em demasia.

Reserve por 2 a 3 horas para que o sabayon consolide.

Ragôut de frutos silvestres:Prepare uma calda com o açúcar e a água, deixando ferver por 3 a 4 minutos. Junte as frutas. As amoras e framboesas vão inteiras, os morangos devem ser cortados. Envolva as frutas na calda por 1 a 2 minutos, criando uma calda colorida e espessa.

Sirva uma fatia de tarte com 2 ou 3 colheres de sopa de ragôut. Delicioso. Mesmo muito delicioso.

27 janeiro 2009

Espanta-me chegar a pai de filhos para provar pela primeira vez uns deliciosos marmelos assados no forno. Foi no restaurante d’Avis, cozinha alentejana no Beato em Lisboa. ‘Um marmelinho assado sabe sempre bem’ disse o dono. E eu provei. Decidi tentar perceber a receita. Vinho do Porto, açúcar, canela. O dono disse que punha também vinho tinto. Confiei nele. Um homem que faz torresmos do rissol daquela maneira tem de ser boa pessoa. A receita aparece aqui já fora da época dos marmelos, mas fica para mais tarde experimentarem.


Ingredientes para 3 pessoas gulosas:

3 grandes marmelos maduros
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de café de canela
200 ml de vinho do Porto tinto (1 copo cheio)

Preparação:

Cortei a base de cada marmelo para se aguentarem em pé e furei-os com o saca-caroço, apenas até ao caroço, onde o marmelo tem uma cavidade oca. Usei a forma de bolo inglês (a rectangular, estreita e alta) e dispus os 3 marmelos grandes. Misturei o açúcar e a canela e despejei parte na cavidade dos marmelos e parte na forma. Idem para todo o vinho.

Levei ao forno por quase 1 hora. O vinho ficou com consistência de xarope. Servi em taças individuais.

12 dezembro 2008


Para esta sobremesa fiz uma espécie de 2 em 1: juntei a receita de panna cotta à receita de molho de frutos silvestres. O resultado é que foi ligeiramente diferente do esperado: as natas cozidas misturaram-se com o molho de frutos e, em vez de ter uma panna cotta com fruta por cima, obtive algo que já não é bem uma panna cotta clássica, com fruta por dentro, por fora, por todos os lados... De certa forma, é mais uma prova da versatilidade da panna cotta, e que vale a pena experimentar, por ser diferente do habitual.

Ingredientes (4 pessoas):
Para a panna cotta:
1/2 litro de natas frescas
3 folhas de gelatina
2 colheres de açúcar
limoncello (licor italiano de limão - pode usar rum como alternativa)
extracto de baunilha (opcional)
sal
raspa de limão

Para o molho de frutos silvestres:
Frutos silvestres congelados (ou naturais, mas é mais fácil encontrá-los congelados)
2 paus de canela
1 colher de chá de açúcar amarelo
vinho do Porto
folhas de hortelã


Preparação:
Comece por colocar as folhas de gelatina de molho numa taça com água fria. De seguida, prepare o molho de frutos silvestres: deite uma boa quantidade de frutos num pequeno tacho. Junte um pouquinho de vinho do Porto, os paus de canela, a hortelã e o açúcar amarelo (na verdade, o açúcar é opcional; eu costumo pôr, mas sou um guloso de primeira...). Leve a lume médio, mexendo de vez em quando - à medida que vão fervendo, alguns dos frutos desfazem-se e ajudam a engrossar o molho. Assim que estiver no ponto, retire do lume e deite na forma na qual vai fazer a panna cotta (eu costumo usar uma forma de bolo inglês).

De seguida, deite noutro tacho as natas e junte as duas colheres de açúcar. Mexa, junte um pouquito de sal e a raspa do limão (se desejar, pode deitar também umas gotas de extracto de baunilha). Leve a lume brando e deixe aquecer, mexendo de vez em quando, mas sem ferver. Nesta altura, retire as folhas de gelatina da água, escorra-as bem e junte-as às natas. Deite também um pouco (meio cálice, talvez) de limoncello (ou rum, em alternativa). Mexa mais 1 minuto ou 2 e está pronto: deite na forma, sobre os frutos silvestres, o que vai fazer com que as natas e o molho se misturem completamente (o que não seria aceitável numa panna cotta normal, mas nesta versão é o efeito desejado).

