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03 novembro 2013


Já tinha ficado a dever à generosidade do Paulo e da Maria, grandes amigos de Évora, a receita - e os ingredientes - da sopa de beldroegas que aqui coloquei no ano passado; agora junto nova sopa e novo agradecimento. Neste fim-de-semana tivemos o prazer de ter estes amigos cá em casa, carregados com tudo o que é preciso para fazer uma genuinamente alentejana sopa de feijão com mogango.

Antes de mais, e para quem não sabe, mogango é o nome alentejano de um tipo de abóbora (há quem indique na Internet que é o nome dado localmente à abóbora-menina, mas não posso confirmar se está correcto). E esta sopa é... uma delícia! E não se deixem enganar por ser uma sopa: isto é uma refeição completa. Vai-se petiscando enquanto se cozinha - pão, queijo, azeitonas... -, abre-se um vinho, conversa-se, come-se a sopa e está feito um almoço perfeito!

Uma nota final antes da receita propriamente dita: o Paulo teve o cuidado de me dizer que há quem faça a sopa esmagando a abóbora em vez de a deixar em pedaços como se vê na foto. Como em todas as receitas tradicionais, esta terá tantas variantes quantas as pessoas que a fazem, e esta é a receita que o Paulo conhece de família. Eu não conheço outra mas garanto que esta é excelente assim, como está!


Ingredientes (éramos quatro e ainda sobrou... ):
1 lata de 400g de feijão manteiga (nota: a receita tinha originalmente feijão em lata, mas é preferível comprar o feijão e cozê-lo em casa, de preferência em panela de pressão, para aproveitar a água, que é muito mais saborosa. Foi o que fizemos neste caso, e refiro isso na receita. Neste caso, o feijão deve ser deixado de molho durante a noite)
1,5kg de mogango
3 dentes de alho
1 molho grande de coentros
1 folha de louro
2 colheres de sopa de farinha
colorau
azeite
sal
vinagre


Preparação:
Se tiver comprado feijão cru, coloque-o numa panela de pressão, junte água (foi a olho - entre 1 a 1,5 litros) e sal e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos. No final não deite a água fora!

Entretanto pique os alhos, corte o mogango aos cubos e pique os coentros. Reserve.

Cubra o fundo de um tacho com azeite, leve ao lume e junte-lhe os alhos picados e a folha de louro. Deixe refogar um pouco e junte o mogango e os coentros, misturando bem com uma colher de sal. Deite um pouco de colorau, tempere com sal e deixe cozinhar em lume brando. O mogango vai perdendo água com a cozedura, o que evitará que pegue ao fundo, mas ainda assim mexa de vez em quando com a colher de pau, mas com cuidado para não desfazer a abóbora - quando notar que esta já começa a estar cozida, junte o feijão escorrido e misture, deixando apurar.

Entretanto, dissolva a farinha (é mais fácil se a peneirar) na água de cozedura do feijão (ou em água simples, se tiver usado feijão de lata), para a engrossar. Deite a água no tacho até cobrir o feijão e o mogango. Para finalizar, deite um pouco de vinagre, mexa, e prove. Se necessário corrija o sal e o vinagre.

Está pronto a servir - bom apetite!

20 dezembro 2012


Os ovos têm 3 papéis muito claros num bolo – dão sabor, ligam a massa, e ajudam o bolo a crescer no forno, criando aquela textura fofa. Um bolo sem ovos é um desafio, e portanto parti ao desafio de fazer um bolo vegan que parecesse tanto quanto possível com um bolo normal.

Para ligar a massa usei cenoura ralada. Tem muita humidade, um sabor bastante adocicado e rico, e as tiras finíssimas da cenoura ralada funcionam quase como fibras entrecruzadas e molhadas a ligar os ingredientes secos. Para trazer mais humidade, usei o sumo de uma laranja e azeite.

