31 janeiro 2009

Está a tornar-se um prato favorito. É leve, com os espinafres a equilibrarem os sabores fortes do tomate seco e do camarão feito no azeite picante. Até o alho, frito até ficar estaladiço, dá uma graça especial ao prato. Apenas os camarões custam a preparar – reserve uns 20 minutos para esta tarefa. Depois, tudo é simples e saboroso. O único ingrediente mais invulgar é o tomate seco – compre uma saqueta de 250 gramas numa boa mercearia ou supermercado gourmet e verá que dura semanas sem fim.

Ingredientes para 4 pessoas:
50 camarões 30/40
800 g de espinafres congelados
1 dl de azeite
6 dentes de alho grandes
6 metades de tomate seco
1 malagueta
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Descasque os camarões e lave. Para retirar a tripa, apoie o camarão sobre a tábua de cortar, e abra as costas com uma faca comprida, removendo a tripa com os dedos sob água corrente. Reserve as cascas e cabeças para fazer um caldo de marisco, se desejar.

Leve os blocos de espinafre congelado ao lume, com alguma água, e deixe ferver até descongelar por completo. Esmague 3 dentes de alho com a faca e pique-os finamente. Junte ao espinafre. Tempere com sal e pimenta.

Ao mesmo tempo, leve 1 dl azeite ao lume numa frigideira grande ou wok com a malagueta aberta. Esmague os restantes alhos com a faca e pique-os grosseiramente. Deite-os na frigideira até alourarem. Junte agora os camarões, salteando por uns minutos até cozinharem. Perfume com umas voltas do moinho de pimenta.

Escorra muito bem os espinafres, num passador de rede, espremendo-os com a mão. Retorne ao tacho para temperar com algum azeite cru e também com algum do azeite dos camarões.

Corte o tomate seco em juliana. Sirva em cada prato uma grande camada de espinafres e disponha os camarões e o tomate seco, regando com azeite que sobrou na frigideira. Deite fora a malagueta, mas aproveite os alhos fritos no azeite, estaladiços e de sabor intenso. Para quem gosta, claro!

Para o prato resultar, a malagueta tem de se notar bem nos camarões – tenha coragem na dose da malagueta, que isto pede sabores fortes.
Acompanhado de um vinho branco seco, fica de estalo!

27 janeiro 2009

Espanta-me chegar a pai de filhos para provar pela primeira vez uns deliciosos marmelos assados no forno. Foi no restaurante d’Avis, cozinha alentejana no Beato em Lisboa. ‘Um marmelinho assado sabe sempre bem’ disse o dono. E eu provei. Decidi tentar perceber a receita. Vinho do Porto, açúcar, canela. O dono disse que punha também vinho tinto. Confiei nele. Um homem que faz torresmos do rissol daquela maneira tem de ser boa pessoa. A receita aparece aqui já fora da época dos marmelos, mas fica para mais tarde experimentarem.


Ingredientes para 3 pessoas gulosas:

3 grandes marmelos maduros
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de café de canela
200 ml de vinho do Porto tinto (1 copo cheio)

Preparação:

Cortei a base de cada marmelo para se aguentarem em pé e furei-os com o saca-caroço, apenas até ao caroço, onde o marmelo tem uma cavidade oca. Usei a forma de bolo inglês (a rectangular, estreita e alta) e dispus os 3 marmelos grandes. Misturei o açúcar e a canela e despejei parte na cavidade dos marmelos e parte na forma. Idem para todo o vinho.

Levei ao forno por quase 1 hora. O vinho ficou com consistência de xarope. Servi em taças individuais.

18 janeiro 2009


Resolvi fazer encharcada para aproveitar umas gemas que me tinham sobrado de outro prato. A receita que segui foi a do Pantagruel, a 'bíblia' da cozinha portuguesa, na qual se pode sempre confiar. Só adaptei as quantidades ao número de gemas que tinha, ficando assim com o equivalente a duas porções bem servidas.

