28 Outubro 2007

Uma receita de Vitor Sobral, que é um salmão interessante. A princípio parecia que havia de ser uma variante de sashimi de salmão, mas na verdade o nome da receita faz-lhe justiça porque ­lembra a riqueza de paladares de um bife tártaro (a propósito, recomendo vivamente o bife tártaro do restaurante russo “Tapadinha”, em Lisboa).

Por preguiça não fiz a emulsão acidulada de curgete que a receita original recomendava, que substituí por umas gotas de molho de soja. Por azar não havia maçãs granny smith (aquelas bem verdes e ácidas) pelo que usei maçã reineta. O toque de canela foi surpreendente – liga bem com a maçã, e alarga a palete de sabores na boca. É uma entrada para apreciadores de comida crua: bifes tártaros, sashimis, e afins.

Para 10 pessoas:

Salmão fresco: 500 grs
Maçã em cubos: 150 grs
Gengibre picado: 6 lâminas finíssimas
Coentros em juliana: 10 grs
Azeite virgem frutado: 50 ml
Sumo de limão: q.b.
Canela em pó:q.b.
Flor de sal: q.b.
Pimenta de moinho: q.b.
Molho de soja: q.b.

Eu fiz para 5 pessoas, o que significou 2 postas médias de salmão e uma maçã.

Retire pele e espinhas ao salmão e corte em pequenos cubos. Retire a pele à maçã e corte em cubinhos. Pique finamente o gengibre. Junte a maçã, o gengibre, os coentros e o limão ao salmão. Tempere com o azeite, a flor de sal, a pimenta e a canela. Eu arrisquei uma colher de café rasa de canela, e correu bem. Ajuste os temperos.

Sirva muito frio. Eu deixei o peixe e a maçã por uns minutos no congelador, e voltou tudo lá antes de montar o preparado no prato com o auxílio de uma forma de pastéis de nata. Deitei umas gotas de molho de soja no prato, mais para decoração do que pelo sabor.

15 Outubro 2007


Este é um prato que já não fazia há algum tempo. É uma receita que saiu na Saberes & Sabores há já algum tempo e de que gostamos bastante cá em casa. Publicidade à parte, geralmente uso Guiness para o molho, mas também fica bastante bem com Super Bock preta (nem de propósito são as minhas cervejas pretas preferidas).


Ingredientes (4 pessoas):
4 peitos de pato
1 colher de sopa de açúcar mascavado
1,5 dl de cerveja preta
uvas
sal
pimenta


Preparação:

Aqueça uma frigideira em lume brando. Assim que estiver quente, coloque-lhe os peitos de pato com a pele virada para baixo (não é necessário colocar gordura, já que os próprios peitos deitam bastante gordura para a frigideira). Deixe alourar e vire os peitos para o outro lado. Deixe uns minutos e retire, reservando (não se preocupe se os peitos não estiverem bem cozinhados por dentro, vão voltar para a frigideira mais tarde). Entretanto, aproveite para misturar o açúcar na cerveja preta.

Retire o excesso de gordura que ficou na frigideira e volte a colocá-la ao lume (em lume brando), deitando-lhe a cerveja misturada com o açúcar. Deixe ir fervendo, enquanto corta os peitos em fatias. Quando tiverem passado uns minutos e o molho já estiver a ferver, deite as fatias, temperando só nesta altura com sal e pimenta. Deixe cozinhar até estarem macias (não deixando cozinhar demasiado). Retire do lume, juntando-lhe os bagos de uvas.

O prato acompanha bem com arroz branco (ou basmati). Desta última vez, resolvi variar e fiz umas batatas assadas no forno, com casca, temperadas apenas com sal e uns ramos de alecrim - não ficou nada mal!

09 Outubro 2007

O bolo da cozedura é um dos meus sabores de infância. Hoje podem-se encontrar umas variantes fracotas feitas para as grandes superfícies em vilas e cidades alentejanas, mas é necessário ir às velhas padarias para encontrar o produto genuíno. Então, o que é o bolo da cozedura? Com as sobras da massa para pão, junta-se açúcar, banha de porco e canela fazem-se umas grandes bolachas, com uns 15 cms de diâmetro e 1 cm de altura à saída do forno. Coisa saborosa! Melhor, só as fogaças de Alcochete. Come-se um bocadinho e parece apenas um bolo seco sem grande sabor. Depois come-se mais um bocadinho. E outro. E mais outro. Eu gosto mesmo!

Tenho de experimentar a receita em casa, porque esta foto saiu da cozinha da Ti Zéfinha (lamento ter focado as maçãs e não os bolos...), onde ela usa a sua mão mágica em vez de balanças, e portanto só tenho quantidades muito indicativas. Espero poder afinar a receita mais tarde, mas aqui fica já o essencial.
Para a massa de pão
Farinha 65: 500 grs
Sal: q.b.
Fermento de padeiro: q.b.
A adicionar à massa, depois de levedar:
Banha de porco: q.b. (50 a 100 g)
Canela: 3 colheres de chá
Açúcar: q.b. (70 a 120 g)


Fazer a massa de pão, e amassar durante 5 minutos. De punho fechado, rodopiar a mão sobre a massa. Puxar as “orelhas” à massa das pontas do alguidar para o centro. No final, espalhar farinha abundantemente, e deixar levedar tapado com pano, em local quente, por hora e meia a duas horas.
Juntar a banha de porco, canela, e açúcar. Mexer bem. Fazer uma bolas achatadas e levar a forno muito quente (250º) em tabuleiro untado com a banha de porco e farinha. Polvilhar com canela por cima.
 
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