Enriqueci os aromas com raspa de laranja e de limão além de ter usado açúcar mascavado, e abusei do fermento para o bolo crescer alguma coisa. As sementes de papoila deram-lhe uma certa graça e notam-se levemente quando se trinca.

Por fim, usei algumas colheradas de “no egg”, um substituto artificial de ovo, mas não creio que tenha feito grande impacto. Eu diria que podem saltar o “no egg”…


Ingredientes:
350 g cenoura ralada
350 g açúcar mascavado
350 g farinha tipo 55
120 ml de azeite
3 colheres chá de fermento (ex: pó royal)
1  colher chá de canela
Sumo e raspa de 1 laranja grande
Raspa de 1 limão
4 colheres de chá de “no egg” diluídas em  10 colheres de sopa de água (opcional)
2 colheres de sopa de sementes de papoila (opcional)


Preparação:
Misturar a farinha, o açúcar, o fermento e a canela. Adicionar a cenoura, o azeite, o sumo e raspa de laranja, a raspa de limão, as sementes de papoila e o “no egg” diluído em água. Bater bem os ingredientes e levar ao forno em forma untada com azeite, a 170 graus por 50 minutos. Se usar uma forma de tabuleiro o bolo poderá demorar menos tempo.

Ficou muito bom. A repetir.

Nota: num regime de alimentação vegan não se come nada que tenha origem animal, seja carne, peixe, ovos, leite, mel, etc.

06 maio 2012



Eu sei que o nome da receita parece exagerado, mas defendo-o as vezes que forem necessárias. Vi esta receita no blog da Cláudia Borralho e fiquei imediatamente interessado - uma receita de mousse de chocolate só com dois ingredientes? Ainda por cima sendo o segundo ingrediente água (e como qualquer pessoa que já tenha deixado entrar água numa ganache saberá, água e chocolate são coisas que nunca se devem misturar...)? E para além de tudo o resto, uma receita que o grande Heston Blumenthal apresenta aqui? Era impossível não experimentar...
A receita demora aí uns cinco minutos e só dá o trabalho de bater o chocolate com uma vara de arames, nada mais. E fica óptima. Cremosa como poucas mousses - e com um sabor incrível. Como não leva mais nenhum ingrediente, sabe a chocolate. Chocolate puro, sem mais nada. Para um verdadeiro apreciador, é sem dúvida alguma a melhor mousse de chocolate do mundo - todos os outros ingredientes são simplesmente dispensáveis. O único contra é que, tendo apenas estes ingredientes, rende muito pouco - uma tablete de 200g dá para duas pessoas. Mas é um contra muito pequeno tendo em conta o sabor...
A sério, experimentem. E se quiserem, podem depois variar um pouco, usando água com uma infusão de menta, ou de chá, ou substituindo um pouca da água por um pouco de licor. Mas só assim simples, com água e chocolate, já é perfeita. Vão por mim!


Ingredientes (2 pessoas):
200g de chocolate preto de boa qualidade (o sabor da mousse é o sabor do chocolate - escolham bem!)
180ml de água


Preparação:
Prepare um recipiente cheio de água e cubos de gelo e ponha outro recipiente sobre essa, por forma a que toque na água. Deixe de lado.

Corte o chocolate em pedaços pequenos (o ideal é usar uma faca de pão serrilhada). Coloque a água num tacho, deite-lhe o chocolate e leve ao lume, batendo com uma vara de arames até o chocolate derreter e misturar com a água. Assim que estiver, vaze para o recipiente que está sobre o gelo e bata com a vara de arames. Continue a bater sempre até ganhar a consistência de mousse - há-de começar a engrossar devagar e num instante lá chegará. Deite em taças e delicie-se!