Ingredientes (2 pessoas):
6 gemas de ovo
1 clara de ovo
170g de açúcar
1dl de água
canela

Preparação:
Deite o açúcar e a água num tachinho e leve ao lume até ferver. Com uma colher verifique a calda até obter ponto de pérola (quando, ao deixar escorrer devagar a calda da colher, esta formar um fio mais grosso com uma pequena bola - a 'pérola' - na ponta). Reserve.
Entretanto, bata bem as gemas e a clara num recipiente e deite-as sobre a calda através de um passador, espalhando bem para que fiquem bem distribuídas no tacho. Leve a lume brando e deixe cozer, misturando com a calda. Com a colher de pau vá evitado que os ovos se peguem nas paredes do tacho, para que não fiquem com um bordo seco.
Assim que estiverem cozidos, deite num pirex, polvilhe bem com canela e leve ao forno, de preferência com o grill ligado, para que toste ligeiramente por cima.

15 janeiro 2009

Faz hoje precisamente dois anos que abrimos a cozinha.
Obrigado a todos por cá virem - e um abraço grande, caro Janvier!

10 janeiro 2009

Nem sempre a família embarca nestes experimentalismos, e o risotto com tinta de choco teve de ser cozinhado em paralelo com o guisado de chocos. Tinha comprado o pequeno frasco de tinta de choco no Delidelux logo a seguir ao Natal pelo que andava ansioso por levar o risotto à prática, depois de já ter feito este prato num curso de culinária. Ficou tudo no ponto mas a cor negra afastou toda a família, excepto o filhote mais velho, que debaixo da insistente pressão paternal, lá provou 3 grãos de arroz para dizer que não gostava. Frustração – achei que estava tão bom! Comi garfada atrás de garfada, alertando toda a gente que não sabiam o que perdiam.

Neste risotto, o que resulta bem é a combinação do subtil sabor marinho da tinta de choco com o perfume do limão, além daquele negrume tão pouco habitual no prato.

Ingredientes (4 pessoas):

300 g de arroz arboreo ou carnaroli
1 dl de vinho branco
1,5 l de caldo de legumes
60 ml de azeite
1 cebola média picada finamente
1 colher de chá bem cheia de tinta de choco
Sumo de 2 a 3 limões
Sal e pimenta q.b.
Queijo parmesão ralado

Preparação:

Como alerta o Chef Spadanini, prepare tudo antes de começar a cozinhar o arroz porque depois só tem tempo para mexer e mexer.

Prepare um caldo de legumes (pode cozer 1 cebola, 1 cenoura e parte de um alho francês, tudo picado grosseiramente, em 2 litros de água, temperando com sal e pimenta e meia folha de louro, durante meia hora) ou use um cubo de caldo de legumes.

Numa panela alta refogue lentamente a cebola no azeite até dourar e junte o arroz, mexendo. Deite o vinho e mexa até secar. Deite uma concha de caldo de legumes, mexendo sempre. Deite uma generosa colher de tinta de choco – mais vale a mais que a menos, acho eu. Tudo ficará impressionantemente negro. Siga o ritual de juntar uma concha de caldo e mexer suavemente até deixar secar o arroz. Deve ficar cozido mas com uma vincada consistência al dente – risotto espapaçado é horrível. Junte a pimenta e pouco sal (a tinta de choco já é salgada). Prove. Deite metade do sumo de limão, e vá incorporando mais, a gosto, provando o risotto, até equilibrar o sabor marinho da tinta de choco com o limão (eu gosto com muito limão). Por fim, já de lume desligado, junte o queijo. Sirva de imediato.

07 janeiro 2009

Uma preparação mais elaborada, mas a vinagreta liga bem os sabores intensos da carne com o adocicado da batata e da canela. Vale o esforço para variar dos sabores mais comuns. A batata-doce é facílima de preparar e a vinagreta exige apenas alguma paciência e atenção enquanto o borrego assa no forno.

Para 4 pessoas

Quantidades
Para o borrego: ver receita anterior
2 batatas doces grandes (cerca de 700 gramas ao todo)
200 ml vinho moscatel
50 ml vinho do Porto
1 pau de canela
1 colher de sopa de vinagre
Pimenta q.b.
Azeite a gosto (cerca de 30 ml pelo menos)

Preparação

Borrego no forno:
Siga a preparação desta receita anterior.