Deixe arrefecer e coloque no frigorífico umas boas horas (idealmente de um dia para o outro), até solidificar e ficar no ponto certo. Sirva bem fresca.

24 setembro 2008

Andei à procura de receitas para aproveitar uns figos que arranjámos e dei com uma receita de gelado de figos, da autoria de David Lebovitz, e transcrita no blog Vanilla Garlic, que me interessou. Não segui a receita à risca - acabei por fazer algumas alterações nas quantidades e nos ingredientes (por exemplo, em vez de acompanhar com mel, que me pareceu extremamente doce, introduzi o vinagre balsâmico, que resultou muito bem como contraponto à doçura dos figos). Para quem gosta deste fruto (e eu gosto muito), é uma excelente opção para uma sobremesa.


Ingredientes:
800 g de figos
1/2 chávena de água
1 limão
1/2 chávena de açúcar
1 chávena de natas
vinagre balsâmico


Preparação:
Comece por retirar o pé aos figos e por cortar cada um em oitavos. Deite-os num tacho, junte a água e raspe o limão sobre eles. Leve a lume médio ou médio-brando durante uns 8 minutos, com a tampa fechada, mexendo de vez em quando, até os figos começarem a desfazer-se (cuidado para não deixar pegar no fundo!).

Destape o tacho, junte o açúcar, mexa bem e deixe cozinhar até engrossar e ficar com uma consistência parecida com geleia. Nessa altura retire do lume e deixe arrefecer à temperatura ambiente.

Assim que arrefecer, passe para um recipiente e triture com uma varinha mágica. Junte as natas e o sumo do limão, misture tudo bem e leve ao frigorífico até arrefecer. No final, deite na máquina de gelados e siga as instruções do fabricante (caso não tenha máquina, leve ao congelador; assim que começar a formar cristais de gelo nos bordos, retire e, com um garfo ou um batedeira, bata bem para quebrar todos os cristais de gelo; volte a levar ao congelador por mais umas 2 a 3 horas, retirando de meia em meia hora para voltar a quebrar os cristais de gelo - ao fim desse tempo deverá estar pronto).

Sirva salpicado com vinagre balsâmico - a acidez do vinagre complementa muito bem o doce dos figos.

(uma nota: usei figos pingo de mel, que têm a casca verde - daí a cor clara deste gelado; se usar figos com casca escura, obterá uma tonalidade muito mais parecida com a da foto do blog Vanilla Garlic)

06 setembro 2008

Inspirado pelas novas misturas de sumos e pelos livros de culinária, fiz mais esta sopa doce, muito fácil de preparar. É uma sobremesa para se fazer em 5 minutos, e tem algum ar de surpresa, por ser incomum.

Ingredientes para 4 pessoas:

300 ml de polpa de manga
200 ml de sumo de laranja

Guarnição:
Queijo de cabra fresco em cubos
Hortelã em juliana
Tiras de ananás

Emulsione a polpa da manga com o sumo de laranja. Decore com a guarnição.

25 agosto 2008


Se há coisa que não gosto é de pedir uma fatia de bolo de bolacha e darem-me aquela espécie de tarte de natas com bocadinhos de bolacha no meio e ovo por cima, bastante comum em Lisboa (e provavelmente não só). Para mim, bolo de bolacha é o tradicional, com creme de manteiga e bolachas embebidas em café - era esse que comia em casa quando era miúdo e ainda hoje é dos meus bolos preferidos.

Esta receita pega nessa versão tradicional do bolo e dá-lhe um toque diferente, com a adição do chocolate em pó. É especialmente agradável para quem for mais guloso...

(Obrigado à Cláudia, que me passou a receita!)


Ingredientes:
500g de bolacha Maria
125g de manteiga sem sal
125g de açúcar
50g de chocolate em pó
1 gema de ovo
8 colheres de sopa de leite
café


Preparação:
Numa tigela, bata a manteiga com o açúcar. Junte o chocolate em pó e continue a bater até misturar bem. Deite o leite e a gema de ovo e bata até obter um creme.

Monte o bolo num prato para bolos: coloque uma camada de bolachas embebidas em café, barre com um pouco do creme, deite nova camada de bolachas embebidas em café, e por aí adiante até acabar as bolachas. No final, cubra com creme e leve ao frigorífico antes de servir - o frio engrossará o creme e o bolo sabe muito melhor depois de fresco.
 
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