02 maio 2012


Tanta invenção com pratos novos tem destas consequências – alguns quilinhos a mais que têm agora de sair. E custa muito mais perder peso do que ganhar. Um molho saboroso passa quase sempre por juntar alguma manteiga, e quando a comida sabe bem apetece mais um pouco. Para cortar neste ritmo estou a seguir pela segunda vez na vida uma dieta. É já velhinha mas simples e eficaz – a dieta de South Beach.
A parte dolorosa da dieta passa por 2 semanas de total privação de hidratos de carbono, e como todos os nossos pequenos-almoços habituais estão carregados de hidratos de carbono, tive de inventar em grande para não fazer omeletas todos os dias de manhã que seria um enjoo.
O queijo magro fresco com verduras é uma opção excelente.

Ingredientes para 1 pessoa:

1 queijo fresco magro grande
150 g de verduras (agrião, rúcula, canónigos, ou outros – o que tiver no frigorífico, ou quintal para felizardos)
Raspas de lima (ou limão)
Sumo de 1 lima (ou meio limão)
3 a 4 folhas de hortelã
5 a 6 folhas de manjericão
Orégãos q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Lave as verduras e tempere com o sumo do citrino. Corte as ervas aromáticas e misture nas verduras. Disponha num prato largo e coloque o queijo fresco em rodelas por cima. Tempere com as raspas do citrino, orégãos, sal e pimenta e finalize com vinagre balsâmico.

Fresco, saudável, saboroso. E o corpo agradece – já se nota bem na balança.

01 maio 2011

Sou pouco versado em receitas de Verão, mas faço kms para ir comer um bom peixe grelhado e uma salada bem feita. Adora que o Verão ameaçava começar decidi fazer algo que não fazia há anos, mas que é simples e associo sempre a Verão – guacamole. De origem mexicana, o guacamole tem inúmeras variantes, e a que faço é muito simples e fresca, e serve de acompanhamento a pratos como chili con carne, ou carnes grelhadas no carvão.

Para 6 pessoas:
2 peras abacate muito maduras
3 tomates pequenos (250 a 300 gramas)
3 a 4 colheres de sopa de ervas aromáticas picadas (salsa e coentros, e uma folha de hortelã)
3 colheres de sopa de pimentão cortado em brunoise
Molho piri-piri q.b.
Sumo de 1 lima
1 embalagem de tiras de milho
Sal e pimenta q.b.

Preparação:
Corte os abacates ao meio e retire o caroço. Remova a polpa com uma colher, sem danificar as cascas, que aproveitará para a apresentação. Esmague a polpa com uma mão, entre os dedos, até ficar com uma pasta suave mas com muitos grumos. Corte os tomates em brunoise (cubinhos pequenos) removendo as sementes. Junte os ingredientes a pouco e pouco à polpa de guacamole, afinando os sabores.
Sirva dentro das cascas de guacamole, e reserve alguns ingredientes como pimentão, ervas e fatias de lima para decorar o guacamole com cores vivas.

05 abril 2010


Este risotto extremamente aromático é uma excelente forma de trazer algo diferente aos sabores típicos do risotto italiano. A receita é inspirada na do livro 'The Accidental Vegetarian', de Simon Rimmer. E digo 'inspirada' por dois motivos: Rimmer usa folhas de lima Kaffir na tapenade, que eu não encontrei, e por isso resolvi duplicar o número de limas da receita (sumo e raspa); por outro lado, a técnica de risotto de Rimmer é diferente da que conheço e não me convenceu (natas no risotto?...), por isso fi-lo tal como costumo fazer os meus, e saiu no ponto certo.

Ingredientes (4 pessoas):

Para o risotto:
4 chalotas
1 dente de alho
3 talos de erva-príncipe
500g de arroz para risotto
100ml de vinho branco
2l de caldo de legumes
azeite
sal
pimenta
1 lima

Para a tapenade:
2 limas
100g de azeitonas verdes, descaroçadas
1 colher de sopa de alcaparras
alguns talos de coentros
1 dente de alho
azeite


Preparação:
Comece pela tapenade, até porque assim que começar a fazer o risotto não poderá pegar em mais nada... Raspe a casca das limas para o copo de um robot de cozinha e esprema o seu sumo para o mesmo copo. Junte as azeitonas, as alcaparras, o dente de alho e os talos de coentros picados. Pique até ficar grosseiramente misturado. Misture o azeite e volte a picar. Junte azeite até ficar com a consistência que preferir. Junte sal e pimenta, se achar necessário. Deite numa tigela e reserve.