Cubos de batata-doce:
Corte a batata ao meio no sentido longitudinal, cubra de canela, e leve ao forno por 1 hora, enquanto assa o borrego. Retire do forno, remova a pele e corte em cubos grandes.

Vinagreta de Moscatel:
Leve o Moscatel e o Porto a levantar fervura e deixe reduzir a metade em lume brando, juntamente com o pau de canela. Adicione o vinagre e a pimenta e deixe reduzir novamente a metade. Prove para afinar sabores. Com uma varinha mágica, emulsione a redução de vinho com o azeite.

Sirva o borrego às fatias ou tranches, com os cubos de batata-doce e regue com a vinagreta.

03 janeiro 2009


O Chef Janvier já falou aqui no blog do novo livro do chef Vítor Sobral, «Entre Tachos e Tabuleiros»; na altura eu não conhecia o livro, mas entretanto já o arranjei e é de facto altamente recomendável. Na noite de passagem de ano fizemos cá em casa esta receita de polvo, simples de fazer e surpreendente de sabor. A acompanhar, umas óptimas batatas confitadas também retiradas do livro. Seguem as receitas como as fiz (as quantidades foram adaptadas das 10 pessoas do livro para apenas 4, com algumas variações pelo meio quando o resultado era uma quantidade demasiado pequena).


Ingredientes (4 pessoas)

Para o polvo:
1,2kg de polvo
4 dentes de alho
1 cebola (para cozer o polvo)
100ml de vinho tinto
salsa picada
100g de cebola
3 cravinhos
30g de miolo de pinhão
50g de damascos secos
2 hastes de alecrim
0,5dl de vinho do Porto seco
1,25dl de azeite
1dl de caldo de legumes
louro
sal
pimenta da Jamaica

Para as batatas:
600g de batatas novas com casca
tomilho
4 dentes de alho em camisa
azeite
pimenta da Jamaica
vinagre de vinho branco
sal


Preparação:
A receita não o indicava, mas eu cozi primeiro o polvo, para o tornar mais tenro. Para tal, coloque-o em água numa panela alta e junte uma cebola cortada grosseiramente, 1 ou 2 folhas de louro, 3 cravinhos, o vinho tinto, a salsa picada e um fio de azeite. Deixe cozer por cerca de hora e meia em lume brando/médio.

Passado este tempo, escorra o polvo e prepare-o. Coloque-o num tabuleiro de forno, tempere com sal e deite-lhe os restantes ingredientes: os dentes de alho cortados em metades, os 100g de cebola picada, os pinhões, os damascos picados, o vinho do Porto, o azeite, o caldo de legumes, 1 ou 2 folhas de louro, um pouco de pimenta da Jamaica (3 ou 4 bagas) e finalmente as hastes de alecrim por cima. Tape com papel de alumínio e leve ao forno, a 150º, por cerca de 2 horas e meia.

Entretanto, prepare as batatas: faça uma incisão em cruz em cada uma e coloque-as num tacho. Deite os dentes de alho, o tomilho, sal e a pimenta da Jamaica (4 ou 5 bagas). Tempere com um pouco de vinagre e finalmente cubra as batatas com azeite. Leve a lume muito brando por cerca de uma hora - o azeite ferverá, mas não fritará as batatas, que ficam muito macias por dentro e com a pele assada.

Assim que o polvo estiver pronto, retire-o do forno e escorra o molho para um tachinho. Leve a lume muito brando até reduzir a cerca de metade, o que irá concentrar os sabores. Volte a regar o polvo com o molho e sirva com as batatas.

23 dezembro 2008


Tal como prometido, aqui ficam mais dois tipos de trufas. A receita é basicamente a mesma das anteriores, mas com ingredientes diferentes acrescentados ao chocolate.