Agora o risotto. Corte as chalotas e pique o dente de alho. Deite ambos numa panela alta, junte um fio de azeite e deixe cozinhar em lume brando, até amolecerem. Bata na erva-príncipe com as costas de uma faca, para que liberte o seu aroma, e junte à panela, misturando bem. Finalmente, deite o arroz, envolva bem no refogado e deixe cozinhar um pouco. Junte o vinho e mexa bem até que o arroz o absorva na totalidade.

Junte uma colher de caldo de legumes e mexa constantemente até o arroz absorver o caldo. Nessa altura, junte mais uma colher e repita. Continue assim durante alguns (vários...) minutos, até o arroz estar al dente. Rectifique os temperos, mexendo sempre, e finalmente deite a tapenade no arroz, mexendo bem.

Sirva com um pouco de raspa de lima por cima.

19 agosto 2009


Para aqueles dias em que não há grandes ideias para acompanhamentos, esta receita é ideal: simples de fazer e saborosa. Retirei-a de um livro muito interessante - "One Perfect Ingredient", de Marcus Wareing (já há uma tradução portuguesa, com o nome "O Ingrediente Perfeito"). Vale a pena experimentar.


Ingredientes (4 pessoas):
1kg de batatas novas pequenas
100ml de azeite
1 cabeça de alho
100g de azeitonas pretas sem caroços
raspa de 1 limão
rosmaninho
sal
pimenta


Preparação:
Comece por aquecer o forno a 200º (180º com ventoinha).
Coloque as batatas num pirex e regue com o azeite. Junte o rosmaninho, misture bem, e tempere com sal e pimenta, levando ao forno por cerca de 40 minutes. A meio do tempo, junte os dentes de alho, sem pele, espalhando-os pelo tabuleiro.
Depois de pronto, retire do forno, junte as azeitonas e polvilhe com a raspa do limão. Está pronto a servir!

16 agosto 2009


Por vezes há ideias simples que fazem toda a diferença numa receita. Este sorvete teria muito menos piada sem o pormenor das 'pevides' de chocolate, que não só ajudam a criar a ilusão de que estamos a comer um pedaço de melancia, como dão um contraste de sabor muito interessante com a frescura da melancia. A receita é mais uma vez do livro "The Perfect Scoop", de David Lebovitz, o livro ideal para quem gosta de gelados. A única diferença é que eu fiz as minhas próprias 'pevides' em vez de comprar pepitas de chocolate já feitas.


Ingredientes (1 litro):
1 melancia com cerca de 1,5 kg
100g de açúcar
1 lima
sal
1 a 2 colheres de vodka (opcional)
100g de chocolate preto


Preparação:
Comece pelas 'pevides': parta o chocolate em pedaços pequenos (o mais fácil é cortá-lo com uma faca de cortar de pão, de serrilha), coloque-o numa taça e leve ao micro-ondas por cerca de 30 segundos. Retire, mexa com uma colher de pau e repita até o chocolate estar derretido. Cuidado para não queimar - o chocolate queimado não é recuperável!

Espalhe uma folha de papel vegetal por cima de um tabuleiro. Deite o chocolate derretido num saco de plástico pequeno (dos de congelação) e corte um dos bicos do saco com um corte pequeno, transformando-o num saco de pasteleiro improvisado. Com cuidado, use o saco para deitar pequenas gotas de chocolate sobre o papel vegetal - tanto quanto possível tente que as gotas tenham um formato semelhante ao das pevides da melancia. Quando terminar, leve o tabuleiro ao congelador para que as 'pevides' solidifiquem.

Agora o sorvete: corte a melancia em pedaços pequenos, sem casca nem pevides, e triture para obter apenas o sumo. Leve cerca de 125ml do sumo ao lume com o açúcar e um pouco de sal, mexendo até o açúcar se dissolver. Retire do lume, deite numa taça e misture com o restante sumo de melancia. Esprema a lima para dentro da taça e junte as colheres de vodka, se as quiser usar. Leve ao frigorífico até estar bem frio. Finalmente, deite na máquina de gelados e siga as instruções do fabricante. Quase no final, deite na máquina as 'pevides' de chocolate, para que se misturem com o sorvete, criando a ilusão de pevides verdadeiras.

28 junho 2009


A ideia de fazer um sorvete de manjericão parecia-me estranha até ter provado um no restaurante La Moneda, em Lisboa. Era uma mistura de manjericão e limão que se tornava extraordinariamente refrescante. Fiquei com vontade de experimentar - e quando vi no livro de David Lebovitz a sugestão de acompanhar um gelado deste tipo com morangos em calda de limão, deixei de ter desculpas para não tentar. Aqui fica a receita (o sorvete foi adaptado daqui, e os morangos do dito livro), para uma sobremesa com um visual extravagante e um sabor diferente e bem fresco.


Ingredientes:

Para os morangos:
250ml de água
50g de açúcar
450g de morangos
1 limão

Para o sorvete:
500ml de água
150g de açúcar
60g folhas de manjericão
4 limas


Preparação:
Comece por preparar os morangos: junte a água, o açúcar e a raspa do limão num tacho e leve ao lume até ferver. Mexa com uma colher de pau até o açúcar se dissolver totalmente. Retire do lume e deixe arrefecer por completo. Corte os morangos em quartos e coloque-os num recipiente. Cubra com a calda de limão e leve ao frigorífico, deixando macerar de 1 a 4 horas.

Para o sorvete, leve a água e o açúcar num tacho ao lume até ferver, reduza o lume e deixe fervilhar mais 2 minutos. Retire e deixe arrefecer. Quando estiver frio, deite a calda num copo triturador e junte as folhas de manjericão e o sumo das limas. Triture bem. Deite a mistura na máquina de gelados, seguindo os tempos recomendados pelo fabricante.

Sirva colocando alguns morangos no fundo de uma taça. Regue com um pouco da calda de limão e coloque uma bola do sorvete por cima.

27 janeiro 2009

Espanta-me chegar a pai de filhos para provar pela primeira vez uns deliciosos marmelos assados no forno. Foi no restaurante d’Avis, cozinha alentejana no Beato em Lisboa. ‘Um marmelinho assado sabe sempre bem’ disse o dono. E eu provei. Decidi tentar perceber a receita. Vinho do Porto, açúcar, canela. O dono disse que punha também vinho tinto. Confiei nele. Um homem que faz torresmos do rissol daquela maneira tem de ser boa pessoa. A receita aparece aqui já fora da época dos marmelos, mas fica para mais tarde experimentarem.


Ingredientes para 3 pessoas gulosas:

3 grandes marmelos maduros
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de café de canela
200 ml de vinho do Porto tinto (1 copo cheio)

Preparação:

Cortei a base de cada marmelo para se aguentarem em pé e furei-os com o saca-caroço, apenas até ao caroço, onde o marmelo tem uma cavidade oca. Usei a forma de bolo inglês (a rectangular, estreita e alta) e dispus os 3 marmelos grandes. Misturei o açúcar e a canela e despejei parte na cavidade dos marmelos e parte na forma. Idem para todo o vinho.

Levei ao forno por quase 1 hora. O vinho ficou com consistência de xarope. Servi em taças individuais.

10 agosto 2008

No Verão, é uma delícia fresca e muito gulosa. Gosto destas sopas de sobremesa, servidas bem frias. O Vitor Sobral publica 5 sopas doces no seu livro “A cozinha de Vitor Sobral” e eu fiz recentemente duas dessas sopas. Esta é a primeira, com excelentes resultados. Achei apenas um pouco doce demais para o meu paladar, que denota logo os excessos de açúcar, mas pode-se dosear a calda de açúcar a gosto, sobretudo se as tangerinas forem boas. Na guarnição, saltei o gengibre confitado, que não tinha, e usei um palito de bolacha.