Ingredientes (cerca de 12 trufas cada):

Para as trufas de maracujá:
100g de chocolate de culinária
50ml de natas
100g de chocolate de cobertura
4 maracujás
1 colher de chá de açúcar

Para as trufas de avelã:
100g de chocolate preto de culinária
50ml de natas
100g de chocolate de cobertura
avelãs inteiras


Preparação:
Para as Trufas de Maracujá, comece por abrir os maracujás e deitar a polpa num tachinho, juntamente com a colher de açúcar. Ferva em lume brando durante uns 3/4 minutos. Retire e passe num passador por forma a ficar apenas com polpa, sem sementes. Reserve.

Para as trufas propriamente ditas, tal como na receita anterior, parta o chocolate preto em pedaços e coloque-o numa tigela ou outro tipo de recipiente. Leve uma panela com água ao lume e coloque o recipiente com o chocolate sobre a panela, de forma a não tocar na água. O vapor da água a ferver aquecerá o recipiente e derreterá lentamente o chocolate. Assim que a água estiver a ferver, desligue o lume e vá mexendo o chocolate com a ajuda de uma espátula de plástico. Se esfriar demais volte a aquecer a água.

Entretanto, leve as natas a aquecer, mas sem ferver. Quando o chocolate já estiver quase todo derretido, deite-lhe as natas em cima - vai parecer que estragou tudo e que ficou com uma mistura estranha, mas continue a mexer com a espátula e pouco a pouco as natas vão misturar com o chocolate e ficar no ponto certo. Se estiver a fazer as Trufas de Maracujá, junte nesta altura a polpa de maracujá e continue a mexer bem.

Retire do lume, deixe arrefecer, e leve ao frigorífico umas boas horas (pode deixar de um dia para o outro).

Agora é altura de moldar as trufas. No caso das Trufas de Maracujá, retire um pedaço de chocolate do recipiente com a ajuda de uma colher e molde em bola com as mãos. Coloque sobre uma folha de papel de forno. Repita até terminar o chocolate. Para as Trufas de Avelã, faça o mesmo, mas enrolando o chocolate em torno de uma avelã inteira. Entretanto, derreta num recipiente o chocolate de cobertura, usando a mesma técnica do vapor de água. Assim que o chocolate estiver totalmente derretido, retire do lume (se o aquecer demasiado arrisca-se a que o chocolate cozinhe e fique inutilizável). Com a ajuda de uma pequena pinça deite as trufas no chocolate derretido, uma a uma, cobrindo-as bem. Volte a deitá-las no papel de forno e espere até o chocolate de cobertura secar (coloque no frigorífico para ajudar). No caso das Trufas de Avelã, antes de as colocar no frigorífico, enfeite-as: triture algumas avelãs na picadora e passe as trufas, uma a uma, pelo picado. As avelãs ficarão coladas ao chocolate, dando um belo - e saboroso! - efeito.

22 dezembro 2008


À terceira é de vez: as primeiras duas vezes que tentei fazer trufas correu sempre alguma coisa mal - ou o recheio não ficava em condições, ou a cobertura não saía bem... Mas à terceira apanhei-lhe o jeito. E na verdade nem é difícil, basta usar os ingredientes certos e ter algum cuidado com a temperatura do chocolate. Fica aqui a receita de dois tipos diferente de trufas: as Trufas Gabriela (chamei-lhes assim porque levam cravo e canela...) e as Trufas Irish Coffee (que têm café e whisky). Em breve deixarei a receita para mais dois tipos diferentes.


Ingredientes (cerca de 12 trufas cada):

Para as Trufas Gabriela:
100g de chocolate preto de culinária
50ml de natas
100g de chocolate de cobertura
2 cravinhos
cacau em pó
canela em pó

Para as Trufas Irish Coffee:
100g de chocolate preto de culinária
50ml de natas
100g de chocolate de cobertura
50g de chocolate branco
café em pó
whisky


Preparação:
Ambas as trufas têm uma confecção semelhante, mas devem ser feitas em separado, porque é necessário juntar ingredientes diferentes. Para preparar qualquer dos dois tipos de trufas, comece por partir o chocolate preto em pedaços pequenos e coloque-o numa tigela ou outro tipo de recipiente. Se estiver a fazer as Trufas Gabriela, junte os dois cravinhos ao chocolate, para que este ganhe sabor ao derreter. De seguida coloque uma panela com água ao lume e o recipiente com o chocolate sobre a panela, mas de forma a que não toque na água. A ideia é que o vapor da água a ferver aqueça o recipiente e derreta lentamente o chocolate. Assim que a água estiver a ferver, desligue o lume e vá mexendo o chocolate com a ajuda de uma espátula de plástico. Se esfriar demais volte a aquecer a água.