Ingredientes para 4 pessoas:
Calda de açúcar:
1 dl Água
100 grs de açúcar

Sopa:250 grs de cenoura
1 dl de polpa de maracujá
2,5 dl de sumo de tangerina
1 dl de calda de açúcar (ou q.b.)
Sal q.b. (para a cenoura)

Guarnição:
Gomos de tangerina
Hortelã em juliana
Gengibre confitado


Ferva a água e o açúcar por 3 minutos e deixe arrefecer. Coza a cenoura em água com um pouco de sal, escorra e deixe arrefecer. Emulsione todos os ingredientes da sopa no liquidificador, e junte a calda até que fique doce a seu gosto.

Sirva a sopa bem fria, com a guarnição.

30 março 2008

Já há algum tempo que procurava um bom livro com receitas de gelados e sorvetes, para começar a fazê-los em casa. E como por vezes as coisas que procuramos surgem nos lugares mais improváveis, acabei por achar o livro que queria numa loja de decoração para a casa (a Zara Home). O livro chama-se "Helados" (é uma edição espanhola), da autora Susanna Tee, e custa cerca de 5 euros. Tem uma boa variedade de vários tipos de sobremesas deste tipo.

Experimentei ontem fazer uma das receitas e saiu muito bem. A única alteração que deixo na receita aqui publicada é uma redução no açúcar (a quantidade original era demasiada para o meu gosto).


Ingredientes (6 pessoas):
350ml de água
1 folha de gelatina (a receita original usava gelatina em pó, que eu não tinha - usei uma folha e resultou bem)
200g de açúcar
2 limões
10 maracujás (8 para o sorvete e 2 para decorar)


Preparação:
Prepare primeiro os limões - raspe a casca de ambos e esprema-os, guardando o sumo.

De seguida, coloque um pouco de água quente numa taça e deite-lhe a folha de gelatina. Deixe ficar de molho durante pelo menos 5 minutos. Enquanto espera, coloque os 350ml de água numa panela, deite-lhe o açúcar e a raspa dos limões e leve a lume brando, mexendo até dissolver o açúcar na água. Aguarde até levantar fervura - nessa altura, deixe ferver durante 2 minutos, sem mexer, retirando de seguida do lume.

Junte à panela a água onde dissolveu a gelatina e o sumo de limão. Mexa bem. Pegue agora nos maracujás, abra-os ao meio e, com a ajuda de uma colher pequena, retire-lhes toda a polpa para dentro da panela. No final, deite todo o preparado para um recipiente, deixe arrefecer um pouco e coloque no frigorífico durante umas 2 horas.

Assim que o preparado esteja frio, retire do frigorífico e passe por um passador fino para outro recipiente, por forma a retirar todas as sementes e peles do maracujá e as raspas do limão.

Neste momento terá duas hipóteses - se tiver uma máquina de fazer gelados, utilize-a segundo as instruções do fabricante. Caso não tenha (é o meu caso), coloque o recipiente aberto no congelador, durante umas 3 ou 4 horas, até começar a congelar. Passado esse tempo, retire-o do congelador e, com um garfo ou uma batedeira eléctrica, misture bem todo o sorvete, para quebrar os cristais de gelo que entretanto se formaram. Leve novamente ao congelador por mais umas 3 horas ou até terminar de congelar.

Sirva decorado com a polpa dos maracujás que guardou. Se precisar de conservar, guarde no congelador, mas com o recipiente tapado.

30 julho 2007


Desde que provei uma sopa de melancia num restaurante em Varsóvia que fiquei com vontade de experimentar algo parecido. Não é uma sopa vulgar - pode ser vista como um refresco ou uma espécie de sumo; mas é muito agradável para começar uma refeição, ainda para mais com um tempo quente como o que se tem feito sentir ultimamente.
Para fazer a sopa andei a investigar várias receitas na Internet. Tirei ideias de algumas, usei o que me lembrava da sopa que comi e saiu assim. Estava bem agradável - muito fresca, como convém.

Ingredientes (2 pessoas):
2 chávenas de melancia cortada em pedaços (sem casca nem pevides)
1 limão
1 cm de gengibre
vinho branco
1 colher de sopa de açúcar amarelo
hortelã


Preparação:
Comece por colocar num pequeno tacho o gengibre cortado em pedaços pequenos, a raspa da casca do limão e o açúcar amarelo. Aqueça em lume médio durante 30 segundos a um minuto. Junte o sumo do limão e deixe aquecer durante mais um pouquinho. Retire do lume.

Deite os pedaços de melancia num copo misturador. Faça passar o conteúdo do tacho por um passador para dentro do copo misturador. Junte um pouquinho de vinho branco (eu deitei a olho, seria talvez um quarto de copo - não deite demasiado para não tornar o sabor demasiado forte) e algumas folhas de hortelã. Misture tudo muito bem (quanto mais tempo misturar menos espessa fica a sopa - vá espreitando para ver se está no seu 'ponto'). No final prove - se necessário corrija o açúcar.

Coloque a sopa no frigorífico algum tempo antes de ir para a mesa e sirva bem fresca!

01 julho 2007

Lembro-me de ser muito pequeno e ver o avô Zé entusiasmado à espera do gaspacho que estava a ser preparado. Água fria, tomate, pepino, o azeite a boiar. A receita não devia ficar por aqui, mas não me lembro de nada mais.

A 30 kms estava a fronteira de Vilanueva del Fresno, onde muito provavelmente alguém estaria a fazer gaspazo, apenas mudando a grafia. E no entanto, o mundo inteiro conhece o gaspazo e todos ignoram o gaspacho. Somos fracotes a divulgar a nossa gastronomia...

O gaspacho tradicional é para dias muito quentes, em Julho e Agosto, na altura do bom tomate, e não tem nada a ver com a foto apresentada. É uma aguada fria de cubos de tomate, pepino e pão do dia anterior a boiarem entre o picado de cebola e pimento, com manchas largas de azeite, salpicadas de vinagre, e ainda sal, pimenta, e alho.

Hoje em dia cada um ajusta a receita a seu gosto, e assim fiz eu.

Para 4 pessoas:

Água fria: 0,7 L
Tomates: 6
Pimento: 1 punhado de picado
Pepino pequeno: 1
Cebola pequena: 1
Pão alentejano: 3 grandes fatias
Sumo de tomate: 100 ml (opcional)
Azeite e vinagre: q.b.
Sal e pimenta: q.b.
Orégãos: q.b.
Hortelã da ribeira: 8 hastes (opcional)

Corte os tomates e pepino (eu tiro as sementes a ambos), o pimento até encher uma mão fechada, a cebola, e uma das fatias de pão e junte à água bem fria. Triture tudo. Pode juntar sumo de tomate, se gostar. Tempere com azeite, vinagre, sal e pimenta e prove. Se algo estiver muito forte para o seu paladar, ajuste as quantidades, adicionando mais pão ou água, por exemplo.

Leve as restantes 2 fatias de pão a torrar, e regue com um fio de azeite. Salpique generosamente com orégãos, e corte em cubos.

Sirva em pratos fundos, com meia fatia torrada de pão alentejano com azeite e orégãos para cada pessoa. Aromatize com um pouco de pimenta, azeite, orégãos e 2 hastes de hortelã da ribeira - a primeira para retirar as folhas e espalhar no prato, a segunda para decorar.

A hortelã da ribeira trás um perfume de menta maravilhoso, que joga bem com a frescura da sopa. É um opcional apenas por ser muito difícil de encontrar à venda. A hortelã vulgar torna-se muito forte como substituto, mas talvez resulte, se for bem picadinha em juliana.
Pode ainda guarnecer o prato com cubinhos de tomate e pepino temperado com sal fino.
Gaspacho talvez não seja um prato para todos, mas eu repeti porque ficou simplesmente delicioso.