Entretanto, leve as natas a aquecer, mas sem ferver. Quando o chocolate já estiver quase todo derretido, deite-lhe as natas em cima - vai parecer que estragou tudo e que ficou com uma mistura estranha, mas continue a mexer com a espátula e pouco a pouco as natas vão misturar com o chocolate e ficar no ponto certo. Se estiver a fazer as Trufas Irish Coffee, junte nesta altura o café em pó e um pouco de whisky (não demasiado, para não quebrar o chocolate).

Retire do lume e deixe arrefecer (se estiver a fazer as Trufas Gabriela, procure os cravinhos no meio do chocolate derretido e retire-os). Leve ao frigorífico umas boas horas (pode deixar de um dia para o outro).

Agora é altura de moldar as trufas. Com a ajuda de uma colher, retire um pedaço de chocolate do recipiente e molde em bola com as mãos. Coloque sobre uma folha de papel de forno. Repita até terminar o chocolate. Entretanto, derreta num recipiente o chocolate de cobertura, usando a mesma técnica do vapor de água. Assim que o chocolate estiver totalmente derretido, retire do lume (se o aquecer demasiado arrisca-se a que o chocolate cozinhe e fique inutilizável). Com a ajuda de uma pequena pinça deite as trufas no chocolate derretido, uma a uma, cobrindo-as bem. Volte a deitá-las no papel de forno e espere até o chocolate de cobertura secar (coloque no frigorífico para ajudar).

Finalmente, os enfeites finais: para as Trufas Gabriela misture numa taça o cacau e a canela em pó e passe as trufas por esta mistura. Para as Trufas Irish Coffee, derreta o chocolate branco e deite-o num saco de pasteleiro ou, caso não o tenha, num saco de plástico pequeno, fazendo um pequeno corte na ponta com uma tesoura. Faça riscos de chocolate branco sobre as trufas, a seu gosto.

14 dezembro 2008

Comprei mais um livro do mestre. Vitor Sobral publicou agora o “Entre tachos e tabuleiros” e já está entre os meus livros de culinária favoritos. Comprem, que vale a pena. Entre muitas coisas que terei de experimentar, comecei por este bolo porque fazer um bolo é sempre uma animação com as crianças cá em casa. Avancei um pouco a medo, medindo tudo muito bem, porque o equilíbrio de ingredientes é atípico. Quando provei, ainda quente (maldita gula…) pensei que tinha abusado nas especiarias, mas depois de frio ficou óptimo. Demasiado guloso, até.


(para 10 pessoas)

Ingredientes:
600 g de açúcar
2,5 dl de azeite extra virgem
4 ovos
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de café de cravinho em pó
1 colher de café de café de cardamomo
400 g de farinha
1 colher de café de fermento seco
500 g de cenoura ralada
200 g de noz picada

Preparação:

Bata o azeite com o açúcar. Incorpore os ovos e as especiarias. Junte a farinha peneirada com o fermento. Deite toda a cenoura e as nozes. Leve ao forno por hora e meia, a 160ºC, em forma rectangular untada com manteiga e polvilhada com farinha.


Eu pisei o cravinho no almofariz, e depois as sementes de cardamomo, deitando fora as peles. Para medir as colheres de café, usei doses rasas com receio de ter sabores demasiado fortes, mas vale a pena experimentar com colheres de café cheias. No meu forno foi menos que hora e meia – vá espetando um palito. O bolo é subtilmente untuoso devido ao azeite, mas deixe-o ficar mais algum tempo no forno se preferir um bolo mais seco e estaladiço.
 
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