28 janeiro 2007

Uma receita com tomate, a fazer jus ao nome do blogue. Adoro comer tomate, e esta receita é a melhor salada de tomate que conheço. Aprendi-a num livro do Jamie Oliver que comprei há quase 2 anos, quando comecei a ver programas dele num dos canais de cabo. O toque do mestre é sem dúvida o manjericão fresco.

No Verão escolho tomates de todas as cores, tamanhos e feitios, para dar um aspecto o mais colorido possível – há sempre tomates verdes, amarelados, alaranjados, vermelhos e tons à volta destas cores, criando uma palete rica no prato.

Hoje fiz uma salada pequena, com apenas 2 tomates. Deliciosa.

Corte finamente os tomates, e disponha no prato de servir. Pique finamente a cebola, e espalhe por cima do tomate. Tempere com flor de sal, pimenta preta moída, e orégãos. Corte folhas de manjericão em juliana e junte ao tomate. Regue generosamente com azeite extra virgem, e mais uns salpicos de vinagre balsâmico. Eu ainda juntei uns esguichos de sumo de limão, e evitei o alho picado finamente.

Nas saladas prefiro a flor de sal ao sal grosso. O sabor é interessante e os cristais não são tão grandes.

Ingredientes:
Tomate
Flor de sal
Pimenta
Orégãos
Folhas de manjericão
Azeite extra virgem
Vinagre balsâmico
Limão (a receita original não tem limão mais sim alho picado)

Quantidades? Como diz a minha mãe: filho, vê quantas pessoas são...

23 janeiro 2007



O crumble é uma daquelas sobremesas que é fácil de fazer e é sempre bem recebida. A receita que sigo é baseada numa publicada pela Vaqueiro, originalmente com maçãs, mas à qual acrescentei as pêras.
É curioso que muitas vezes não há a percepção de que a cobertura do crumble (tal como muitas vezes, mas não sempre, as bases dos cheesecakes) não leva bolacha, mas sim uma mistura de farinha, açúcar e margarina (ou manteiga). Suponho que se possa conseguir um efeito semelhante usando bolacha esmigalhada, embora nenhuma das receitas de crumble que conheço o faça.


Ingredientes (4 pessoas):
3 maçãs
1 ou 2 pêras
algumas sultanas
algumas nozes
2 a 3 colheres de sopa de vinho do Porto
1 colher de sobremesa de maisena
200g de farinha
80g açúcar
1 colher de sopa de canela em pó
100g de margarina

Preparação:
Antes de mais, comece por ligar o forno para 200º.
De seguida, prepare os ingredientes: corte as maçãs e as pêras em pedacinhos pequenos (a receita original sugeria ralar a maçã num ralador - eu tentei e o resultado não foi bonito; parecia mais puré de maçã do que maçã ralada. Desde então que prefiro ser eu a cortar em pedaços pequenos, à faca, sem esmagar...), abra as nozes e parta-as também em pedaços pequenos.
Coloque os pedaços de maçã e pêra numa tarteira de ir ao forno. Coloque por cima algumas sultanas (a gosto) e as nozes. Polvilhe com a maisena e regue com o vinho do Porto. Misture tudo bem.
Agora prepare a cobertura (a tal que não leva bolacha): numa tigela coloque a farinha, o açúcar e a canela em pó e a margarina cortada em pedaços pequenos. Comece a misturar com as mãos, tentando esfarelar a margarina com as pontas dos dedos, até toda a mistura ter um aspecto arenoso.
Espalhe a mistura sobre as maçãs e as pêras, calcando ligeiramente, para dar um aspecto mais uniforme à cobertura. Leve ao forno e deixe cozer até a cobertura estar dourada.
Sirva com uma bola (ou mais...) de gelado de nata.
 
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